Más notícias para a vinicultura!
Hoje, tive um almoço de trabalho com gente da banca. Praticamente ninguém tocou em vinho, durante toda a refeição. Ontem, ofereci um jantar, em casa, a figuras ligadas à vida académica. Ninguém aceitou um digestivo. Anteontem, estive num almoço em que foi convidado um proeminente político francês. Nem ele, nem a maioria dos presentes, passaram da "Évian" ou da "Perrier".
Começo a ficar preocupado com esta deriva espartana. No meu caso, confesso, reajo. A diplomacia económica obriga a sacrifícios.

Meu Caro Embaixador,
ResponderEliminarReaja, por favor reaja. Tanto "politicamente correcto" faz mal ao corpo, alma e espirito. Entao essa de ninguem ja tocar em "spirits" preocupa-me de sobremaneira. Espero que quando do proximo encontro J.W.Crabtree em Londres ponha os pontos nos iii na sua capacidade de estimado e augusto Presidente.
Saudacoes de Londres
F. Crabtree
Compreendo o seu sacrifício, Senhor Embaixador.
ResponderEliminarSe tivesse estado nesses almoços, garanto-lhe que teria erguido o meu copo de vinho em agradecimento a quem me tivesse dirigido o convite!
Muito provavelmente todos esses convivas são ou foram sócios dos AA! Não devem, portanto, voltar a tocar em alcool.Talvez o 'snifem'...
ResponderEliminarxg
Que tristeza.Acho que o problema está em andarem todos a antibioticos...
ResponderEliminarCC
Para uns é chique não beber vinho. Para outros é o problema do "balão". Uns outros quantos ainda, beber vinho está fora de moda.
ResponderEliminarNa minha opinião é preciso saber beber vinho; aprender a degustar e não só engolir.
No entanto, acho um exagero vinhos com mais de 13º, adultera a qualidade do palato e... das cabeças, claro.
Estes dois últimos comentátios foram delirantes! O meu também não sairá do mote: o álcool é contraindicado no uso de antidepressivos! :)
ResponderEliminarCaro Senhor Embaixador, permita que me dirige a LP: grandes vinhos podem atingir os 18º/vol. Descobrá-los é um atentado à qualidade e palato. Depois cada um terá o seu "balão" pessoal..
ResponderEliminarO Senhor Embaixador fala, fala, mas é mais politicamente correto do que o próprio Savonarola quando se trata de sobremesas! Vi-o censurar a amigos seus, à mesa dos restaurantes de luxo que frequentais (e onde eu fazia uns biscates como garçon, antes de vir aqui para as choucroutes), as pobres e sóbrias sobremesas que esses desgraçados ousavam pedir! Ah, os "double standards", Senhor Embaixador, os "double standards"...
ResponderEliminara) Feliciano da Mata
Em Portugal noto o seguinte:
ResponderEliminarEm reuniões de pessoas normalmente responsáveis bebe-se o menos que as conveniências exigem. Quando se bebe já é mais pelo sabor do que pelos efeitos do álcool. No verão ao sol.... já é mais fartar vilanagem. Acho que estamos no bom caminho, mais adultos.
Se em vez disso, Sr. Embaixador, oferecesse um "risquinho" de coca... ína, quase de certeza que não se faziam rogados... :)
ResponderEliminarPasteis de nata, Senhor Feliciano da Mata, pasteis de nata.
ResponderEliminarSabei que em meu lar se servem macarrons. Mas estas delicatessen não deveriam ser do conhecimento do vosso antigo patrão, senhor Alcipe que vos.
deu laivos de democracia e se esqueceu do filet mignon. É sempre assim...
Nada receie: o que não se consome em público, bebe-se em privado.
ResponderEliminarNa verdade, já é uma amostra considerável(...), será que desconheciam os efeitos benéficos na prevenção de acidentes cardiovasculares ou por inibição e respeito temeram o efeito euforizante.
ResponderEliminarFique descansado que quando convidar a nossa querida amiga velha Senhora, penso que não se fará rogada, embora não denote necessitar ingerir alcool para a sua inspiração espirituosa.
A Velha Senhora diz que lhe tocam num ponto sensível:
ResponderEliminarfada atrevida
helena amiga
embaixador
o vinho é vida
que eu o consiga
ai do melhor
vai sacrifício
sempre que possa
molhar o vício
à nossa!
Por circunstâncias, felizmente transitórias, almocei sozinho.
ResponderEliminarMelhor dito: somente acompanhado por um copo de bom vinho.
Jantarei nas mesmas circunstâncias e terei muito gosto ao brindar -pelo "duas os três coisas" incluidos o seu autor e todos os que por aqui passam- com outro copo de bom vinho.
Francisco F. Teixeira
Deve ser por causa dos cogumelos do Bosque que a nossa Fada de vez em quando é um pouco "borderline"... nao ?
ResponderEliminarHaja paciência : (
Desta vez, cara FdoB acho que perdeu uma boa oportunidade de estar calada...como tantas outras anteriores !
Quem bebe
ResponderEliminarEmbriaga-se
Quem s'embriaga
Dorme
Quem dorme nao peca
Quem nao peca vai p'o céu
E ja que p'ro céu vamos
BEBAMOS !
: ))
depois do almoço de serviço foram a correr para o bistro?
ResponderEliminarbem, quando se trata de ter a cabeça bem leve, talvez se evite beber, nem que seja so um pouco.
ou talvez seja uma nova forma de snobismo ou ritual, algo simbólico, estamos aqui para trabalhar, não para nos empanturrarmos. comida sóbria, água, café.
ou sinónimo de austeridade, sei lá.
Meu filho teve há dias uma ebntrevista de trabalho com almoço e disse-lhe, não bebas nada.
não é isso que vai prejudicar a venda de vinho ou outros alcoois. Passada a ocasião de serviço, bebem relaxados e com prazer.
a propósito dum comentário, concordo que os produtores estão a exagerar na graduação alcoolica dos vinhos, não percebo porquê, o alcool não dá melhor sabor, só os torna mais indigestos e menos saudaveis.
ResponderEliminarQuando compro um vinho, escolho olhando para a graduação. mais de 13º não compro. ideal para mim, tintos 12,5, brancos mesmo 12º, nos verdes 9-10.
Mas cada vez é mais dificil. há vinhos que já chegam aos 15º.
Xi!... Lá vem estes moralistas dizer que os outros devem estar calados...
ResponderEliminarDeixem lá a Fada do bosque dizer uma piada... que gentinha!
Pôxa que português é por vezes muito mixuruca! Só gosta de coisa séria!
Uma personalidade adita não é necessariamente doentia.
ResponderEliminarQuantos aditivos tomamos todos
nós?
Tendência à repressão aos comportamentos públicos e privados.
Libertemo-nos.
Guilherme.
Senhor Embaixador:nunca duvidei da dedicação e do sentido do cumprimento do dever com que V. Exa desempenha as suas funções.
ResponderEliminarPor conseguinte não me surpreende a referencia a diplomacia económica.
Acabei de beber o meio copo que me vai deitar tranquilo
ResponderEliminarAmanhâ farei a viagem
Chegarei tarde para meio
Mas no fim
estarei na terra dela
da uva transmontana
que me adormece
Com o ordenado do trabalhadores consulares na Suíça, nem àgua Senhor Embaixador, pois custa mais q cerveja.
ResponderEliminarA velha Senhora adora o tema:
ResponderEliminaróbvia isabel
é mel
júlia devota
marota
guida sagaz
capaz
helena disse
cumplice
e demais fadas
toldadas
vai mais um copo
que é salutar
e dá pra ajudar
um pouco
o reformado
coitado.
sr. embaixador, se me permite gostava de explicar um pormenor ao sr. Paulo de abreu e Lima:
ResponderEliminarO que conta na elaboração de um bom vinho são os lotes das várias castas e a localização onde elas são produzidas. O grau é um mito que vem de longe e, serve também, à sua conservação. Por exemplo, os franceses adicionam açucar no vinho para lhes prestar grau, não para o melhorar, sim para o tal mito e sua conservação.
Ó Senhor Embaixador, tem que pôr tento nesta Velha Senhora, médica reformada que, agora, com esta provecta idade, se atira ao álcool e desatina.
ResponderEliminarSe lhe não põe travão, está aqui está contar-nos cenas da sua singular vida privada.
Acresce que me parece que as relações desta Velha Senhora com o seu -dela- mensageiro têm algo de "exquis" como sói dizer-se por aí!
Fada do Bosque,
ResponderEliminarNão se deixe abater por causa de umas provocações.
Continue que há quem goste de a ler.
No mundo diplomático nada sei sobre o recurso a cocaína, mas no empresarial e de gabinetes e administrações é conhecido, ainda que não seja a regra.
Nos EUA a coisa é bem pior. É um hábito horizontal, infelizmente, pois é muita a gente que a utiliza.
Hábitos desta sociedade capitalista.
'Singular vida privada', 'relações'? Mas isso, cara HSC, é apontar para O tema que deveras desatina a velha Senhora: 'elle ne pense qu'à ça'.
ResponderEliminarLi-lhe seu comentário, e desatou a versalhar-me num vernáculo impublicável de que só aproveitei o seguinte (devidamente cortado e eufemisado):
O tema,
ó meu?
maiúsculo,
o O?
problema,
digo eu,
minúsculo,
faz dó:
O tema é O desejo
pois sempre eu O mantenho,
problema é o ensejo,
que agora nunca tenho,
de que alguém inda queira
ter por mim esse apreço
e entrar na brincadeira,
que de amores faleço.
A velha Senhora não se cala:
ResponderEliminaró fada ousada
estou consigo
(só não me agrada
cheiroso amigo)
nada enfiada
faça-os rabiar
cocainada
veio a matar.
"Começo a ficar preocupado com esta deriva espartana" in FSC
ResponderEliminarPois cara senhora e Velha e estimada amiga, agradeça ao seu servo a perícia em destilar a alcoolémia da rima.
Poderá eventualmente acontecer
se a graduação subir e se febril se tornar,a noção do sabor perder
o hedonismo afogar se o fígado lho não tolerar,
e ter de deixar de beber.
Carissimo Senhor Embaixador,
ResponderEliminarSomos duas Helenas (que valem por quatro) a partilhar, com muito gosto, o seu sacrificio... cheers:)!
Lá anda o tarado das rimas taralhoucas a picar o Catinga...
ResponderEliminarIsto cheira-me a paixão não correspondida...
Alguém sabe pormenores sobre o caso?...
Haja paz no bosque.
ResponderEliminarUma fada sabe sempre bem!
Senhor embaixador, ontem veio-me à memoria este seu post, ao ler esta frase na parede de um restaurante :
ResponderEliminar"Une vie sans vin est une vie en vain"
Penso que estamos ambos de acordo : )