quinta-feira, 10 de março de 2011

George Soros

George Soros é uma curiosa personalidade do mundo da finança internacional. Especulador e milionário americano, nascido na Hungria, é, simultaneamente, uma figura que reflete com profundidade sobre o mundo político-económico. Tem sido objeto de muitas críticas, pelo caráter das suas atividades financeiras, que lhe valeram já algumas acusações judiciais. No seu lado de filantropo cívico, desempenhou, nos anos 90, um interessante papel, através da organização "Open Society Institute", no apoio às forças democráticas dos países do centro e leste europeus.

Há muito que o leio e já foram algumas as vezes em que o ouvi - de Nova Iorque a Estrasburgo, de Londres a Genève. Tal como ontem aconteceu, ao final da tarde, numa organização da Fundação Calouste Gulbenkian, aqui em Paris, onde manteve um interessante debate com um destacado empresário francês, Henri de Castries, presidente da seguradora AXA.

As regras de assistência a este tipo de debates impedem que se cite o que neles é dito, embora possa ser adiantado que Soros, pelas ideias que defende, está muito longe de ser um liberal fundamentalista, podendo mesmo classificar-se, sem dificuldade, numa linha neo-keynesiana. Filosoficamente, afirma-se um seguidor de Karl Popper, o que, conhecidas as vantagens que o mercado lhe traz, talvez justifique o "labéu" liberal que carrega.

O único "leak" que é possível fazer do que ontem disse, porque foi a única coisa explicitamente "on the record", foi a rejeição da acusação de ter participado no "infamous" jantar (reportado pelo "Wall Street Journal"), em Nova Iorque, em Fevereiro de 2010, que teria reunido dirigentes de "hedge funds", onde, alegadamente, teria sido discutido um ataque especulativo contra o euro, no início do agravamento da crise grega, em Fevereiro do ano passado. George Soros disse ao auditório que isso não passava de uma "urban legend", que podia garantir que, na ocasião, o tema não ocupou mais de cinco minutos de discussão e que havia um pequeno pormenor, quiçá dispiciendo: não tinha estado presente nesse jantar! Para acrescentar que essa foi mais uma "invenção" típica dos jornais de Rupert Murdoch.

6 comentários:

Helena Oneto disse...

Por muito estranho que possa parecer, tenho uma certa admiração pelo filantropo George Soros. Tenho pena de não ter assistido ao debate na Gulbenkian.

Anónimo disse...

Pois... Soros soros,basicamente perfundidos em seu/dele favor...

Agora... Podia especular na base da geração/criação de postos de Emprego.

"Vai investir 1 bilhão do seu próprio dinheiro em tecnologia de energias limpas"
Parece-me bem, para um começo.

Mas ainda bem que não fui, não podia, nem ia, também não era lá chamada,mas ver-me a braços e a ambivalências de não poder dizer especulativamente o que se falou ...

Isabel seixas

Jose Martins disse...

Senhor Embaixador,
George Soros não é uma curiosa personalidade, mas curiosíssima no mundo da finança.
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Não cheguei a perceber a personalidade do Soros se de facto o homem tem mesmo dinheiro ou se um agente da finança dos Estados Unidos.
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Eu explico, por exemplo, a Tailândia e países do Sudeste Asiático, depois de um sono profundo no aspecto do desenvolvimento despertaram a partir do ano de 1990.
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A cidade de Banguecoque que antes era de casas baixas e de madeira de teca, nasce uma floresta de gruas pela baixa de Banguecoque e constroiem-se edifícios de mais de 20 andares.

Havia dinheiro, muito trabalho e de quando eu seguia para a embaixada às 6 da manhã uma discoteca de um hotel que encerrava à meia-noite, a folia chegava até às 7.
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Eu já a viver há uns 13 anos em Banguecoque estranhava aquela folia. Pela noite adiante os camiões betoneiras não paravam a despejar cimento nas construções a erguer.
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O whisky era a bebida da gente grada da Tailândia e nas festas o “chá da Escócia” , é esquecido e, moda, as senhoras, verem-se nas festas com o seu copo de vinho.
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Eu como representante do ICEP entusiasmei os empresários portugueses, no ramo de vinhos, se deslocarem a Banguecoque para ser lançada a “pinga” portuguesa. Vieram e foram abertas duas lojas de vinhos... Uma exclusiva de vinhos do Alentejo e outra de regiões variadas.
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Ora a abundância do dinheiro que havia na Tailândia e nos países vizinhos eram obra de empréstimos do Soros, se dele ou não pouco interessa.
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Mas o facto foi que o Soros retira o capital investido na Tailândia, entra este Reino em recessão, fecharam as duas lojas de vinhos portugueses (outras foram na onda), calaram-se muitas gruas espalhadas pela cidade e prédios ainda, em algumas zonas, ainda estão a meio e terão de ser derrubados, porque devido a erosão da armadura de ferro não podem seguir mais para cima.
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Não sabia quem era o Soros e fui desde logo comprar a sua biografia, li meia dúzia de págias e arrumeio-o numa prateleira.
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Esse cavalheiro, gosta de dinheiro, como o macaco por banana, estragou o negócio de vinhos portugueses na Tailândia e eu perder o lugar de representante do ICEP.
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O Soros retirou os dinheiros que tinha emprestado aos bancos e deu aso ao colapso económico do Sudeste Asiático que chegou ao Japão.
Saudações de Banguecoque
José Martins

Helena Sacadura Cabral disse...

A mim, e um pouco à semelhança da Helena O. este homem causa-me sempre sentimentos contraditórios. De um lado, uma grande desconfiança e de outro uma enorme atracção. Vá-se lá entender a racionalidade feminina...

patricio branco disse...

especulador mas tambem definido como filantropo. Personagem curiosa e simpatica no mundo da finança

Anónimo disse...

Admiro muito George Soros!
Ele é um bilionário brilhante.

O Brasil precisava de um bilionário filantropo como ele.

Temos bilionários, mas eles não são bons filantropos como é George Soros.