domingo, 6 de novembro de 2016

Outro mundo?


A Estónia é um dos países mais informatizados do mundo, ao que consta. O "governo eletrónico" é aqui uma realidade poderosa e o iPhone 7 (que julgo que ainda não chegou a Portugal) vende-se em todo o lado.

Ontem, quis comprar o "The Economist" e o "International New York Times". Percorri várias tabacarias de Tallinn e não encontrei jornais ou revistas em inglês (muito menos o "El Pais" ou o "Le Monde", que são vulgares na maioria das capitais). Tentei no "lobby" dos principais hotéis e... nada! 

Por fim, perguntei na receção do meu próprio hotel como poderia adquirir imprensa estrangeira. A reação foi interessante: "Em papel?". Sim, em papel, era o que eu queria. "Isso é muito difícil. Talvez só no aeroporto..." E o "estadulho" loiro acrescentou: "Mas não tem um laptop ou ou iPad? Em alternativa pode usar o desktop do "business centre" ". Não soube como lhes traduzir "até aí chegou o Neves!". E quando pedi para me imprimirem os cartões de embarque para o voo de regresso, nem imaginam o sorriso complacente com que o rapaz atendeu o meu pedido.

Isto vai bonito, vai...

13 comentários:

Portugalredecouvertes disse...


Ainda bem que o Sr. Embaixador faz esses testes e assim ficamos prevenidos para o que der e vier!
se bem entendi, continua a haver uma impressora e papel de fotocópia?!
bom domingo para si

Angela

Joaquim de Freitas disse...

Quando se investiu na educação do povo, recolhe-se sempre resultados. Mas para isso é necessário um espírito jovem que raramente se encontra nos políticos dirigentes dos velhos países que são os nossos.
A “aventura” do Senhor Embaixador faz-me pensar numa que vivi há muitos anos em São Francisco Califórnia: Era um fim-de-semana, e queria aproveitar para visitar um pouco a região. Fui à Hertz, próximo do meu hotel, para reservar um carro.

Diálogo: Preciso dum carro. Sim senhor. Reservou? Não. Então tem de reservar primeiro. Está bem, mas tem carros disponíveis? Sim senhor, mas tem de reservar! Então já está, reservo e dê-me o carro. Não, não, não é aqui que se reserva. Pegue naquele telefone ali, e reserve! Ah bom. Allo! Uma voz responde: Hertz ao ser serviço! Queria alugar um carro. Sim senhor. Dê-me o seu nome, carta de crédito, etc. Muito bem. Pronto: o seu carro está reservado: é um Ford com a placa “x”, vermelho e pode proceder.

Enquanto me dava as características do carro, olhei para o primeiro que se encontrava aparcado na fila que descia do parking em caracol do edifício de 8 andares, e era exactamente o meu. Passei então ao guichet ao lado e o meu contrato estava pronto.
O que se passou é que quando telefonei, a central se encontrava a 1 000 km, em São António, no Texas.

No dia em que um “esperto” de 12 anos, hacker por paixão informática, decidir baralhar aquilo tudo, não poderei ter um carro em São Francisco …

E que outro bloque o aeroporto, também lá ficarei por um momento. E isto aconteceu.

Anónimo disse...

La vem o cinema outra vez...

Vi ha dias com um amigo que tinha chegado de Belfast o ultimo filme de Ken Loach "I, Daniel Blake" que muito lhe recomendo. Sabia que tinha ganho o Palme d'Or em Cannes, mas so agora e distribuido nesta ilha. Nunca tinha visto os problemas da burocracia, desumanizacao da informatica ate as ultimas consequencias tao bem postos preto no branco! Ja estreou em Portugal?

Bom domingo com sol

F. Crabtree

Anónimo disse...

Convinha ter deixado o séc XIX e ficar por Lisboa nesta altura:

"No total, a Web Summit espera que participem cerca de 72 mil pessoas entre empreendedores, ‘startups’, investidores de topo e jornalistas internacionais, que desde este sábado começaram a chegar a Lisboa para aquela que é considerada a maior conferência global de tecnologia"

Anónimo disse...

Nada que um ataque informatico russo não resolva...

Anónimo disse...

Foi bom ter participado nos radicais, interessante clube de gente sensata e que diz o que pensa. E so pena que JNP (ou RdC) nao leia(m) todas as semanas um trecho de um dos seus classicos favoritos!... Um programa que apraz ouvir.

cumprimentos

Anónimo disse...

Andou o seu camarada Sócrates a trabalhar tanto por estas coisas da tecnologia (a ponto de até me levar a votar nele)...

[pausa para recuperar]

... e, no fim, nem sequer uma aplicação com os "cartões" de embarque usa!

Luís Lavoura disse...

O Economist não pode ser lido online, a não ser por uma pessoa que tenha uma assinatura. Acho eu.

Luís Lavoura disse...

Parece que na Suécia praticamente já não se usa dinheiro em notas e moedas. Uma pessoa não pode andar por lá sem ter multibanco. Paga-se tudo com aquilo.
São usos e costumes locais.

Anónimo disse...

Quem vai ganhar com isto tudo são os oftalmologistas. Com tanta hora dedicada aos écrans quais vão ser os olhos a resistir.
Curioso é verificar que ninguém consegue ler um jornal inteiro num écran, seja ele de que tamanho for, ao invés do papel. O mesmo se passa com os livros.

Anónimo disse...

"7 de novembro de 2016 às 11:03" diz que ninguém consegue ler um livro inteiro num écran...

O homem saiu agora de uma caverna ou está a fazer de nós parvos?!

Anónimo disse...

O Anónimo das 15:18 quer fazer-nos ver que é mais fácil ler um livro ou um jornal num écran do que no papel. Mas quem é está 3, 4 ou 5 horas seguidas enfiado num écran de um tablet por exemplo, a ler um livro, como está com ele em estado físico. Só pode querer estar a mandar poeira para os olhos ou a querer fazer de nós parvos?!

Anónimo disse...

Ó "8 de novembro de 2016 às 16:25", é por isso que se inventaram os leitores de livros eletrónicos e uma coisa chamada "tinta eletrónica" (e-ink). Saia da caverna, seu triste!!!