sexta-feira, 7 de março de 2014

A prescrição da política

A coima de um milhão de euros a que Jardim Gonçalves havia sido condenado por virtude da sua gestão danosa no BCP não vai ser paga, por prescrição, devida ao protelamento conseguido com interposição de sucessivos recursos.

Aqui, não há dúvida nenhuma, há um "consenso" interpartidário muito claro: não fazer nada!

20 comentários:

Rui Marques disse...

Caro Francisco,
Portugal é o sítio onde tudo acontece e nada se passa.
O abraço de sempre.

Anónimo disse...

Vai se passar o que "interessa"...

O que vai estar a dar para as eleições europeias é ideologia do género (politicamente correcto nas cabeças trendy-rosas- bem-pensantes), proibido mencionar a palavra sexo ! .

As crianças ”aparecem” depois de concebidas com material genético , perfeitamente combinado). Em França já se “discute” este “assunto”...

Prá frente, a todo o vapor.....

Alexandre

Anónimo disse...

Estas coisas acontecem porque existe uma Legislação, quer Cível, quer Penal, ou Processual Penal e Processual Cível, sobretudo, que o permite e que foi devidamente aprovada em sede da A.R – “trabalhada”, oportunamente, em determinados (grandes) escritórios de advogados, onde fazem parte Deputados do PSD, PS e CDS. Não é aos Magistrados, quer Juízes, quer Procuradores, que deve ser assacada, ou imputada, a principal responsabilidade deste tipo de situações, ou desfechos processuais, mas, ao Poder Político (naturalmente que existem, em certos casos, magistrados que não estão à altura das suas funções e responsabilidades, como noutras profissões, mas são casos pontuais – a nossa Magistratura é, graças a Deus, séria, competente e responsável). Os Magistrados regem-se pelas Leis aprovadas em sede da A.R, ou outros Diplomas da responsabilidade governativa. Os advogados de Jardim Gonçalves limitaram-se, habilidosamente, a usar as “ferramentas legais” ao seu dispôr, sancionadas e aprovadas em sede da A.R. Noutros países, como, por exemplo, os EUA, R.U, Alemanha, etc, Jardim Gonçalves teria sido condenado a uma pena pesada e há muito que estaria a cumprir essa pena, em prisão efectiva, depois de ter sido obrigado a pagar uma muito superior indemnização, em vez de uma “gorjeta” de 1 milhão. Mas, Portugal, como seu tráfico de influências ao nível do Direito, com a interligação entre Deputados da A.R e Escritórios de Advogados, nunca será capaz de alterar, radicalmente, este estado de coisas. Nunca. E assim, a nossa Justiça não beneficiará nunca de uma Reforma como se impõe, ao nível da Legislação, Códigos, etc. Em vez disso, optou-se pelo fecho de tribunais, o que só prejudicará o acesso á Justiça da larga maioria das populações e em nada alterará este tipo de situações, de desfechos processuais, que deveria ser aquilo que mais importaria: um Justiça mais célere, menos cara, mais eficiente, mais rigorosa e mais justa (e punitiva, naquilo que tem de ser apropriadamente punido).
Lourenço

opjj disse...

Este Banco por enquanto não foi ao bolso do contribuinte. Valha-nos ao menos isso. Já o mesmo não podemos dizer com a nacionalização do BPN. Só a parte tóxica foi nacionalizada porquê?

cumprimentos

Anónimo disse...

Como não foi ao bolso do contribuinte? Já se esqueceu que o BCP está entre os quatro resgatados em Portugal?

Defreitas disse...

Ao ler o seu "post", Senhor Embaixador, não posso deixar de pensar nas palavras de Pascal : "O direito é o conjunto de regras que regem o Estado". Só que, acrescento, aparentemente, estas regras são aplicadas segundo o poder dos homens na sociedade. A interpretação que fazem alguns juízes é que as leis não precisam de ser justas, elas devem sobretudo garantir a paz social., porque " é melhor uma injustiça que uma desordem" (Goethe). Mas é revoltante. E abre a porta ao anarquismo.

Precisamente hoje ,após o dossier Buisson, "une nouvelles affaire" cai sobre a cabeça de Sarkozy, e tem uma relação com a Justiça : Muito simplesmente, o antigo presidente teria ajudado um juiz a obter um posto de conselheiro em Mónaco, em troca de informações secretas sobre o dossier político financeiro Bettencourt, que como se sabe teria oferecido milhões a Sarkozy para a sua campanha eleitoral de 2007.
O que é grave é que agora seria a justiça que seria corrompida ao mais alto nível deste Ministério, pelo próprio presidente da Republica !

Platon dizia que a justiça, se ela é o ideal da comunidade política deve também ser uma virtude moral em cada individuo. Como estamos longe de Platon.

Anónimo disse...

O meu sogro tem razão. Do alto dos seus 86 anos diz que isto só vai à cachaporra.
José Barros

Antonio Cristovao disse...

Pena que os eleitores continuem no dia das eleiçoes a fazerem de conta que votam em consciencia, como paga deste faz de conta arrepiante. No unico dia em que deviam parar o faz de conta ainda ajudam até com a abstenção.Triste.

Anónimo disse...

A mesma coisa se passa com o enriquecimento ilícito. Como é possível pensar que há inversão do ónus da prova? Mas, de outro modo, se houvesse o mínimo de interesse na transparência, mudariam as leis e a Constituição rapidamente. Claro que não há!
(Tal como disse Espinosa, se os triângulos pensassem criariam um deus triangular, estou em crer que se o dinheiro pensasse, seria muito provável, que adoraria um "politico" como deus.)

antonio pa

Anónimo disse...

O comentáro de antonio pa (20:22), resume o total "assobiar" para o lado da AR !

Alexandre

Portugalredecouvertes disse...


Se há tanta injustiça, até admira a Troika deixar

Mônica disse...

Meus amigos! Fico triste de imaginar que Portugal é o sitio onde tudo acontece e nada se passa.
Eu acabei de ler um livro ACIMA DE TUDO O AMOR sobre um dos melhores Hospitais do Brasil Hospital de cancer em Barretos.
Ao ler o livro pensei: Nossa nao tem nada de parecido por onde vou quando internamos mamae ou mesmo aqui na terrinha mineira.
MAS eu me enganei lá e tudo muito certo, coisa de primeiro mundo.
E EU TINHA CERTEZA ABSOLUTA QUE PORTUGAL PERTENCIA AO PRIMEIRO MUNDO.
Tem jeito de me contar o inverso?
Eu fui em alguns lugares de Portugal e achei tudo muito lindo, muito limpo, muito cultural.
Com carinho de sempre Monica
OBS: Voce me entusiasmaram, mas me digam quando estou passando dos limites tá?

patricio branco disse...

bob madoff foi julgado e condenado em 6 meses e há 2 ou 3 anos que está atrás das grades vestido às riscas, todos os bens que tinha foram penhorados, etc, para concluir, temos uma justiça de pais subdesenvolvido, vendida ao dinheiro e ao poder politico, má e desigual, etc

Anónimo disse...

Caríssimos irmãos!
Em verdade a verdade vos digo:

Afinal o direito é capaz de não passar de constituir a expressão normativa e instrumento da vontade da classe dominante.
E.Dias

Anónimo disse...

Temos é más leis, má aplicação das mesmas, mau funcionamento do circuito judicial e juízes incompetentes.

Quem é a pessoa séria que investe em Portugal nestas condições? Só quem tiver um bom escritorio de advogados e muito dinheiro para lhes pagar.

Tambêm temos um supervisor bancário inconcebíbel e incompetente. Vejam para onde foi Constâncio depois de tudo o que deixou fazer em Portugal. BPN, BPP, mas nào só. Um caso de polícia.

Anónimo disse...

Na Assembleia a República, os ditos deputados assobiam para o ar.
Nas cúpulas dos partidos, assobiam para o ar.
Se for um pilha-galinhas...
Se for um zé-ninguém...
Se for o zé pacóvio...
esses mesmos ainda atiram achas para a fogueira.
Já agora, em face de casos e casos de prescrições (grandes) ao longo dos anos, o melhor é que fechem os tribunais todos, dado que de nada servem.

Isabel Seixas disse...

Temos também a mania de generalizar os erros em detrimento da maioria das nossas virtudes , por favor...

Temos um sistema de ensino básico secundário e superior acreditado pelos países por nós invejados/admirados como superiores por ex. UK
(onde por exemplo a taxa de terapia de substituição de drogas é tão grande que parte significativa da população ativa é dependente do tratamento com metadona)

Tínhamos uma cultura de frequência de ensino superior generalizada e propinas acessíveis a qualquer segmento de população além das bolsas de estudo, que nos permite (ainda que seja uma heresia )ser viveiro de profissionais com formação superior para exportar...

Os cidadãos ingleses pelo menos têm agora profissionais que lhes prestam os cuidados globais nos lares , nos hospitais, nos domicílios à custa de quem sempre se pautou por querer o melhor para o seu pais , enquanto os nossos veem futuramente reduzida a qualidade dos cuidados face à redução do investimento na educação instrução investigação deste governo...

Também destruiram a valorização da auto estima gerada pela atribuição de créditos aos saberes ganhos na prática, às competências adquiridas...Sim sim as tão equacionadas novas oportunidades que tiveram um efeito humanista nas pessoas que não tiveram em tempos oportunidade de estudar...

Temos vigaristas profissionais?... Ó se temos , daí a expressão da chico esperteza faz-se a lei faz-se a trapaça... E depois ? somos pouco fundamentalistas!...PFFFFF, não os há nos outros países?...

Devemos mostrar o nosso repúdio...Claro que sim ... E dar o exemplo também.

Querida Mônica , como gosto de Si, mas como no Brasil somos uma esfera de alternância de características de conceitos de 1º, 2º, 3º, e quarto mundo...
Exatamente como na época antes de cristoA.C,durante cristo D.C E Após Cristo Que também não sei que está à espera para aparecer e evitar mais mortes de crianças... Não só na guerra e na fome como no nosso conivente abandono.

Anónimo disse...

Mas era tão simples fazerem leis justas. Bastava copiar de outros países... Mas bem sabemos que isso não interessa aos poderosos! As leis são feitas à sua maneira, para mais tarde lhes servirem. É preciso é que haja tempo, tempo e mais tempo, para os recursos, para os escritórios de advogados pagos a peso de ouro. E aí temos o resultado deste cavalheiro, que tem a maior reforma do país, ficar a rir-se de todos nós...

Anónimo disse...


Quando é que este governo prescreve?

É que estou à espera disso pelo menos desde o verão passado?!

Anónimo disse...

Pois haviam de aprende com a Brisa. Há semanas que andam para me cobrar 2,70€ porque um carro que vendi há dez anos, dez, passou numa portagem no dia não sei quantos de novembro passado.
Já lhes disse que não pagaria nem dois cêntimos, já gastaram dez vezes mais do que o valor da portagem que um qualquer artista cometeu, mas não desistem.
Eu também não.
É um facto que 2,70€ é dinheiro, e o trabalho que estão a ter sempre justificará mais um emprego, e isso é louvável, mas haviam de ser assim com os motards que tapam ou dobram as matrículas, com os espanhois que passam na via verde sem pagar e ainda fazem uma algazarra, como os que têm vários carros e um só identificador que encostam ao para-brisas do carro em que viajam, ou com os que usam identificadores de classe 1 nos jeeps de classe superior.
Assim sim, seria um vendaval, mas sejamos compreensivos, é apenas uma brisa...
R.P.