Epígrafe
De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
-- expressão da multidão que está comigo.
José Carlos Ary dos Santos
José Carlos Ary dos Santos
Que falta nos faz,esse que foi o grande domador das palavras
ResponderEliminarCC
É o fim deste blogue? Finalmente! Que deus o guarde.
ResponderEliminarO Anónimo das 18.08 é das "novas oportunidades": confunde epígrafe com epílogo.
ResponderEliminarEsse queria ja fazer-te o epitáfio....
ResponderEliminarCaro Alcipe. Já outros tentaram, como sabes. E, mesmo metendo cunhas, não conseguiram. Abraços.
ResponderEliminarO anónimo das 18 horas deve ser dos que confundem as epístolas com as mulheres dos apóstolos ou o género humano com o Manuel Germano.Aqui lhe deixo o meu RIP (Requiescat in pace).
ResponderEliminarComo o fabiano das 18 e picos escreveu Deus com minúscula, deve ser filho de um "deus" menor...
ResponderEliminarPadre António Vieira
ResponderEliminar" Nenhum segue mais leis que as da conveniência própria. Imaginar o contrário é querer emendar o mundo, negar a experiência e esperar impossíveis."
ResponderEliminarO anónimo das 18.08, pretende adquirir um sobretudo de madeira, para se defender do frio que ainda se faz sentir.