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domingo, agosto 01, 2010

Ruy Patrício

Conheci pessoalmente Ruy Patrício quando cheguei ao Brasil, como embaixador, em 2005. Foi em casa de Alberto Xavier, naquela que acabou por ser uma longa e agradável noite de conversa, onde falámos de amigos comuns e trocámos histórias de vida. Eu tinha curiosidade em conhecer o último ministro dos Negócios Estrangeiros do regime para cujo derrube tinha modestamente contribuído, em 1974. Ao Ruy, presumo, terá sido interessante saber um pouco mais do novo representante diplomático que Lisboa mandara para o Brasil, dos muitos que conhecera desde o exílio que se auto-impusera, depois da Revolução. Lembro-me bem de, nessa noite, lhe ter dito, na presença de um seu filho, que seria imperdoável se não publicasse as suas memórias.

Durante os anos que permaneci no Brasil, construímos uma muito agradável convivência, chegando mesmo a planear escrever um livro "a dois" - uma espécie de cruzamento de leituras sobre o papel de Portugal no mundo, antes e depois do 25 de abril. Julgo que o Ruy não me levará a mal a revelação pública desta nossa ideia. Por insuperáveis dificuldades logísticas e de agenda, nunca levámos a ideia à prática. Tive pena.

Há meses, a Leonor Xavier disse-me que estava a fazer uma longa entrevista ao Ruy, que iria passar a livro. Mandou-me o texto e, sobre ele, escrevi um comentário que, ao lado do de outros colegas diplomatas, é publicado na contracapa do livro:
 
"Ruy Patrício, um homem sem angústias na fidelidade ao seu passado, ajuda-nos a melhor entender certas decisões assumidas na política externa do Portugal de então, num curioso retrato, a preto e branco, do estertor da ditadura – uma foto, em alto contraste, de dois mundos separados por uma certa noite de Abril."

Britannia

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