sábado, 23 de janeiro de 2010

e-book


Um amigo brasileiro, diplomata e prolífico escritor da área das relações internacionais, mandou-me um convite para o "lançamento virtual", hoje, de um seu e-book, isto é, um livro em edição eletrónica, que pode ser adquirido aqui. A sessão tem como ponto alto um "chat" com o autor, a ter lugar aqui. Para o convite ser completo, só não fica clara a forma como poderemos ter acessos aos salgadinhos que estas ocasiões sempre proporcionam.

O mundo muda muito...

4 comentários:

Anónimo disse...

A propósito de Maquiavel, permitia-me recomendar o livro de Michael White “Machiavelli, a man misunderstood” (não existe, segundo creio, versão portuguesa), muitíssimo interessante. Vale a pena ler.
P.Rufino

Anónimo disse...

Pois muda...
Ou os morangos com champanhe...
Ou fruta laminada...

Daí que a predisposição para ler pode engordar...
Isabel seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

Muda sim. Na maioria dos casos, felizmente.
Mas não creio que haja algum e.book que dê o prazer enternecedor de manusear, cheirar e guardar do livro tradicional.
Também há sexo virtual. Mas em ambos os casos, é muito o que se perde. Nomeadamente, uma certa forma de afecto. Em ambos os casos, insubstituível!

José Pedro Pessoa e Costa disse...

Pois eu, a quem me crescem livros em casa como cogumelos, ocupando insidiosamente todos os espaços vazios, acumulando-se junto às paredes da sala e dos corredores, jazendo debaixo das camas, obrigando-me a pôr-me de gatas à procura de um título de que me lembre, converti-me num piscar de olhos aos livros electrónicos e, hoje, o meu "Kindle" – o libro electrónico da "Amazon" – acompanha-me para todo o lado. É preciso não esquecer que posso comprar toda a obra de Dostoievski, Tolstoi, Conrad, Henry James, Jane Austen, Platão, Kant, e muitos mais, e cada colectânea destas, algumas com mais de 200 títulos, custa mais ou menos 2 euros. O único problema – mas o tempo virá! – é que apenas temos acesso a obras em inglês (uma excepção para a "Histoire de France", de Michelet) porque os editores de outros países ainda não se converteram a esta magnífica ideia. Claro que não manuseamos os livros, nem os cheiramos. E concordo que isso é importante. Mas, para mim, que nunca prestei muita atenção ao suporte e prefiro concentrar-me no conteúdo, o meu "Kindle", presente de Natal, trouxe-me, traz-me, um prazer indescritível. E não me impede de ler livros em papel. Por isso, recomendo entusiasticamente o último que li: o romance autobiográfico de José Rentes de Carvalho, "Ernestina", talvez uma das mais poderosas obras escritas em língua portuguesa. Dele, disse José Riço Direitinho, na última "Ler", que devia ser obra de leitura obrigatória no secundário. Eu só acrescentaria, no primário e no superior; ou seja, em qualquer tempo e em qualquer lugar.