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domingo, maio 07, 2017

Rui Moreira

Terminou o namoro entre Rui Moreira e o PS, no Porto. Nada que não fosse expectável e que, a meu ver, só tinha sido evitado, até hoje, graças ao génio do relacionamento que se chama Manuel Pizarro, um "gentleman" e um homem de bem que os socialistas têm a sorte de ter no Porto.

Rui Moreira, pessoa por quem tenho simpatia, fez da Câmara uma via de afirmação muito pessoal, que se liga mal com a lógica das formações partidárias tradicionais que, goste-se ou não, constituem o eixo central da representação cívica em Portugal. Não há vida política para além dos partidos? Há, no microcosmo das pequenas autarquias ou por uma conjuntura temporalmente limitada, que pode suportar uma certa fulanização.

Os partidos tentam, pela normalidade das coisas, aproveitar em seu favor aquilo com que se comprometem. O PS, que colocou os seus simpatizantes ao lado de Moreira, considerou necessário tirar vantagens disso. Rui Moreira não gostou? É uma opção. A meu ver, deveria ter compreendido uma coisa que, a prazo, lhe pode ser fatal: é muito difícil, na "alta política" em Portugal, sobreviver de forma sustentada sem uma aliança, expressa ou subliminar, com um dos dois grandes partidos portugueses. Ora, ao alienar agora o PS, estando de costas voltadas para o PSD que existe, Moreira pode acabar por ficar sozinho na praia... da Foz.

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