sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pereira Gomes


Há dias escrevi isto por aqui:

"Para a coordenação dos serviços de informação acaba de ser nomeado o embaixador José Júlio Pereira Gomes, uma excelente escolha do governo, avalizada pela oposição. Trata-se de um qualificadíssimo diplomata, do melhor que existe nas Necessidades, sereno, culto, com imensa experiência em matérias de Estado."

Não retiro uma linha ao que escrevi, mesmo depois da polémica suscitada nas últimas horas em alguns setores para-políticos e de imprensa. É tudo - mas tudo, porque não alimento demagogias! - o que se me oferece dizer. Conheço o suficiente da questão para poder ter a consciente serenidade de manter esta posição.

5 comentários:

Anónimo disse...

O que interessa neste caso é o que irá sair da audição parlamentar. E se for a votos na A.R. o nome de Pereira Gomes deverá ser chumbado. Com os votos contra do PSD e do CDS. Quanto ao BE e a CDU, ou votam contra, ou se abstêm, o que vai dar ao mesmo resultado. O chumbo dessa nomeação. De resto, até no seio do PS não há grande consenso. O PM deveria ter tido o cuidado de avaliar melhor essa escolha antes de ter avançado para ela. E aquilo que o jornalista do Público escreve não é despiciendo. É uma denúncia de atitude muito grave. Daí que, não vale a pena estar a vir em defesa de JPG. Ele que se defenda no lugar apropriado: a Assembleia da República. Em resumo, não me admiraria que o nome de JPG para as tais Secretas acabasse por vir a cair.

Anónimo disse...

O antecessor que se saiba à data da sua saída ainda não estava escolhido para o Supremo, mas os media morderam a ideia de que saía para ir para lá.
O sucessor é escolha de primeira água, difícil ser mais qualificado. Ir ressuscitar agora lutas de egos de há anos que desabonam não em favor dele, mas de quem, em boa linhagem, já demandava o protagonismo não é inteligente. Levante-se quem encontrar melhor escolha. Tempo para nos livrarmos de demagogos que serão removidos nas próximas eleições.

Anónimo disse...

Está tudo muito certo. Ambos os comentadores têm razão; mas uma coisa é certa, com esta polémica toda, se for escolhido, não vai ter vida fácil porque está já ferido de morte.

Unknown disse...

Sobre o dever corporativo temos obrigação de ter experiencia. Salazar e os "democratas" rentistas obrigam.

Anónimo disse...

Este foi-se e não chegou sequer a ser.