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sexta-feira, julho 02, 2010

Os diplomatas

Não diria que somos uma profissão de mal-amados, mas vivemos frequentemente presos a uma caricatura difícil de descolar da nossa pele. Nós, os diplomatas, estamos muito habituados a que nos tracem um rosto de vacuidade, a que colem a nossa existência a um dia-a-dia fútil, a que alguns se interroguem em público sobre a real valia dos gastos do erário que sustentam a nossa ação. No que me toca, e com o tempo, passei a preocupar-me muito pouco com isso e a cuidar muito mais em estar de bem comigo mesmo, em termos da contribuição que dou ao serviço público que escolhi como destino de vida.

Não deixa, contudo, de ser gratificante quando observamos que alguém reflete, de forma positiva, sobre esta profissão que escolhemos e que nos escolheu para ocupar alguns lugares em que representamos Portugal, quando vemos o nosso trabalho e as dificuldades em que por vezes ele se processa destacados por uma jornalista que tem andado por esse mundo a olhar o que fazemos.

Foi esse o caso, ontem, de Maria João Avillez, na sua coluna "Dia sim, dia não", na revista ´"Sábado". Obrigado, Maria João.

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777