sexta-feira, 23 de abril de 2010

Também Marselha

Ouvir do "maire" de Marselha, Claude Gaudin, um elogio resgado à seriedade e qualidade profissional da empresa portuguesa de construção FDO, encarregada de várias obras na cidade, foi uma muito agradável sensação. Uma empresa que opera com pessoal exclusivamente português, sob a liderança local entusiasta de Ulysses Paredes, um luso-francês cuja credibilidade e competência conquistou por completo os marselheses.

Neste "non-stop" que foi a minha deslocação a Marselha, urbe de muito complexos contrastes, onde 35% de imigrantes nos transmitem a impressão de se estar numa espécie de "cidade aberta", quis também expressar o meu apoio ao esforço de trabalho na área económica que agora começa a ser feito pelo LusoForum des Affaires, onde se procuram congregar também representantes de outros países de língua portuguesa, naquela que me parece ser uma direção certa de trabalho.

Essa mesma disposição de operar na base comum da lusofonia encontrei-a na professora Ernestine Carreira, diretora do departamento de estudos portugueses e brasileiros em Aix-en-Provence, que me ajudou a perceber o muito que nos falta fazer na área cultural.

Como sempre me acontece no termo destas rápidas viagens a cidades francesas, saio de Marselha com a vontade de dar impulso a várias dimensões das nossas relações bilaterais, a coisas que estavam ou ficaram "no ar", para a dinamização das quais vai ser preciso mobilizar agora boas vontades em Portugal. A vida diplomática prova que, muitas vezes, isso não é fácil. O que não deve ser razão para se desistir de tentar.

1 comentário:

Anónimo disse...

" O que não deve ser razão para se desistir de tentar."
Ai Senhor embaixador...

Tenho andado a testar a intensidade do meu síndrome de privação do Duas ou Três Coisas, a dependência física embora converja em sofrimento consigo dissimula~la , agora a psicológica...

Faz-me simplesmente ceder à dimensão Maquiavel da tentação...

O problema é o fenómeno "Entorno" nomeadamente o olhar... Da família nuclear, já chegou à comiseração, sabe? À coitadinha "Caso Perdido"...

O meu marido desenvolveu um ciume patológico do portátil,enfim continua a acreditar que a inteligência da mulher "deve" traduzir-se maioritariamente de forma visível e pragmática na cozinha "vitrocerâmica, microondas´, forno elétrico,forno a lenha, grelhador, mesa,empratar estética gastronómica/estimulador/Sentidos, lava loiças(independentemente de ter as unhas pintadas à francesa)aspirador , balde e esfregona " .

Os meus filhos incrédulos querem à viva força incutir-me um juízo cómodo que a Era é deles...Traduzindo à letra o computador sempre livre(Faltava essa, logo a mim)

Agora Nasce a lei nasce a trapaça,
A droga o antídoto e o inibidor de efeitos secundários...

Também Marselha
Obviamente,que seria de nós se não houvesse nada a fazer... Oh inventámos...
Pelo menos duas ou três coisas...
Ninguém aqui... É inocente...
Muito menos os seus fãs que lhe fazem jus.Claro todos eles sem excepção, exatement mesmo os mal criados claro !Isso fomos nós que convencionamos...
Hum...
Que cheirinho a proximidade de 25 de Abril...
Adoro
E acredito mesmo na liberdade...
Isabel Seixas
Claro que não conheço Marselha,obrigada pela partilha do seu olhar, por agora tenho dois filhos a estudar... É o que se diz por cá "O dinheiro não dá para tudo, infelizmente nem para todos"

Claro que sou Feliz