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quinta-feira, julho 08, 2010

Mundial

É muito curioso observar as preferências dos portugueses, à nossa volta, neste tempo do Mundial de futebol, em especial a partir do momento em que o nosso país dele foi afastado.

Ontem, um grupo de espetadores do Alemanha-Espanha dividia-se imenso. Nuns, o sentimento anti-espanhol, ainda identitário em algumas camadas portuguesas mais tradicionais, somava-se a algum fascínio pela (até aí) eficácia simples da equipa alemã. Noutros, ao gosto por ver perder a "grande potência" europeia juntava-se uma manifesta simpatia pelo país vizinho, com quem Portugal tinha perdido (e bem) de forma "honorable". Tudo isto de forma matizada, não excessivamente radicalizada.

O tema dos nossos afetos em relação ao estrangeiro é um domínio muito interessante. Torna-se impressionante notar o modo como os portugueses evoluíram, extraindo-se de algumas antigas posições caricaturais para um mundo de uma grande diversidade de atitudes, mobilizadas por sentimentos com uma génese bastante mais complexa. Em tudo isto, fica claro que o fim do império, a integração europeia e alguma atenuação dos confrontos ideológicos tiveram um papel decisivo.
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Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777