sábado, 24 de julho de 2010

Suissa

Ontem, numa emissão da RTP dedicada às comunidades portugueses no exterior, ao ser referido um tema de literatura, apareceu a identificação de um cidadão como residente em Genebra, na "Suissa".

É claro que o escriba da legenda não estava a procurar transcrever a forma antiga do nome do país alpino. Fê-lo, obviamente, por efeito dessa iliteracia que hoje se propaga como endemia, sem vacina à vista, na nossa comunicação social, que leva a erros de calibre bem mais chocante, de que as legendas que correm no fundo dos telejornais são recorrente sintoma.

O grande problema é que, no caso vertente, e muito provavelmente, ninguém fez qualquer observação ao "jornalista" em causa, os poucos que terão notado o erro não o devem ter considerado relevante e, dessa forma, tudo vai continuar na mesma. Aliás, é nessa "cultura" de facilismo e de falta de exigência que alegremente prossegue o "serviço público" fornecido por essa boa ideia transformada em tragédia "pimba" que dá pelo nome de RTP Internacional.

10 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador,
Se fosse só a comunicação social...
Então e os ministros que dizem "eles há-dem"?!

Helena Sacadura Cabral disse...

Lembrei-me de outra muito comum entre autarcas: há-des e "probalidade". É um terror ouvi-los!

Anónimo disse...

No caso da chamada "comunicação""social", não é só a cultura do facilitismo e de falta de exigência que leva a que se não procure corrigir o abastardado português que os seus profissionais praticam; ler um jornal, hoje, é ter de engolir uma tal quantidade de asneiras que seria uma tarefa digna de titãs corrigi-las todas.

Eduardo Duque disse...

Genebra (em francês: Genève, em alemão: Genf, em italiano: Ginevra e em Romanche: Genevra) é a segunda cidade mais populosa da Suíça, (após Zurique). Situada onde o rio Ródano sai do Lago Genebra (conhecido em francês como Lac Léman), é a capital da República e Cantão de Genebra.

A cidade propriamente dita tinha em janeiro de 2009 uma população de 183.287[1], e o cantão de Genebra contava 446.106 habitantes[1]. A região da França limítrofe contava 293 000 habitantes.

Genebra é, depois de Nova Iorque, o centro mais importante da diplomacia e da cooperação internacional em razão da presença de inúmeras Organizações Internacionais, incluindo a sede de muitas das agências das Nações Unidas e da Cruz Vermelha (ver Indice). É por isso também conhecida como "Capital da Paz". Aqui foram assinadas as Convenções de Genebra que dizem sobretudo respeito ao tratamento de não-combatentes de guerra e Prisioneiros de Guerra.

Genebra é considerada um dos mais importantes centros financeiros do mundo, estando à frente de Tóquio, Chicago, Frankfurt e Sydney segundo a Financeira Global Index. Um exame feito pela Consultoria de Investimentos Mercer em 2009 a classifica como a terceira cidade com maior qualidade de vida no mundo (após Zurique).


Genebra »» Geneve
Portugal »» Portugallio
Inglaterra »» Reino Unido
USA »» Estados Unidos
Etc. Etc.

Sem criticar a sua merecida "crítica", só mudam as moscas!!

Anónimo disse...

Bem
Não tiveram a tia Laurinha de professora primária, cada "prevaricação à palavra convencionada " estalada e depois no mínimo a partir de cinquenta vezes escrever as palavras difíceis nas entrelinhas da cartilha João de Deus...Dependendo a quantidade do seu humor...

Era a vida...
Se calhar bem feita...
Já estou por tudo... Quase.
Isabel Seixas

Duque disse...

Sem que discurso eu pedisse,
ela falou, e eu escutei.
Gostei do que ela não disse;
do que disse não gostei.

patricio branco disse...

estranho que em português se diga "suiça" e em francês "suisse". coisas da lingua, mas neste caso só um etimologista poderia explicar a diferença de ortografia, ou não viessem as duas do latim

juliomoreno disse...

Comentário a um comentário…
Comentário a um comentário sobre um tema que me é caro: a língua portuguesa, e que eu bem gostaria de ter aprofundado em devido tempo já que agora será tarde pois “burro velho não aprende línguas”, nem que seja a sua!...
Voltando ao assunto e, depois de declarar o meu total apoio ao Senhor Embaixador pelas suas considerações neste post, direi ainda que, coisas há que a ciência, no seu estado actual, não saberá explicar muito bem ainda. Entre elas estará esta coisa esquisitíssima a que se chama “hereditariedade”.
Meu avô paterno, filólogo, pedagogo, dicionarista, gramático, prosador e ligeiramente poeta, Augusto Moreno, de seu nome, natural de Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta, mas brigantino, como se considerava, e sempre transmontano de alma e coração, ter-me-á deixado esse gene que me faz arrepiar a pele sempre que ouço ou leio coisas como “alavancar” a economia, “agilizar” a acção, confundir “a moral” com “o moral” e outros mimos linguísticos com que a comunicação social de hoje, tanto a oral como a escrita (não obstante os correctores ortográficos que hoje equipam a grande maioria dos computadores e processadores de texto – e creio que o “Magalhães também ), nos vem brindando.
Acredito que uma língua, e para mais sendo viva como a nossa é, terá, por definição, necessidade de crescer, de melhorar, de se ataviar com roupagem nova (tanto mais que acabámos de chegar à Europa!) mas, como tudo na vida, deverá fazê-lo dentro de certos limites e com bem alicerçadas razões, tendo sempre em consideração a natureza das próprias raízes não vá a planta crescer, doente ou deformada, como me parece que estará a acontecer pelo que já não sei se tal mutação ficará na história ou na estória!
Virá talvez a propósito recordar o novíssimo acordo ortográfico onde a predominância do brasileirismo é tão evidente e tão empurrada, casa adentro, pelas telenovelas que nos preenchem o quotidiano que não sei se algum professor de português terá mais coragem de apontar como errado ao seu aluno que, querendo descrever como o criminoso foi preso pela polícia, escreva como terá ele sido pego, isto do mesmo modo que a maioria dos programas informáticos costumam conter a seguinte ressalva “português do Brasil.” nenhuma menção fazendo ao “português de Portugal.” – (Julgava o Bill Gates um pouquinho mais culto!...)
Concluiria dizendo que será caso para pasmarmos porque, pela primeira vez na história do planeta (e tema, talvez, para um futuro Nobel de Física) que a água do rio estará, algures, correndo da foz para a nascente…

juliomoreno disse...

Em aditamento ao meu "comentário a um comentário" que o Senhor Embaixador teve a amabilidade de consentir que fosse aqui publicado ontem, não resisto a transcrever o post que acabo de colocar no meu blog e que, com o tema em questão. se relaciona.
Segue a transcrição:
"Interviu!
"Acabo de saber, às 23h40 deste dia 10 de Fevereiro de 2011, por notícia transmitida no canal 4 da minha televisão, sintonizado na TVI, esta coisa extraordinária (!), maior mesmo do que a crise que atravessamos: - Ouvi a locutora dizer que o Banco Central Europeu "interviu"...

"Não acham extraordinário que um Banco, ainda por cima Central e Europeu, que não é propriamente um banco qualquer e muito menos uma mísera cadeira (!), tenha "intervisto"?

Eu cá por mim acho. E tanto acho que me apresso a dar a notícia aqui e a pedir a quem me leia e tenha, porventura, influência junto daquela estação televisiva - não confundir com "apeadeiro" pois que de uma estação verdadeiramente se trata - no sentido de mandar a senhora locutora para a pré-primária pois só recomeçando aí talvez consiga aprender a falar português "inda" por cima ao microfone ou lá o raio que isso é!...
publicado por avm.lulio às 23:44
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Fernando disse...

"Suisse", "Swiss", "Swissland", "Suisa", "Suis", "Suissa", "Sô̤i-sê̤ṳ", "Swisa", ... a maioria das línguas escrever com "S", pra que sermos diferentes?

Quiçá, o editor de texto tenha confundido por analogia de que, mundialmente, se prefira a "S" à "Ç".