quarta-feira, 4 de maio de 2011

Ser primeiro-ministro

Jean-Louis Debré, presidente do Conselho Constitucional, é filho do antigo primeiro-ministro de De Gaulle, Michel Debré.

Ontem, numa entrevista na televisão, contou uma história curiosa, passada na sua adolescência. 

Um dia, ao chegar a casa (curiosamente, bem próxima da nossa embaixada aqui em Paris), encontrou-a cheia de flores, com caixas de chocolates abertas e amigos com garrafas de champanhe, num ambiente bem festivo. A sua mãe explicou-lhe, então, a razão de tudo isso:

- O teu pai acaba de ser nomeado primeiro-ministro!

Alguns anos passaram. Uma certa tarde, chegado de novo a casa, deparou-se com um ambiente de euforia: chegavam ramos de flores, abriam-se garrafas e reinava um estado de grande alegria na família. O que é que se passa?, perguntou:

- O teu pai acaba de deixar o lugar de primeiro-ministro!

10 comentários:

Anónimo disse...

Há estilos parentais exemplares...
Sempre a aprender a aprender...

Isabel seixas

Anónimo disse...

Além de que os Amigos São para as ocasiões...

Isabel seixas



Se calhar estou a exagerar mas
a Mãe , Mulher sábia e acutilante........ Estava profundamente preparada pró que desse e viesse...

Ai o que se aprende por aqui, também quero experimentar.

Gylmar Chaves disse...

Histórias como essas, que o Sr. Embaixador está a produzir, adoçam o presente com os ensinamentos deixados pelo passado.

Gylmar Chaves

Helena Sacadura Cabral disse...

Ora aí está uma experiência que nunca me acontecerá relativamente aos representantes políticos que tenho em casa. Vantagens das minorias!
Mas que eu própria promoverei - se estiver viva - uma festa no dia em que eles abandonarem a política, lá isso, é mais que certo.
Já fiz uma em relação ao pai!Já só me faltam mais duas...

Guilherme Sanches disse...

A história, como tantas outras, tem a marca do blog - é deliciosa. Como delicioso é o comentário da Dr Helena SC, resultado da forma "desportiva" (será?) como lida com antagonismos políticos na harmonia familiar.

Um abraço

Anónimo disse...

" Doutora Helena" que máximo...

Teve piada, eu pelo menos achei...
Isabel seixas

Anónimo disse...

Só que conhecendo-me como acho que me me conheço e nem nos desvarios da minha razão em mim votava...
Agora em vossas excelências, apesar do medo que o meu carinho sente por terem de enfrentar caminhos sem saída, claro que votava...
Já sei , não querem... Pronto! Está bem ...Precisamente por isso.

Isabel Seixas

Anónimo disse...

São as duas faces da moeda!

O comentário da Dra Helena SC também está com imensa piada... Não a quero desmoralizar mas não me parece que os "infantes" perspectivem o abandono da política.

Isabel BP

Helena Sacadura Cabral disse...

Seixinha, Seixinha, estais a meter-vos comigo?! Sê-de piedosa para com aquelas que sofrem em silêncio e se esvaiem na candura do queixume das palavras...
Ah!Amiga ingrata que vos regozijais com as minhas certezas e as pondes em dúvida!
:-)))

Anónimo disse...

Oh !De modo algum...(Que ideia)
Aliás sei render-me à evidência...

A esta...

Sou lapa e praga...
Acho que é congénito, só pode...
Isabel seixas