quinta-feira, 22 de agosto de 2013

No amor como na guerra

José Cutileiro é um dos mais argutos comentadores da coisa internacional que regularmente publica na nossa imprensa. Com uma escrita límpida, ponteada de humor e ironia, o seu conhecimento das grandes questões geopolíticas oferece-nos perspetivas muito interessantes, enriquecidas por uma considerável experiência nas lides diplomáticas. Não tendo sido "diplomata de carreira", José Cutileiro foi dos poucos "embaixadores políticos" que a carreira, com gosto e por total mérito, aceitou como um dos seus.
 
Num artigo ontem publicado no "Jornal de Negócios", José Cutileiro aborda o reacender do conflito hispano-britânico sobre Gibraltar. Nele refere a dúvida, existente em muitos meios, sobre se este súbito zelo de Madrid não se ficará a dever à necessidade da criação de um fator de diversão externa que faça esquecer as trapalhadas que envolvem, na política interna, o governo de Rajoy. E, intitulando o texto "No amor como na guerra", José Cutileiro refere a frase algo marialva de um amigo seu, que sempre dizia: "Eu, se não tenho uma coisinha por fora, dou mau viver em casa".
 
Imagino que o feminismo militante salte de fúria perante esta "incorreção política". Mas que tem graça, lá isso tem!

15 comentários:

Anónimo disse...

Parece que está a arranjar uma caterva de problemas onde tudo eram rosas. Não é?...

Anónimo disse...

Ó Senhor Embaixador! Foge-lhe o pé para a heterodoxia machista! Que malandro! Isabel G

Anónimo disse...


Não sou feminista militante e acredito que este "fait divers" possa dar jeito a Espanha, mais propriamente ao seu primeiro ministro.

Anónimo disse...

O Embaixador Cutileiro é um embaixador "político"? Ora essa! Explique lá por favor

Maria B

iseixas disse...

Tem imensa graça,de facto...

Mas a graça maior é quando nos bastidores são as senhoras que patrocinam e fomentam a promoção das saídas dos maridos...

Ó meu"amor" por quem é esteja à vontade, não faça cerimónias por mim não se prenda, venha à hora que quiser de preferência tarde (hum, e a más horas)...

Ou seja o determinante do bom viver do casal é a separação física sempre que possível,assim como assim naquela base de que ...
o que não é visto não é lembrado...

Helena Sacadura Cabral disse...

"Eu, se não tenho uma coisinha por fora, dou mau viver em casa".
Tem duas vantagens. Ambas para o prevaricador. Que, assim, dá satisfação a ambas, a da casa e a de fora!

Anónimo disse...

Ironicamente, também há uma “vantagem” para o prevaricado…
Daí existirem para além do corno bravo, o corno manso e o grelhado. Este último é o que põe as mãos no fogo pelo/a companheiro/a.
(Não sei se isto é publicável!)

Anónimo disse...

cara hsc

com esse argumento a vantagem parece ser delas...


bem haja

Anónimo disse...

O meu querido Amigo José Cutileiro é um grande Embaixador, com uma magnífica carreira, desde Conseheiro Cultural em Londres, até Secretário-Geral da UEO, passando por Director-Político, e Embaixador no Conselho da Europa, em Maputo, em Estocolmo na delegação junto da CDE, e em Pretória. Perante isto tudo - não foram postos fáceis - custa-me que ainda seja apelidado de Embaixador Político...Foi diplomata em governos do PS, do PSD e do CDS e enviou, dos vários postos, telegramas geniais com informação única para Portugal. Sou obviamente parcial porque trabalhei com ele e é meu Amigo desde o dia em que eu nasci mas creio que muitos outros diplomatas e ex-diplomatas terão pela sua pessoa a mesma admiração que eu tenho. Ainda por cima, também acho que, com graça - o que não estorva - ele teve razão no artigo que o meu também querido Amigo Francisco Seixas da Costa menciona. JPGarcia

Anónimo disse...

Verdadeiramente deliciosa. A Leonor riu também e não fez qualquer reparo.

Sempre um gosto lê-lo.

Um abraço do

onésimo

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro João Pedro Garcia: como verá no meu post de hoje, faço a devida justiça à importância que José Cutileiro teve para a carreira diplomática portuguesa. Mas factos são factos.

iseixas disse...

O que se aprende aqui...

Adorei o "nascimento"(para mim, claro) do corno grelhado, que máximo, como não me tinha lembrado disso?!Oh e ó como me vai dar jeito como teoria conspirativa para assustar os pedantes, crédulos que têm feudos por méritos emocionais de conquista...
Tão tão duro ser açaimada irrevogavelmente por sigilo profissional...

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Não é corno grelhado que se diz mas sim corno de churrasco

iseixas disse...

Grelhado(do ponto de vista nutritivo) sempre é mais light...

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Anónimo das 08:52
Corno grelhado não conhecia. Mas ri-me. Só alguém de cabeça muito dura põe as mão no fogo pelo/a companheiro/a Manda a lucidez que sejamos prevenidos...

Caro Anónimo das 14:00
A vantagem delas é escassa, porque ambas usam material em segunda mão...