quinta-feira, 9 de maio de 2013

Estratégia nacional

Ontem e anteontem, em contextos completamente diferentes, estive envolvido, por horas, em debates que se prendem com a definição da nossa futura estratégia nacional enquanto país. Em análise estiveram as diversas condicionantes externas que nos envolvem, a maioria das quais insuscetíveis de podermos influenciar, a nossa política de alianças e a discussão sobre o melhor modo de poder vir a defender os nossos interesses à escala global.

Para quem, como eu, começou há muitos anos neste tipo de exercícios, mas que só os frequentou a espaços, está a ser notória uma mudança da qualidade dos intervenientes, cada vez mais "soltos", mais imaginativos e menos presos ao medo de explorar alternativas e de pôr em causa certos tabus. Cada vez estamos mais longe de algum "politicamente correto" que nos tolhia a expressão e isso deve-se, em grande parte, ao esforço feito por vários "think-tanks", por vezes ligados a universidades, que nos têm ajudado a refletir muito para além das ideias feitas e de alguns determinismos que agora se constata não terem qualquer sentido.

Considero esta "democratização" do debate estratégico essencial e entendo que ela talvez nos possa ajudar a consensualizar (expressão que hesitei em usar, por razões de conjuntura) algumas linhas de rumo para um país onde elas escasseiam. Confesso que, não tendo descoberto o "graal" nos exercícios em que participei, saí deles mais animado e moderadamente otimista.

3 comentários:

Portugalredecouvertes disse...

São verdadeiras
Good news!

Anónimo disse...

Será que finalmente se irá tomar em conta um novo capital intelctual para se sair da situação em que nos encontramos. Mas... se for para repor tudo como estava antes da crise, mais vale não gastar energias.

Anónimo disse...

Pena que o Senhor Embaixador não ponha em linha o link para os Fora onde foram discutidas Questões Estratégicas Nacionais. Já bem basta a forma ligeira e displicente como este Governo pôs em causa o sério trabalho do IDN na definição de um Conceito Estratégico de Defesa Nacional, prova de que a partidarite aguda continua, por vezes, a sobrepor-se ao interesse nacional.