Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

quarta-feira, agosto 18, 2010

Vinicius e Eça

Com a graduação formal à categoria de embaixador, agora decidida pelo presidente Lula, o diplomata, escritor e compositor Vinicius de Moraes recuperou, postumamente, um estatuto a que poderia ter ascendido se a ditadura militar o não tivesse afastado prematuramente da carreira diplomática brasileira, numa decisão tomada à luz do odioso Ato Institucional nº 5.

Vinicius é uma daquelas figuras que - tal como Eça de Queiroz - teve a carreira diplomática como cenário de parte da sua existência mas cuja razão de vida foi uma obra literária magistral. 

Como seria a música e a poesia brasileiras sem Vinicius? Como seria a literatura portuguesa sem Eça?

O cônsul-geral José Maria Eça de Queiroz não necessita de ser ascendido a embaixador, mas, em compensação, justificava-se plenamente um movimento para colocar os seus restos mortais no Panteão Nacional. Se aí estão Almeida Garrett, Aquilino Ribeiro e Guerra Junqueiro, porque razão Eça de Queiroz não tem lá o seu túmulo? Quem quer alinhar numa campanha nacional nesse sentido?

Seguidores

Quem quiser receber os post publicados neste blogue basta inserir o seu email onde, em cima, figura a palavra "seguir".