sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ciganos

Na segunda metade dos anos 90, Pedro Bacelar de Vasconcelos era Governador Civil de Braga e, nessa qualidade, protagonizou a defesa de uma comunidade cigana que estava a ser diabolizada, na sua totalidade, por virtude de crimes cometidos por alguns dos seus integrantes. Tratou-se de um caso muito mediático em que a atuação de Bacelar de Vasconcelos foi fortemente criticada por alguns setores, não tendo então sido apoiado pelos dirigentes locais do seu próprio partido.

Uns tempos mais tarde, Portugal teve de designar um representante para o Observatório Europeu para o Racismo e Xenofobia, com sede em Viena. Não hesitei, contra muitos ventos e claramente contra todas as marés prevalecentes, em designar Pedro Bacelar de Vasconcelos para esse lugar - onde, como era de esperar, fez um excelente trabalho.

Ele ajudar-me-ia, mais tarde, durante a presidência portuguesa das instituições europeias, em 2000, a dar corpo à ideia de organizar em Lisboa, em articulação com o comissário europeu Gunther Werhaugen, uma jornada de reflexão sobre a condição das populações ciganas - uma iniciativa até então inédita nos programas das presidências comunitárias, no quadro do debate sobre os problemas das minorias no futuro alargamento.

Lembrei-me ontem disto ao ver notícias sobre a situação dos ciganos romenos em França. Este é um tema complexo. As culpas nunca estão só de um lado e não vale a pena esconder que há questões de segurança pública que, por vezes, têm de ser ponderadas. Mas vale a pena atentar no facto de que, como dizia ontem, no "Diário de Notícias", Pedro Bacelar de Vasconcelos, "houve retrocesso na opinião pública em relação aos ciganos". Em Portugal e na Europa em geral. Os ciganos sofrem, como outras minorias, de uma subida exponencial da intolerância no continente europeu e da busca, por parte dos seus governos, de alguns bodes espiatórios para procurarem mostrar que não estão indiferentes às legítimas inquietações sociais das suas populações.

É triste constatar que esta Europa que temos, tão atenta ao financiamento dos aspetos materiais da sua modernidade, se revela incapaz de pôr em prática algumas políticas públicas eficazes, especificamente dedicadas à promoção social das suas minorias. É que, no fundo, e salvo alguns preconceitos que não nos devem merecer o menor dos respeitos, tudo isto se reconduz a meras questões de desenvolvimento.

20 comentários:

Anónimo disse...

Identifico-me profundamente com o seu texto, e partilho a opinião emitida.
Isabel Seixas

Helena Oneto disse...

..."houve retrocesso na opinião pública em relação aos ciganos"...

"Si cela va sans dire, cela ira encore mieux en le disant" Charles-Maurice de Talleyrand

Tem muita razão, Senhor Embaixador. É triste.

Anónimo disse...

Lembram-se?
Hoje vieram pelo Ciganos ...
- Eu nao sou cigano ...

Francisco F. Teixeira

Anónimo disse...

O primeiro contacto que fazendo uma retrospetiva "mnemonica" tenho da construção da minha imagem das pessoas de etnia cigana é francamente positiva, era de um casal em que o senhor fazia cestas de vime e a Senhora pousava nele o olhar como se só ele fosse o universo e o curioso era que era sem o respeito do medo, era mesmo devoção.E o senhor vendia...Eram sedentários tinham casa e tudo viviam pra lá do vale.

A 2ª um casal com duas filhas eram uma companhia de circo, montaram um trapézio de aproximadamente 4 m de altura no cruzeiro em frente à casa da sra. Bia e as miúdas 12 13 anos uma de cada vez depois de se balançarem no baloiço faziam uma espécie de pino deixando o corpo resvalar rapidamente quase sem comando por ação da gravidade e ficavam suspensas só pelos calcâneos/calcanhares, arrancando à assistência sentada no chão em terra paragens respiratórias e suspiros de expectativa, incentivando os tostões(os poucos existentes) a cair no chapéu do pai.(1967...)

Eu acho que também sou cigana.
Isabel Seixas

José Martins disse...

Senhor Embaixador,
Sem me estar a enfronhar em técnicas de integração dos ciganos na Europa; da minoria étnica a que pertencem e a data em que apareceram em Portugal.
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Ora eu nasci numa aldeia (Serra da Estrela) e do tempo em que os ciganos deslocavam-se nuns carros de burros, vendiam outros, cegos e acampavam num alpendre de uma capela. A minha aldeia, na altura teria uns 2500 habitantes e quando os ciganos, abancavam, no alpendre a notícia corria célere e todos os habitantes trancavam as portas.
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As mulheres procuravam os incautos para lhes ler a sina e os miúdos, treinados, para se enfiarem em algum canto para roubarem. Os homens eram agressivos e por dá cá aquela palha sacavam de navalha de ponta e mola e apontava-na. A chegada de uma clã cigana ao meu povoado aterrorizavam 2500 almas. Mas não era só no meu eram todos da Beira Alta.
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Será que a raça cigana é de difícil assimilação a outras?
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Dado que os portugueses são de raízes tolerantes aceitavam-nos mas não se integravam.
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Também nunca vi um cigano a trabalhar no campo e a cultivar umas couvinhas para um caldo. Vi-os, sempre, no conto do vigário e a vigarizar o incauto com tecidos de reles qualidades.
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Nunca se quiseram integrar no sistema, jurídico português e que os seus filhos frequentassem escolas (entenda-se há mais de 70 anos e de quando o Estado Português liberalizou a educação).
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Seria longa a descrição que aqui escreveria relacionado com a minoria étnica dos ciganos. As minorias continuam a ser expulsas (ciganas ou outras) pelas maiorias e isto acontece, por exemplo, na China nos dias de hoje que as obrigam a situações de nómados e sempre seguirem o curso dos rios.
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Por dois anos trabalhei na Turquia na área do Kurdistão e onde vi que os ciganos era tratados em péssimas condições e absolutamente maltratados assim como os kurdos pelos otomanos.
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Quem me ler não me julgue xenófono, pois sou casado com uma mulher chinesa, há 30 anos, em perfeita harmonia!
Saudações de Banguecoque
José Martins

Ana Paula Fitas disse...

Senhor Embaixador,
É com grande regozijo que leio este seu post, importantissimo numa Europa que insiste, sempre que os seus problemas sociais internos se agravam, em perseguir e discriminar os que, vítimas dessa constante coacção ao longo de gerações, facilmente despertam nas opiniões públicas, o juízo persecutório da desresponsabilização cívica e da culpabilização gratuita que se aproxima muitas vezes de uma violência colectiva próxima dos julgamentos populares e suas sequelas. Houve retrocesso na opinião pública? Houve, de facto... mas, não seria de esperar outra coisa uma vez que o trabalho que implicam os processos de inclusão social e de socialização das minorias, designadamente, da etnia cigana, têm sido sempre o parente pobre da política social de que destaco, infelizmente, três aspectos relevantes: a) mesmo grande número de técnicos superiores envolvidos nestes processos nas instituições de natureza vária que repartem responsabilidades nesta matéria têm representações sociais assentes num senso-comum reprodutor de estereótipos; b) o trabalho de inclusão social em Portugal tem sido feito através da operacionalização de projectos-piloto sem continuidade temporal para além da limitação do financiamento, sem capacidade de aperfeiçoamento das metodologias de intervenção, sem diálogo com as populações envolvidas e sem adequação cultural às suas especificidades; c) o projecto "Escola Móvel" que o ME tinha em prática há 6 anos e que permitia às crianças e jovens cuja vida é marcada pelo nomadismo, o acesso ao percurso educativo normal, terminou bruscamente este ano. Muito haveria a dizer mas, resta-me agradecer-lhe o trabalho que fez e deixar uma palavra amiga e de reconhecimento grato a PEdro Bacelar de Vasconcelos que, no final dos anos 90, enquanto Governador Civil de Braga envolvido na defesa dos direitos da população cigana que, em Vila Verde, foi alvo de uma perseguição inominável, se deslocou, a expensas próprias e apesar da agenda "carregada" que tinha para esse dia, a Beja para intervir no Colóquio que eu própria organizei enquanto docente, à época, do Instituto Superior de Serviço Social sobre Xenofobia e Representações Sociais - o Caso dos Ciganos no Alentejo (tema sobre o qual escrevi um artigo publicado, também nessa época, na revista "Trabalhos de Antropologia e Etnologia" da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia)... A capacidade de envolvimento, a convicção e a seriedade com que Pedro Bacelar de Vasconcelos encarou o problema é um dado notável numa sociedade e num país onde tudo se faz a "vol d'oiseau", motivado apenas pela mediatização e a modernidade das agendas efémeras... Finalmente, depois de tão longo comentário, resta-me dizer que, ao visitar os terríveis campos da morte de Auschwitz e Birkenau, reiterei as minhas preocupações sobre aquilo que, colectivamente, se pode fazer às minorias sempre que negligenciamos a ideologia que as persegue...
Reconhecida e grata, receba, com elevada estima e admiração, o meu abraço amigo.
Ana Paula Fitas

Anónimo disse...

A decisão tomada pelo governo francês é "completamente inútil" porque as pessoas de etnia cigana visadas são, na sua maioria, de origem romena e búlgara, pelo que têm "todo o direito de circular no espaço europeu como todos os outros cidadãos".

elisabete disse...

Não entendo o comportamento de Sarkozy, de origem hungara e judaica (povos vitimas de expropriação, perseguição e exilio) cujo pai, Pal Sarkozy, nasceu em Budapeste, em 5 de Maio de 1928 e... « à l'arrivée de l'Armée rouge en 1944, la famille est expropriée et s'exile. Après de nombreuses péripéties à travers l'Autriche et l'Allemagne, Pál Sárközy rencontre un recruteur de la Légion étrangère à Baden-Baden. Il s'engage pour cinq ans et fait ses classes en Algérie à Sidi-Bel-Abbès. Il est cependant déclaré inapte au départ pour l'Indochine, puis démobilisé à Marseille en 1948. E que a sua mãe, « Andrée Mallah, née à Paris (9e) le 12 octobre 1925, est la fille de Bénédict Mallah, né Aaron « Beniko » Mallah (Salonique, 1890) et de Adèle Bouvier.La famille Mallah est issue de Juifs séfarades chassés d'Espagne puis installés à Salonique à partir du XVIIe siècle. Comme 96 % des Juifs de Grèce, certains descendants de la famille Mallah, qui vécurent sous le règne de l'Allemagne nazie, périrent dans l’Holocauste, mais les quelques épargnés s'étaient établis en France (en Corrèze plus précisément), en Angleterre, en Israël et en Suisse, pour échapper aux rafles nazies.Le père de Bénédict, l'arrière-grand-père de Nicolas meurt en 1913. À ce moment, la mère de Bénédict s'installe en France, avec leurs sept enfants. O senhor deve ter a memória fraca. Nunca nenhum presidente francês, mesmo de « souche francesa » teve esta atitude.A xenofobia é um medo excessivo, descontrolado e desmedido em relação a pessoas estranhas, com as quais nós habitualmente não contactamos. O racismo, não é mais do que uma teoria que afirma a superioridade da raça X ou Y em relação às outras raças. Nesta teoria assenta a defesa do direito de dominar ou mesmo reprimir as raças consideradas inferiores. O racismo é, pois, uma atitude preconceituosa e discriminatória contra indivíduos de certas raças ou etnias. Tendo em conta tudo isto, resta-me afirmar que o poder subiu à cabeça do Sr. Sarkozy, acabando por esquecer e renegar as suas origens (factos comuns nos nossos tempos).

Bet

Anónimo disse...

O colóquio versava a Socialização...

A Professora do ensino Básico apresentava o seu tema contando uma vivência que traduzia a atitude pedagógica e a estratégia adotada em situações surgidas em sala de aula.

Convocada a assembleia de turma dos miúdos de ...ano para debater a orientação a ser dada a um menino de etnia cigana que tinha sido educado a pegar em tudo o que via e levar para casa nomeadamente no caso 2€ que pertenciam a... .

Os miúdos disseram de sua justiça

Ó pá se precisares emprestamos-te agora não sabes que não se pega no que é dos outros...

Se precisares muito juntamos e damos-te...

(...) Claro que aplaudi, essencialmente percebi que há professores que têm práticas compatíveis com os discursos de equidade e humanismo que professam além de promoverem o respeito pelo cada qual é igual a si próprio e às suas circunstâncias mediatizando "A educação faz-se de A com B mediatizados pelo mundo: Paulo Freire"

Isabel Seixas

Anónimo disse...

O comentário de José Martins é um compêndio de atitudes preconceituosa, de mitos rurais, de analfabetismo sociológico.
Confunde alhos com bugalhos, não tem em conta os enquadramentos historico-culturais sa "questão cigana" e é abertamente racista.
Afirma-se não-xenófobo (o que não é mesmo que não-racista) e lembra-me o tipo que diz "eu, racista?!! E só não gosto de pretos".
Lamentável.

Carlos Figueiredo

Gil disse...

Já há uns dias, me referi, num comentário, a um poema de B. Brecht que agora Francisco F. Teixeira volta, muito oportunamente, a mencionar.
Eis uma das várias versões desse texto:


"Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão a levar-me a mim
Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo."

Pois. Eu não sou cigano mas importo-me.

Helena Oneto disse...

Bem haja Gil!

Anónimo disse...

"É com grande regozijo que leio este seu post, importantíssimo numa Europa que insiste, sempre que os seus problemas sociais internos se agravam, em perseguir e discriminar os que, vítimas dessa constante coacção ao longo de gerações, facilmente despertam nas opiniões públicas, o juízo persecutório da desresponsabilização cívica e da culpabilização gratuita que se aproxima muitas vezes de uma violência colectiva próxima dos julgamentos populares e suas sequelas."(Ana Paula Fitas:2010)

Subscrevo e um bem hajam Claro também ao sr. Embaixador e "Gil" com consideração e respeito.
Isabel Seixas

Ana Paula Fitas disse...

Cara Isabel Seixas,
Obrigado pela referência...
Um grande bem-haja também para si... por todos nós, cidadãos.

Joana T. disse...

Um cigano antes de ser cigano é uma pessoa, um cidadão, do mundo, da Europa, de onde for.

Como tal,deve ser respeitado, com o respeito que exigimos para cada um de nós.

Não estava no mundo ainda em mil-nove-e-sessentas e não conheço "os ciganos que aterrorizavam a Beira Alta" nem "os ciganos adoráveis de Beja", decerto que os haverá bons, maus, altos, baixos, magros, gordos, etc... como há em qualquer outra etnia.

Na minha opinião, ainda pouco vivida (tenho 25 anos) acho que o que se passa com a (maioria) dos membros da etnia cigana é que eles não se esforçam por se integrar. Não vêm imigrados para Portugal (o caso que conheço, não sei como é lá fora) para trabalhar. Nunca vi nenhum cigano trabalhar em lado nenhum sem ser nas feiras. E mesmo assim hoje em dia já têm trabalhadores de leste para montar e desmontar as bancas...

Não tenho nada contra os membros de etnia cigana, tal como não tenho contra nenhuma outra etnia ou raça, acho que não é isso que define as pessoas, mas se imigrantes russos, moldavos, africanos, brasileiros, chegam constantemente a Portugal, conseguem estabelecer-se, arranjar uma casa, um trabalho (estética, limpezas, jardinagem, construção
civil, caixas de supermercado, operadores de call-center, etc...) e serem parte activa da sociedade que os acolhe, "porque raio" (desculpem a expressão) é que os ciganos, com subsídios de integração social, habitação social, subsídios escolares para os filhos, tudo e mais alguma coisa não se conseguem integrar?

E porque é que isso tem de ser culpa nossa?

Se Sarkozy tivesse repatriado uma comunidade portuguesa que não quer trabalhar, não se esforça por se integrar e cujas crianças na escola se organizam em "gangs" e aterrorizam as outras crianças (como acontece em muitas escolas, incluindo a que eu andei) ninguém se oporia...

É claro que ..."houve retrocesso na opinião pública em relação aos ciganos"... mas não me parece que tenha sido por xenofobia... pelo contrário, acho que estamos cada vez mais tolerantes e permissivos.

Já vimos (a meio do século passado) ao que a intolerância e intransigência em relação à diferença levaram...

O que pergunto é aonde será que esta permissão excessiva motivada por zelo anti-xenófobo nos levará?


Joana Tavares

Anónimo disse...

Pobres Ciganos!!!!!!!!
Precisamos é de um Sarkozy

Os ciganos são discriminados por culpa do decadente governo que temos, que dispões mensalmente de milhares de euros para esta etnia sem lhes pedir nada em troca e isso revolta o povo! Revolta quem trabalha! Como é obvio!!!!

O que é certo é que nunca vi uma cigana varrer uma rua, a trabalhar num hipermercado, num escritório.... Vocês JÁ VIRAM?
Ora bem! Se não trabalham consequentemente não descontam para a S. Social! Então como podem eles receber rendimentos de inserção social?
Algo está MAL!!!!

Afinal de que se queixam eles?
Vendo bem têm mais protecção que nós!

- Invadem terrenos alheios para montar os seus acampamentos e só saem de lá quando querem!
Consequência: Nada lhe acontece, A PSP têm medo e os donos dos terrenos medo e receio.

- Roubam cavalos nos montes e depois vendem;
Consequência : Nada lhes acontece! Roubam e ainda facturam!

- Roubam nos hipermercados. As suas saias são verdadeiros talegos de arremesso.
Consequência: Nada lhes acontece! Ninguém diz nada com medo da reacção deles;

- As autarquias até lhes dão casas novas e chafariz (aguinha à borla) , (como em Beja e na minha terra), que passado 1 ano estão completamente degradadas devido ao mau uso;
Consequência: Nós o povinho pagamos!

- Quando casam as festas duram 5 dias, as autarquias oferecem a luz (na minha terra é assim), nós quando casamos a autarquia dá-nos “ um quente com um frio…”
Consequência: Nós o povinho pagamos

- Higiene para eles não existe
Consequência: Quem consegue estar perto deles? Não se consegue!!!!!!


- Na minha terra dão-se ao luxo de invadirem o Centro de Saúde para carregarem os telemóveis
Consequência: Nós povinho pagamos a luz e a taxa moderadora, eles estão isentos!

- Como as conservatórias não estão interligadas (aberrativo em pleno sec.XXI), as ciganas chegam a registar o mesmo bebe com três nomes diferentes em 3 conservatórias distintas afim de receber da mesma criança 3 vezes o subsídio dado pelo estado
Consequência: Nós povinho pagamos!!!
Chamem-lhes lá “burros”? BURROS SOMOS NÓS QUE NÃO ACABAMOS COM ESTA POCA VERGONA!!!!

QUEREM DIREITOS TRABALHEM E INTEGREM-SE!!!! SÓ ASSIM É QUE ACABA A DISCRIMINAÇÃO DE NATUREZA ÉTNICA.


Querem mais?

Eu quero!

Quero felicitar todos os ciganos que se integraram na nossa sociedade, os que trabalham, os que estudam, que cuidam da sua imagem, pois a vossa etnia têm uns traços lindos.
UM BEM HAJA A TODOS VÓS. QUERO-VOS DIZER QUE NADA TENHO CONTRA A VOSSA ETNIA MAS SIM À FORMA DE COMO A GRANDE MAIORIA VIVE!!!! POR CAUSA DELES PAGAM TAMBÉM VOCÊS!

Anónimo disse...

O comentário de Carlos Figueiredo a José Martins é deplorável, e eu respondo-lhe à letra:
Já que defende tanto a etnia cigana que nada faz em prol da sociedade, aconselho-o vivamente a leva-los para a sua casa, se tiver quintal ainda melhor! a zona circundante à sua morada também serve!
Ainda não percebeu a revolta das pessoas????
Então leia o comentário da Joana Tavares e o ultimo comentário postado, não me parece serem comentários xenófobos mas sim bem fundamentados.

tosilva disse...

Depois de navegar pela internet: como é possivela baixeza de certos comentários,que só prova a falta de cultura e de civismo,xenófobo de quem de cultura esta muito baixa. Dizer que os ciganos nunca se quiseram integrar, que eram ladrões e tantos outros nomes, é de facto de mente baixa de quem não gosta dos ciganos. mas não é assim tanto...ou por outra, contos da carochinha...antes do 25 de abril, havia de facto perseguição aos ciganos e dai...o não poderem ir ás escolas. Mas como éde ver, já havia ciganos integrados, que frequentavam a escola, muitos trabalhavam no campo;nas campanhas do tomate, da azeitona e nas vendimas. ao contrario do que é dito...ainda assim o sistemanão deixava integrar os ciganos. eu sou cigano,e antes do 25 de abril frequentei o ensino primário,trabalhei no campo, e hoje estou ligado ao campo. A falta de conhecimento, de cultura,quando não se conhece os ciganos todos do país, leva á estupidez... de comentários rcistas de estereótipos. falar de integraçãoquando mos cortam todos os direitos, nos atacam por tudo e por nada...enquanto vos que fazeis os males maiores, como a pedofilia, os tubarões dos bancos, as offshores, as EFP, 25 a casa pia, e tantos outros...vergonhosos do país. A integração tem que ser vossa, pois nos estamos integrados, ao contrario de vos que poram o país como esta. benditos os comentários construtivos e de quem os comentou.

Anónimo disse...

A realidade dos ciganos não foge a realidade do mundo. Ausência de governo e povo, capitalismo egoísta acabam gerando efeitos colateraios, onde criam outras diversas realidades. Como embutir nossa realidade ou cultura na realidade ou cultura destes povos?

Anónimo disse...

Bom Dia
Entristece-me pertencer a um povo portugues que é um povo de diaspora e que em vez de pelo menos tentar compreender as minorias que conosco habitam, as hostilizam e segregam. Dessem aos ciganos o respeito que são merecedores então seriamos tambem merecedores de respeito e credito. Digo isto a proposito de ter recentemente convivido com elementos ciganos em campanha agricola e são tão só como os demais assiduos trabalhadores e respeitadores de quem os respeita na sua diferença. Agora entristece-me assistir a xenofobia e racismo disfarçados e camuflados.
Sou portugues com orgulho mas não me revejo nem me posso orgulhar de outros (infelizmente muitos) portugueses.
Assiste-me um designio que aos ciganos seja dada ou atribuido um estatuto internacional dado pela ONU em que seriam considerados cidadãos supra nacionais reconhecidamente cidadãos do MUNDO.
Grato pela atenção
jvfeliciano@sapo.pt