Há qualquer coisa de trágico na saída de cena de um político que, de um dia para o outro, deixa de ser uma personagem mediática constante para se tornar uma figura distante do centro das atenções públicas.
François Bayrou, o político centrista que, nas eleições presidenciais de 2007, havia obtido o apoio de quase um quinto do eleitorado francês, viu-se relegado para uma percentagem bem mais modesta no escrutínio deste ano e, após isso, não conseguiu sequer ser eleito deputado. Devo dizer que achei de uma nostálgica sobriedade a sua frase de que, agora, iria "visitar o país do silêncio".
Noutro registo, mais humorístico, um antigo ministro, Renaud Donnedieu de Varbes, deixou, há uns anos, uma excelente frase qualificadora desse apagar das luzes da ribalta (que deixo em francês, para melhor ser apreciada): "Passer de ministre à promeneur de son chien suppose un énorme travail sur soi-même".
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