quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Dona Marisa


Marisa Letícia foi uma mulher muito bonita. Lula conheceu-a quando era dirigente sindical. Um dia, ela surgiu no seu escritório, como viúva, para tratar de uma questão relativa ao seu falecido marido. Lula confessou mais tarde que "complicou" o processo para forçá-la a ir por lá mais vezes... E casaram.

Era uma mulher simples. Mostrava-se sempre pouco à vontade no cargo de "primeira dama", cujos rituais cumpria a custo. Evitava, tanto quanto podia, ocasiões sociais e nelas, como é sempre típico de quem assim se sente, colava-se a amigos ou a quem lhe desse alguma atenção.

Era muito protetora de Lula e, em especial, uma feroz fiscalizadora dos seus abusos: "Se dona Marisa autorizasse, eu pedia uma aguardente portuguesa aqui ao nosso embaixador", recordo-me de ouvir, um dia, de Lula, num jantar oferecido na nossa residência em Brasília. E ela anuiu, sorrindo.

Marisa era ferozmente "petista" e teve a ousadia, algo irresponsável, de pedir ao jardineiro do palácio de Alvorada desenhasse no jardim, num canteiro, uma estrela de flores vermelhas, o símbolo do PT, episódio que deu algum escândalo.

Quero crer que Lula, sem dona Marisa a seu lado, sentir-se-á ainda mais fragilizado, neste tempo, político e pessoal, altamente complexo que atravessa. Para o meu amigo Luiz Inácio Lula da Silva, deixo um abraço sentido de pesar pela morte de dona Marisa.

5 comentários:

Anónimo disse...

Aprecio a sua coragem desassombrada de dizer as coisas que pensa

CSC

Joaquim de Freitas disse...

Bons sentimentos solidàrios, Senhor Embaixador.

Cícero Catilinária disse...

É isso, caro Embaixador, os amigos, os verdadeiros, são-no para sempre e em qualquer circunstância.

Anónimo disse...

O que foi escrito sobre Dona Mariza nessa curta biografia, nada se refere a ela, mulher que gostava de festas, recepções de muita bebida, fumava e não queria nada com as atividades beneméritas que toda 1ª dama se ocupa. Em 8 anos não fez um único discurso, gostava de estava sempre presente em todas as viagens do Lula, para vigiá-lo por causa da amante do Lula, dona Rose, que dava muito trabalho para o serviço de segurança, pois seu nome nunca constava nas listas oficiais. Único pronunciamento nacional que a referida biografada fez, em conversa gravada com seu filho, por conta dos processos da lava-jato, mandou os brasileiros enfiarem as panelas no c*.

Anónimo disse...

Ainda existem pessoas que perdem tempo em lamentar a morte de este tipo de gente. ora ora, tenham juizo. Respeitem os milhões e milhões de pessoas que vivem na miséria e na exploração, para que esta gente tenha sitios, triplex e por ai vai. A mim não me enganas tu.