sábado, agosto 14, 2010

Florestas (2)

No âmbito de um seminário sob o lema "Investir nas florestas portuguesas", realizado em Coimbra em 2005, moderei, a convite de Miguel Cadilhe, então presidente da Agência Portuguesa para o Investimento, um painel de especialistas internacionais sobre combate aos fogos florestais.

Foram largas horas de debate, com técnicos considerados entre os melhores do mundo, que deram origem a uma longa série de recomendações, muito bem fundamentadas - desde intervenções técnicas a propostas de alteração de legislação.

Seis anos passados, onde parará esse trabalho? Ou melhor: o que se aproveitou dele?

3 comentários:

  1. Quiçá o Sr. Dr. Cadilhe ainda se lembre onde param as recomendações e as propostas.
    Alguém deve poder responder.

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  2. Anónimo00:39

    Já lá vão uns anos, estava no Ministério das Finanças como adjunto de Sousa Franco, participei, por delegação dele num seminário de três dias que decorreu em Atenas. O Francisco Seixas da Costa era então membro do Governo de António Guterres, mais precisamente Secretário de Estado dos Assuntos Europeus.

    A reunião, que decorreu com muito interesse, tinha como tema geral Os Impactos Financeiros e Económicos dos Fogos Florestais de Verão. Também aí se apresentaram comunicações e trabalhos de grande merecimento.

    A delegação Portuguesa integrava especialistas diversos, desde o Presidente da Liga Nacional dos Bombeiros até ao Director-geral das Florestas, acompanhados de técnicos que foram considerados dos melhores intervenientes

    O actual ministro titular da pasta das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, na altura Secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, (com quem estabeleci laços fortes de Amizade e que encabeçava a nossa delegação multidisciplinar), pediu-me para reunir os trabalhos apresentados, a fim de serem integrados num livro comunitário.

    Isto porque os incêndios florestais eram flagelo europeu sazonal e havia que coordenar esforços no seu combate, meios diversos, viaturas, meios aéreos, procedimentos dos profissionais empenhados nomesmo combate, colaboração das populações e ajuda de diversas outras entidades, incluindo os exércitos; mas, sobretudo na sua prevenção: limpeza das matas, o reordenamento delas e, natural e obviamente o enunciado dos meios de utilização, maquinarias etc.

    Fiz a minha parte - mas o resultado final nunca chegou ao mercado. Tenho guardado já não sei onde o draft do hipotética obra.

    Entretanto, passarm cerca de 15 anos e, mais coisa, menos coisa, as boas intenções não passaram disso mesmo, boas intenções. E o nosso País, tal como outros, vai ardendo em quantidades industriais. Quosque tandem abutere patientia nostra? Até se acabarem as florestas e outros matos e outras árvores. Amen. Ite, missa est.

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  3. Anónimo13:41

    "Onde parará esse trabalho? Que se aproveitou dele?"

    É uma questão de uma pertinência...


    Porque não são operacionalizados os resultados de estudos que efetivamente demonstram os benefícios da prevenção... Neste contexto de incêndios.

    Também não consigo abstrair-me da nostalgia gerada por essa impotência de inoperância que cria barreiras à proatividade em detrimento da mera reação do quando acontecer vê-se.

    Os benefícios da investigação ação
    penso que deveriam ser intrínsecos à vontade politica extravasando dos manuais.
    Isabel Seixas

    É de facto uma pena que os estudos referidos pelo menos não tenham sido publicados...

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"A Arte da Guerra"

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