terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Paraquerdismo autárquico

Devo ser eu quem não está com o "ar do tempo", mas devo dizer que tenho alguma dificuldade em aceitar a prática, que está a começar a tornar-se partidariamente endémica, de figuras políticas saltitarem entre municípios, para tentarem potenciar as hipóteses do seu partido ganhar mais Câmaras.

O poder local não é isto, é para ser exercido por quem está no dia a dia nas terras a que concorre, quem lhes conhece bem os problemas e as gentes. E é ridículo - e denota oportunismo - andar a saltitar de um lado para o outro. A resposta devia ser dada pelos eleitores, mas a cegueira, somada ao carneirismo político, é muita.

(Sei que alguns amigos não vão gostar do que acabo de escrever, mas é vida!, como costumava dizer um outro amigo que ontem mudou a sua)

6 comentários:

Bmonteiro disse...

Um Regime bloqueado. Desde o início do sistema.
Com o eterno deputado por Faro, Mr João Soares-PS,
assim com emprego permanente para a vida.
Uma Nova Classe, a lembrar a da Jugoslávia de Milovan Djilas, logo, dissidente.
Foi a dupla Passos-Portas que arremedaram uma Reforma do Estado?
Isso, é para países com outra gente. Caso Canadá anos 80/90.
Vale, a Reforma Relvas.
As oligarquias partidárias agradecem.
Nada a fazer, enquanto houver dinheiro, mesmo que emprestado por agiotas do exterior.

Manuel Silva disse...

Senhor Embaixador:
Estou completamente de acordo consigo.
Isto resulta de mais uma entorse ao funcionamento da Democracia entre nós.
Porque são as 308 eleições para os municípios todas no mesmo dia?
Para se tirarem ilações nacionais e fragilizar os governos?
Mas quando se passa o contrário, haver legislativas a meio dos mandatos autárquicos, os presidentes da câmara de certos concelhos em que o seu partido foi copiosamente derrotado nunca são postos em causa.
Somos mesmo muito peculiares em arranjar problemas onde eles não deveria existir.

Anónimo disse...

Absolutamente de acordo. Ainda me surpreendo com a transferência do actual Presidente da Câmara da Guarda, vindo de Gouveia. Tenho raízes por ali, onde nasci. Bem sei que parece ser tudo quase o mesmo, pelo menos ao nível de Districto, mas não é. Políticos! Ou, pelo menos, o que nos calha em sorte!

josé ricardo disse...

Também me queixo há muito disso (e de outras coisas mais). Coloco sempre a mesma questão: por que raio esses candidatos paraquedistas conseguem ser eleitos? E a resposta surge, invariável e lastimável: não temos ainda capacidade de discernimento político: somos PS ou PSD e somos benfiquistas ou portistas. Os olhares para estas duas atividades são, infelizmente, muito similares.

Anónimo disse...

Existe sempre quem seja sempre do Sporting Clube de Portugal.

Renato disse...

É oportunismo, que só pode ser r egulado por Lei impeditiva, mas o mal não é só nosso, vejam o caso dos Pare no Reino Unido e o dos Senadores em Itália.
O Poder dá benesses que ninguém quer perder. A Missão em Politica existe e muitos casos, mas há como em todas as atividades o «Bem Estar», que não querem perder.