segunda-feira, 6 de abril de 2015

Invejoso, me declaro

Alimentava a ideia de que era, em absoluto, imune à inveja. Até há pouco, ao ler este texto de José Ferreira Fernandes. É insuportável pensar que há pessoas que escrevem assim e nós não. 

Ó Zé, assim não vale!

7 comentários:

Isabel Seixas disse...

oh, não havia necessidade.

Anónimo disse...

Entrevistador: O que responde àquele (inveja mesquinha portuguesa) que diz que o senhor é um mero diletante?
Manuel de Oliveira: Vou procurar ainda ser mais diletante!
(imaginário de anónimo desconhecedor da arte de M. O.)

Ana Vasconcelos disse...

Sim, é de facto um belo texto. Como o são muitos dos seus, que descobri, com prazer, recentemente.

Abraham Studebaker disse...

Um texto belíssimo,escorreito,em forma. Bravo, Ferreira Fernandes! Bravíssimo, Manoel de Oliveira! Obrigado, Seixas da Costa.

Anónimo disse...

Se tivessemos um responsável pelo Ensino neste país, que gostasse a sério da sua própria língua, os programas de Língua e Literatura Portuguesa do secundário, já teriam sido reformulados há imenso tempo e com a ajuda de uma coisa que se chama BOM SENSO, incluindo como textos obrigatórios este e muitos outros do Ferreira Fernandes. Infelizmente não é assim - alunos e professores não gostam de ler, os programas são todos obsoletos e temos um ministro arrogante que agora os obriga a escrever de acordo com o AO, quando não sabem ler nem escrever...

Anónimo disse...

O ensino do Português tornou-se em algo soturno e enfadonho. Os Programas (que vão mudar outra vez)são do mais desinteressante que há à face da terra.E, se formos à parte da dita gramática/linguística, é de morrer a rir com a quantidade de itens (centenas e centenas) que por lá grassam. Não é assim que se ensina ou se aprende Português. Levas com os "Maias" na cachola e nunca mais queres ver um livro, nem ganhas gosto pela leitura, independentemente de ser um bom livro.. E andam por aí uns senhores que tanto falaram de "eduquês", mas que, de outro prisma, são iguais. Os salvadores da escola vão-se afundando nas areias do seu deserto. Nem S. Nuno Crato, nem S. Guilherme Valente lhes valem. Para nossa sanidade mental, acabaram os artigos do editor da Gradiva sobre o "eduquês", passando agora a defender com unhas e dentes o "cratês".

Anónimo disse...

Coube-me durante um determinado tempo lidar com a revisão de textos para uma revista trimestral. Na altura todos os dias ia aprender a sintetizar melhor as ideias nas crónicas do nosso autor. É sempre um prazer lê-lo. É um MESTRE na análise e nos exemplos que utiliza para as suas "comparações". A COMPARAÇÃO com Ferreira Fernandes tem um lugar no seu universo, como a alegoria no Padre António Vieira.