quinta-feira, junho 25, 2009

Escolas


"O especialista canadiano em tecnologia Don Tapscott aponta Portugal como um exemplo a seguir na educação, elogiando o investimento em computadores individuais nas salas de aulas.

Num artigo de opinião publicado no blogue Huffington Post - onde já escreveu Barack Obama -, Tapscott dirige-se directamente ao presidente dos Estados Unidos da América: 'Quer resolver os problemas das escolas? Olhe para Portugal!'".

(Jornal "Público", 25.7.09)

quarta-feira, junho 24, 2009

Mollat

Confesso a minha perdição por livrarias, para quem ainda não tivesse desconfiado. Ontem, de manhã, regressei por breves minutos à livraria Mollat, no centro de Bordéus, uma das mais bem organizadas e profissionais que conheço. Onde me falaram de Mário Soares por lá ter passado, por mais de uma vez.

Como habitualmente faço, fui ver a estante de literatura portuguesa, traduzida em francês. Alguma óbvia: Eça, Saramago, Lobo Antunes, Pessoa e Agustina. Mas também Cardoso Pires, Torga, Ferreira de Castro, Carlos de Oliveira, Graça Moura e José Luís Peixoto, para além de antologias. Nada mais, o que é escasso, embora bem melhor do que em muitas livrarias em Paris.

Má surpresa na zona da nossa literatura publicada em português. Muito pouca coisa e a fantástica revelação de que tiveram de importar os nossos livros via Brasil (!), dada a falta de resposta e a excessiva demora (além de imprecisão nas encomendas) dos seus fornecedores possíveis em Portugal. E foi-me dito que existe uma real procura, a que não conseguem dar resposta, por virtude dessas limitações. Apenas incrível! A ver vamos se é possível à Embaixada intervir.

terça-feira, junho 23, 2009

Remodelação

A cena teve qualquer coisa de queirosiano. O último convidado a chegar, num jantar na noite de ontem em casa de amigos franceses, trouxe a lista, acabada de divulgar, da remodelação ministerial. O ambiente era algo diverso, com empresários, figuras da administração e alguns diplomatas. Todos se inclinaram com avidez sobre as notas do recém-chegado, com comentários sonoros apreciativos por parte dos franceses presentes. As senhoras, muito curiosamente, eram as mais "soltas", com os maridos, por dever institucional, a revelarem-se mais prudentes.

As deixas foram as imagináveis: "Então fulano subiu? Não era de esperar...". "Espanta-me que sicrano tenha sido reconduzido". "O que significará a mudança de beltrano?". "X acabou por ter o lugar que queria". Ou, mais honestos: "Não gosto nada de Y" ou "preferia que Z tivesse entrado".

À saída do jantar, já num ambiente de cumplicidade corporativa, sem franceses à escuta, os diplomatas abriam-se um pouco mais opinativamente entre si e avaliavam as escolhas, mentalmente preparando os telegramas com que, amanhã, irão dar a sua opinião às respectivas capitais sobre o como e o porquê do que aconteceu. Como o autor deste texto, claro.

VinExpo 2009

É de grande qualidade a presença portuguesa na VinExpo 2009, que esta semana decorre em Bordéus. Bastante mais de uma centena de produtores portugueses, de todo o tipo de vinhos, naquele que é o mais importante certame mundial da especialidade.

A crise terá afectado apenas marginalmente o número de presenças na feira, embora seja opinião unânime que está a provocar uma pressão global para a redução de preços, que apenas favorece os produtores de vinhos de menor qualidade. Isto será principalmente válido para os vinhos de mesa, mas os nossos Portos estarão também a ser afectados. De qualquer forma, o ambiente geral entre os nossos produtores era positivo e a qualidade dos nossos vinhos justifica a sua crescente procura em vários mercados. O que é uma boa notícia.

República francesa

A França é um país curioso. Embora com uma matriz republicana muito forte, conserva um fausto e alguma liturgia que são tributários óbvios da monarquia e do império. A V República é, manifestamente, o tempo político em que esses sinais mais se evidenciam. E, como não podia deixar de ser, é nos momentos em que não há coabitação política (maioria e presidente com diferentes lateralizações ideológicas) que isso se afirma com mais intensidade. Ontem, o presidente francês dirigiu-se ao Congresso, a figura constitucional que agrupa a Assembleia Nacional e o Senado. E, seguramente não por acaso, fê-lo no Palácio de Versalhes.

Durante muitos anos, alguns pensaram que a liturgia do modelo da V República era própria de chefes de Estado da área conservadora. Mitterrand provou que essa ideia era perfeitamente errada e demonstrou como a esquerda, quando no poder, vivia bem confortável com a grandeza e os dourados da vida palaciana francesa.

Bordéus

A primeira vez que passei por Bordéus foi há mais de quatro décadas, de mochila às costas, quando me deu na veneta atravessar a Europa "à boleia", da rotunda do Relógio (era então outro relógio, bem mais bonito) à Noruega. Recordo-me de uma cidade voltada "para dentro", ruas estreitas à moda mediterrânica, criando-me a imagem de uma certa França, de orgulhosa e burguesa província. Das restantes vezes que por lá passei, a imagem foi-se repetindo, até porque o progressivo declínio do porto não contribuiu, durante muito tempo, para uma renovação da economia e da paisagem da região e da cidade, não obstante terem tido como figura tutelar uma das mais interessantes e influentes personalidades da V República, Jacques Chaban-Delmas. Mas Bordéus parecia-me, de certa forma, ter parado no tempo.

O contraste entre a cidade de então e a Bordéus de hoje é imenso. E para isso muito contribuiu a recuperação da área junto ao rio Garonne, dando visibilidade a um conjunto magnífico de edifícios, então tapados pelo acesso ao feiíssimo porto. Uma obra, entre muitas outras, que a cidade fica a dever ao espírito reformador do actual "maire", e antigo Primeiro-ministro francês, Alain Juppé. Compete-nos encontrar maneira de estimular a geminação existente entre o Porto e Bordéus, que há anos anda "enguiçada". Ontem mesmo, Alain Juppé me garantiu o seu empenhamento pessoal em avançar bastante nesta área.

domingo, junho 21, 2009

Prix des Ambassadeurs

Há mais de 60 anos, foi criado em França o Prix des Ambassadeurs. Um júri, composto por um máximo de 20 embaixadores estrangeiros residentes em Paris, atribui anualmente um prémio a um autor de língua francesa, geralmente por um livro publicado nesse ano, sempre sobre um tema histórico ou histórico-político. Um grupo de membros da Academia Francesa faz um pré-selecção de um conjunto de títulos, submetidos depois, durante semanas, ao parecer dos diplomatas. A exemplo de antecessores meus, tive o prazer de ser cooptado para esse júri, pouco tempo após a minha chegada a Paris.

Depois de bastantes horas de leitura e algumas mais de deliberações, escolhemos, há dias, para o prémio deste ano, "La Fin - La République des Tourmentes", o volume que conclui a monumental obra de Georgette Elgey sobre a IV República - esse complexo período da História de França que vai desde o fim da II Guerra Mundial até à chegada ao poder do General de Gaulle, em 1958.

Festa da Música

Paris foi ontem a capital da música, como acontece no dia 21 de Junho de cada ano. Imensos eventos de acesso totalmente livre, de todos os géneros musicais, foram motivo para várias centenas de milhar de pessoas encherem as ruas da cidade, desde manhã até bem dentro da madrugada desta 2ª feira. É uma espécie de S. João do Porto em grande escala, que abrange todos os bairros e transforma a cidade num insólito festival de sons e danças. Outras cidades francesas tiveram também programas de animação idênticos, num total estimado de 18 mil concertos.

Nada de estranhar num país em que há 2,3 vezes mais músicos amadores do que futebolistas, com 800 mil alunos a frequentarem 3 mil escolas de música e 1,4 milhões de pessoas a serem membros de coros.

Que pena não termos esta animação em Portugal!

Bolos

Ao deparar hoje com esta imagem de Wayne-Thiebaud, num álbum de Pop Art, deu-me para pensar nesse tempo, já tão longínquo, em que Herman José ainda era Herman José. Para ver aqui.

sábado, junho 20, 2009

Chile

Um dia destes, o blogue vai ser acusado de ser mobilizado pelos obituários, mas a verdade é que as coisas da vida são suscitadas, muitas vezes, por quem dela sai. E as pessoas só morrem uma vez.

Ao ler a notícia da morte de Hortensia Allende, não pude deixar de recordar a primeira visita que fiz, em 2000, ao Palácio de la Moneda e a profunda emoção que senti ao percorrer aqueles corredores, por onde havia passado um vento de tragédia que iria afectar, por muitos anos, a vida do Chile. E que, à época, me marcou imenso.

José Miguel Insulza, ministro chileno do Interior, que me recebeu no Palácio, disse-me então que entendia bem o sentimento da nossa "generación de los claveles" perante o golpe chileno.

Voltei a encontrar Insulza, no ano seguinte, numa livraria, em Nova Iorque, poucas semanas depois do 11 de Setembro. Lembrou-me: "nosotros también tuvimos el nuestro 11 de septiembre". De facto: 28 anos antes, em 11 de Setembro de 1973, data do golpe de Pinochet e da morte de Salvador Allende. Uma tragédia não apaga a outra, mas, por uma qualquer razão, vale sempre a pena lembrá-las juntas.

Dîner en blanc

É uma tradição parisiense, com mais de 20 anos. Há dias reuniu mais de 8 mil pessoas. Numa convocatória boca-a-boca (mais recentemente, por SMS), os "happy few" informados deslocam-se, vestidos de obrigatório branco, numa noite pré-anunciada entre eles, para um local de Paris, que só é conhecido à última da hora, e fazem um piquenique, com bebidas e comida que cada um traz, em mesas portáteis, decoradas à moda que entendem, com o branco como regra. É uma manifestação "não autorizada", mas que nunca foi proibida. Este ano, teve lugar na Place da la Concorde. Elitista? Talvez, mas com muita graça. Coisas de Paris.

sexta-feira, junho 19, 2009

O "Lisboa"

Reconheço que se trata, talvez, de uma atitude muito geracional. Mas, tenho de confessar, a desaparição, já há quase duas décadas, do "Diário de Lisboa" acabou por ser, para mim, algo traumática, no saldo de memória da imprensa portuguesa em que fui criado. Por isso, a morte do seu antigo proprietário e director, António Ruella Ramos, agora ocorrida, associa-se a essa tristeza e convida aqui a uma nota sobre o jornal.

O vespertino lisboeta foi, durante as décadas da ditadura, uma referência diária na imprensa democrática portuguesa. Tentou sempre representar, ao lado do "República", um espaço para as vozes dissidentes, muito mais do que o equívoco "Diário Popular" (que me desculpem os amigos que por lá tive) e bem antes de "A Capital" - um jornal que resultou da saída , em 1968, de um grupo de jornalistas do "Lisboa". Uma anedota oposicionista espalhava então que os ardinas, pelas ruas de Lisboa, anunciavam assim os quatro jornais da tarde: "Lisboa / Capital / República / Popular!".

O "Lisboa" era um jornal diferente de todos os outros. Menos "popular" que o "Popular", menos "reviralhista" que o "República", menos "à la page" que "A Capital". Para nós, os fiéis, tinha códigos de leitura muito próprios, tinha entrelinhas que nos animavam as tardes nos cafés, funcionava como um repositório de esperança democrática. E tinha gente nova, que aí escrevia, com quem nos cruzávamos, depois da saída do jornal, na "Brasileira" ou no "Monte-Carlo".

Para mim, que "aderi" ao jornal aí por 1966, marcaram-me muito os tempos de "Mosca" (um suplemento humorístico dos sábados, que fez história), do DL Juvenil (suplemento literário para jovens, por onde passou quase tudo quanto "foi gente" na cultura portuguesa imediatamente posterior) e do seu destacável cultural (creio que às 4.ªs feiras, num tempo em que todos os vespertinos mantinham espaços idênticos). Comprar o "Lisboa" era um "vício": imaginem o que seria, nos dias que correm, esperar pelo jornal de ontem, a meio da tarde do dia seguinte! Pois era isso que nos acontecia, pela província onde passávamos férias, disputando com ardor os escassos exemplares vendáveis. Eram outros tempos! Melhores? Claro que não, apenas muito diferentes.

O "Lisboa" teve na redacção nomes da literatura como Sttau Monteiro, Cardoso Pires, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos Eurico da Costa, Fernando Assis Pacheco ou José Saramago (fazia inicialmente traduções...). E jornalistas como Álvaro Salema, Norberto Lopes, Artur Portela, José Carlos de Vasconcelos, Veiga Pereira ou Manuel de Azevedo. E a pena ácida e certeira de Mário Castrim ou Pedro Alvim, entre tantos e tantos outros.

Recordo, em particular, os tempos eleitorais, em que aguardávamos o "Lisboa", com aquele "lettering" de título idêntico ao "Le Monde", com grande ansiedade, para ver o que a censura tinha "deixado passar". E, valha a verdade, também lembro os tempos de uma menos saudável ortodoxia, após o 25 de Abril, onde a antiga pluralidade se diluiu - e que terá contribuído, entre outros decisivos factores, para liquidar o jornal.

Mas hoje é tempo de saudar o saldo bem positivo do velho "Diário de Lisboa", na hora da saída de cena de Ruella Ramos, um homem de bem, uma grande figura da imprensa portuguesa, que manteve o seu jornal até onde lhe foi sustentável.

quinta-feira, junho 18, 2009

Frase

"Os iranianos devem, de facto, acender uma vela aos Estados Unidos, que começaram por os livrar do seu pior inimigo, Saddam Hussein, para depois lhes oferecerem de bandeja um Iraque shiita e acabarem por consagrar o seu papel de potência mundial".

Jean Daniel, no "Le Nouvel Observateur" desta semana

Obama

O presidente americano tem vindo a demonstrar, para surpresa de muitos, que a política de diálogo construtivo no quadro internacional, que havia anunciado durante a sua campanha, era... para levar a sério.

Na questão de Guantánamo, no Próximo Oriente, no Iraque, na atitude face ao mundo islâmico e quanto ao Irão, ninguém poderá dizer que o presidente Obama não está a cumprir o que prometeu. E sem arrogância, procurando perceber as razões dos outros, com uma contenção face a certas provocações que representa um registo quase inédito na política externa americana contemporânea.

Dentro dos Estados Unidos, há muitos sectores positivamente motivados com este comportamento, enquanto outros parecem, cada vez mais, aguardar por um desastre desta estratégia internacional, havendo já quem a apelide de uma "carterização" da acção externa - sabendo-se o que isso significa aos ouvidos de quem só sentiu o seu orgulho pós-Vietname resgatado pela agressividade reaganiana.

Porque o presidente Obama tem de manter internamente uma forte credibilidade para poder prosseguir com a sua ousada agenda reformista externa é que mais importante se torna que Estados com especiais responsabilidades à escala global - e, entre estes, em especial, a China e a Rússia - venham a perceber a importância de ajudarem a "nova América" a não se sentir tentada a subordinar-se à agenda da "velha América". É que esta última está já à espreita de algo que possa ser lido como uma humilhação de Washington ou uma qualquer crise grave que consiga imputar a uma suposta fragilização introduzida por Obama na defesa dos interesses americanos.

Carlos Candal (1938-2009)

Morreu Carlos Candal, advogado e democrata de Aveiro, figura histórica da oposição ao Estado Novo e político saliente em vários tempos da nossa vida pública.

Era uma figura que nunca recusava a polémica, nada "politicamente correcto", dotado de uma ironia sarcástica, que muitos confundiam com arrogância, que intervalava com as baforadas do seu emblemático charuto. Tinha uma voz grossa e uma gargalhada forte, de quem sempre esteve de bem consigo mesmo. A certo passo, deixou-se tentar pela aventura do Parlamento Europeu, onde nos cruzámos diversas vezes e comentámos uma Europa que sempre me pareceu ver de soslaio político. O que confirmei, num debate que tivemos em Aveiro, há mais de uma década.

No início dos anos 60, havia sido líder da luta académica, em Coimbra. Jorge Sampaio contou-me que, num dia desses tempos, foi de Lisboa a Coimbra para um diálogo entre lideranças universitárias, em período de tensão política forte. Com todos os cuidados que a segurança recomendava, dirigiu-se à "República" onde vivia Carlos Candal, que não conhecia pessoalmente. Bateu à porta e atendeu uma governanta, que disse que "já ia chamar o Dr. Candal" - em Coimbra, à época, "era-se" doutor antes do curso acabado. O ambiente era muito diferente do contexto homólogo lisboeta, com desenhos humorísticos pelas paredes, garrafões e outros artefactos pendurados do tecto, enfim, toda a parafernália simbólica da boémia coimbrã. Minutos depois, Jorge Sampaio ouviu, do alto da escada, um vozeirão: "Olá, menino! Já desço". Sampaio olhou e lá estava, ainda de roupão indiciador de grande noitada na véspera, a figura do seu interlocutor político, Carlos Candal. Nesse momento, o futuro Presidente da República terá percebido melhor a diferença eterna entre a maneira de ser das academias de Lisboa e de Coimbra. E dos políticos oriundos de ambas, claro.

Sem fugas

O 1.º Tour de France Pénitentiaire acabará amanhã em Paris. Foram 2200 km de uma corrida ciclística que envolveu mais de duas centenas de detidos e alguns funcionários penitenciários, num esforço de reinserção social.

A grande regra desta corrida - interrogo-me por que será... - é que o pelotão deve manter-se unido, do início ao fim das 14 etapas do percurso. O director da corrida foi peremptório: "Ceux qui sont venus pour l'exploit sportif et faire exploser le peloton se sont trompés d'endroit". É pena, teria graça ver algumas tentativas de fuga, com alguns "na roda" dos fugitivos e outros tantos na sua peugada.

Não há camisola amarela, nem de qualquer outra cor. As camisolas dos ciclistas são brancas. Felizmente, ninguém se lembrou de utilizar um equipamento similar ao do Boavista...

José Calvário (1951-2009)

Era por muitos considerado uma figura genial no âmbito da música portuguesa, como compositor e orquestrador. Entre muitos outros trabalhos, escreveu a parte musical da canção com que Paulo de Carvalho representou Portugal no festival da Eurovisão, em 1974, e que acabaria por ser a primeira senha para os militares que fizeram a Revolução dos Cravos.

Conheci-o vagamente em Londres, nos anos 90, cidade por onde ia muito nas suas andanças profissionais. Ficou-me então a recordação de uma personalidade que projectava uma imagem de inquietude e propensão para a acção. Desaparece agora, bem cedo.

Como singela homenagem, com um nome adequado, fica agora aqui o seu "E depois do adeus".

quarta-feira, junho 17, 2009

Sabiam?

São 16 PME portuguesas de altíssima craveira tecnológica, que se agrupam na PEMA - Portuguese SME for the Aerospace Industry. A partir de ontem estão, em stand próprio, na 100.ª edição do Salon de Le Bourget, aqui em Paris.

Claro que sei bem que a divulgação da afirmação e do sucesso internacional destas empresas vai a contraciclo do ambiente de "malaise" que é hoje o sentimento "politicamente correcto" prevalecente no quotidiano de um certo Portugal. Assim, e com um antecipado pedido de desculpas a quem se sentir ofendido na sua estimável depressão, aqui fica esta nota positiva.

Serviço público

No âmbito das informações recolhidas para a elaboração do livro "Les Portugais à Paris", a equipa de Michel Chandaigne acabou por criar um acervo muito interessante e actualizado de endereços portugueses na capital francesa, desde diversos tipos de lojas a restaurantes e instituições culturais. Uma "mina"...

Tornou-os agora públicos aqui e pede a quem possa e queira ajudar a completá-los que envie os dados que possuir.

A isto se chama um belo serviço público... privado.

Brasil e França

A nossa diplomacia no Brasil e na França, as comunidades portuguesas e o trabalho económico em Brasília e em Paris, medidas as respectivas diferenças, foram a base da minha entrevista ao site da Chambre de Commerce et Industrie Franco-Portugaise, que hoje foi publicada. Se acaso nisso tiver interesse, pode lê-la aqui em francês ou aqui em português.

A sério

A cada dia, surgem nas redes sociais textos e vídeos falsos e enganadores. O cuidado mais elementar obriga a confirmar sempre a respetiva au...