sábado, 4 de maio de 2013

Ainda o Estado

Ontem, em Coimbra, após uma reunião do Conselho Consultivo da Faculdade de Economia da universidade, estrutura de que faço parte há uns anos, pude assistir a uma interessante palestra feita por um colega desse mesmo Conselho, o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins.

A intervenção, entre outras interessantes questões, abordou os problemas da responsabilidade financeira no exercício das funções do Estado, um tema que o Guilherme soube desenvolver com uma profundidade não contraditória com a sua perceção, sem ambiguidades, por um auditório interessado e inquisitivo. Uma das pessoas presentes, numa pergunta que apresentou, felicitou-se pelo facto daquela palestra, na agitação dos dias que correm, ter servido para nos fazer parar um pouco e ajudar a refletir, com seriedade e rigor, sobre temáticas que o nosso dia-a-dia tende quase sempre a envolver num sinal de polémica de oportunidade e, por essa via, de alguma demagogia. Fiquei a pensar que tinha toda a razão.

Num registo mais alargado, ao ouvir com atenção Guilherme de Oliveira Martins, que tem desempenhado com um notável equilíbrio e competência as funções de presidente do Tribunal de Contas, dei comigo a refletir sobre se o país o não poderia vir a aproveitar noutro tipo ainda mais elevado de responsabilidades, noutros patamares do Estado. No "baralho" das nossas figuras públicas reconhecidamente impolutas e competentes, ele surge como um dos poucos nomes verdadeira lente incontroversos. Será que o país poderá vir a ter a sabedoria para perceber isto?    

Em tempo: correspondendo a alguns pedidos, esclareço que a fotografia representa uma vista interior do hotel Movich, em Pereira, uma cidade da Colômbia. A figura ao fundo, acreditem ou não, é António Barreto, que fotografava o "panorama" seguinte.

7 comentários:

Anónimo disse...

Sem dúvida! Não são muitos os contemplados com o saber e honestidade do Dr. Oliveira Martins. É pena que "esses" não possam ou não "queiram" governar este País, que cada vez se afunda mais, com gente sem a menor responsabilidade das decisões que vão tomando...

Anónimo disse...

Não sei...

Anónimo disse...

Acho que tem toda a razão na apreciação que faz de Guilherme Oliveira Martins. Não conheço outra personagem que mereça tanto respeito, consideração e admiração como ele.
João Vieira

Helena Sacadura Cabral disse...

Duvido que o Dr Oliveira Martins aceitasse um cargo de mais alta responsabilidade. Hoje, ninguém de bom senso o fará, porque sairá sempre enxovalhado, questionado e...pior, amargurado.
É por isso que a política não pode aproveitar estas pessoas independentes. Não se esqueça que ela é comandada pelos partidos...

Anónimo disse...

È dos poucos que ainda existem "fora do actual baralho" !



Alexandre

Anónimo disse...

Enfim, maçonaria versus opus dei.

Anónimo disse...

Talvez daqui a três anos...