quinta-feira, 9 de maio de 2013

António de Belém Lima

Tenho muita pena de não poder estar, na noite de hoje, na conferência que Jorge Figueira fará, no museu da Vila Velha, em Vila Real, sobre o tema "Imaginar Trás-os-Montes - Belém Lima e a Arquitetura Portuguesa".

António de Belém Lima, um arquiteto transmontano com expressão nacional e crescente divulgação internacional, integra uma magnífica geração que, durante as últimas décadas, ajudou a transformar a paisagem urbana do país e a prestigiar fortemente pelo mundo a arquitetura portuguesa - Portugal é o único país que, com o Brasil, hoje dispõe de dois "prémios Nobel" da arquitetura, os Pritzker, nas pessoas de Siza Vieira e Souto Moura.

A obra de Belém Lima, relevada hoje em livros e diversas publicações nacionais e estrangeiras, qualificou, muito em especial, Vila Real e a sua região, contribuindo fortemente para contrabalançar, no panorama da cidade, o brutal surto de construção que algum "patobravismo" desenvolvimentista, a partir dos anos 70, nos impôs e ainda hoje nos polui o olhar. Obras como o Conservatório de Música ou a Biblioteca de Vila Real, bem como o próprio Museu da Vila Velha, onde a conferência desta noite terá lugar, falam por si próprias, bem melhor do que tudo quanto eu possa dizer - no meu caso, com uma descomplexada  "declaração de interesses" de quem é familiar e amigo daquele cuja obra Jorge Figueira vai hoje retratar.  

Um abraço, António, extensivo ao Jorge Figueira, que encontrei algumas vezes pelo mundo no seu teimoso e magnífico esforço de divulgação da grande arquitetura portuguesa.

Em tempo: sei que o António não gosta do Acordo Ortográfico, mas o cartaz (oficial e que, por isso, deve cumprir estritamente as leis da nossa República) tem dois lamentáveis erros - nem "arquitetura" nem "projeto" têm "c". Aliás, é assim que se ensina em todas as escolas do país, não é? Não tem a menor graça, apenas para teimosamente disputar uma batalha já perdida, estar a criar desnecessárias confusões às crianças! Também eu sou do tempo em que, lá por Vila Real, a "Pharmácia Almeida" tinha o "ph"...

7 comentários:

Anónimo disse...

muito gosta vossa excelencia de nos importunar com o seu accordo ortographico.

deixe-se de dithyrambos, homem,
nao seja caturra!


um portuguez





Anónimo disse...

Sr. Embaixador: Anonimamente, associo-me ao reconhecimento de arquitecto António Belém Lima.Só queria dar uma achega:a capa do volume "Arquitectura Moderna e Obra Global a Partir de 1900", da coleçção, em 20 volumes, Arte Portuguesa - da Pré-História ao Século XX, publicada em 2009,é constituída por uma obra vilarrealense de ABL.É um reconhecimento. Mas quem se deu conta disso.
Permita-me que discorde do seu fundamentalismo sobre o Acordo Ortográfico. O que o Sr. Embaixador tripudia sobre o assunto, não é nada líquido; antes pelo contrário.Discordo em absoluto e permito-me perguntar-lhe se, numa língua, a escrita é o fundamental. E a semântica, e a construção frásica? Então por que não uniformizam (autorizando e proibindo)a terminologia? Nunca pensou nesse berbicacho absolutamente ignóbil que é a dupla grafia? O asneirame que por aí grassa já é muito grande. É o que dá pôr o carro à frente dos bois e nem sequer haver capacidade científica para elaborar um vocabulário segundo o AO minimamente bem feito. "Linces" e "Porto Editora" estão repletos de incongruências.Ou há critérios, ou não há critérios...Se o Guimarães Rosa cá viesse agora, rir-se-ia a
bom rir... E também o Aquilino.E um tal João de Araújo Correia,transmontano

Anónimo disse...

Pois é:
O arquiteto Belém Lima com todo o empenho nos seus proje”c”tos a melhorar a paisagem urbana de Trás-os-Montes, enquanto outros estragam tudo com a construção de pontes horrorosas nas A(ns), das quais o último exemplar é em Vila Real. Começou com o “viaduto” da Régua, passando pela de Vila Pouca que, como sabem, atravessa o vale para “fugir” aos lobos. Só para focar as das redondezas. Não há paisagem que resista!
Os arquitetos bem podiam projetar as pontes… a OE (farta dos engenheiros) vai pensar nisso…com certeza…

José disse...

Para ajudar a discussão entre linguagem escrita e falada sugiro a visão desta conferência de John McWhorter. http://www.ted.com/talks/john_mcwhorter_txtng_is_killing_language_jk.html
Declaração de interesses: eu também sou contra o acordo e acho que simplesmente não está em vigor porque uma das partes desse acordo não o aceitou ...

Anónimo disse...

E o que é feito do Miguel Bombarda?
Torres, mais torres, só torres? ABL, respeite, por favor, a volumetria da zona. As torres, mamarrachos, só para dar aos construtores vil e mais vil metal. Será o espírito MRPP, de vermelhos e amarelos pós-1974, era Arnaldo Matos, engravatado? Poupe-nos, por favor. Antes modestas estações de correios... Antes pioledos... ou pioledozinhos... ou...

Anónimo disse...

oh portuguez, nao seja sandeu!

excellência escreve-se com dois elles!


outro portuguez




Anónimo disse...

Que me desculpem a velha senhora e os caros Autor e leitores deste caríssimo blogue, mas enganei-me no post a que se refere o comentário da senhora, pelo que o repito aqui.
"Sobre o acordo ortográfico, a 'velha senhora' não mudou de opinião:

se voltamos ao acordo
vexa tem toda a razão:
não as bordo nem as mordo
cumpro as leis porque leis são"