sexta-feira, 2 de junho de 2017

Global challenges


Estão abertas as inscrições para a 3a. edição do "Global Challenges", o curso organizado pelo ISCTE, ministrado em inglês, a ter lugar de 25 a 29 de setembro de 2017.

Tal como nas edições anteriores, farei parte dos docentes deste curso, desta vez num painel com Marina Costa Lobo e Jaime Nogueira Pinto.

4 comentários:

Anónimo disse...

Boa noite sr embaixador

Peço desculpa por perguntar, mas tem sentido o curso ser ministrado em inglês? serao tantos os alunos estrangeiros que venham a frequentar o curso, ou é mais com intençao de habituar os proprios alunos portugueses às nuances da lingua inglesa nas relaçoes internacionais?

Pergunto-me se os conhecimentos da nossa lingua por parte dos alunos portugueses sera assim tao bom que a possamos dispensar e trocar pela inglesa.

Nem um unico conferencista estrangeiro. Todos portugueses. A falar em inglês?... E dominam todos o inglês de forma tao excepcional que seja proveitoso para os alunos os ouvir falar na lingua de Milton? ou é mais um inglês de trazer e andar por casa, que nao trara melhoras nem progressos à qualidade do inglês falada ou escrita pelos alunos?

cumprimentos


Pequena farpa: nao admira que defenda o acordo ortografico!...

Francisco Seixas da Costa disse...

A esmagadora maioria dos alunos são estrangeiros e não entendem português. Talvez o Anónimo da 1:00 devesse saber que, como acontece nas grandes universidades portuguesas (a exemplo do que se passa um pouco por todo o mundo), há vários cursos ministrados exclusvamente em inglês, sem o que não seria possível a captação de estudantes estrangeiros

Anónimo disse...

Talvez o senhor embaixador nao devesse insinuar que o nao sei. Ora, nao é por haver cursos ministrados em inglês, evidentemente feitos com o intuito de captar alunos estrangeiros, que estes aparecem. Dai a minha pergunta, que a sua primeira resposta, em parte, esclarece. Continuo, no entanto, a crer que a existência de cursos ministrados em lingua estrangeira depende do assunto lecionado. Na minha ignorância, porque nao sou dessas areas, nem da sua, nao fara muito sentido ensinar um curso de direito constitucional ou de historia medieval portuguesa em inglês, em Portugal. Mas posso estar enganado, dai perguntar.
Continuei sem entender muito porque nao havia conferencistas estrangeiros.

cumprimentos e obrigado pela sua resposta

Isabel Seixas disse...

Defendo o acordo ortográfico, como defendo os cursos ministrados em Portugal por professores portugueses e em Português, Claro.
Cada vez mais em Português claro, o que não invalida ensinar os estrangeiros e estimulá-los a aprender português e ou a fazer pausas durante as aulas com traduções para inglês ou outra língua por exemplo francês e ou espanhol ou a língua do país do estudante.

O Estudante e ou aluno que como professora a meu ver e de acordo com a filosofia do processo de Bolonha deve ser o protagonista principal, sem sombra de dúvida, daí considerar que o planeamento inteligente neste contexto, para captar candidatos e promover a aprendizagem, deverá incluir também e pelo menos além do Português uma vez que o curso vai decorrer em Portugal, outra, ou outras, reforço,linguá do domínio dos candidatos que vão frequentar efetivamente o curso.

Mas é a minha opinião, valeu-me quando lecionava na grande Escola de Enfermagem de Chaves cuja maioria dos estudantes continuam a ser espanhóis há alguns portugueses, todos grandes embaixadores flavienses porque vão trabalhar para o mundo e sempre que sabia nas minhas aulas traduzia o português para espanhol certificando-me que o estudante percebia o significado literal do conteúdo semântico em português e em espanhol, aprendi imenso .

Ah, como sabe não tenho a categoria de um professor do ensino superior Lisboeta.Bem gostava.