terça-feira, 23 de maio de 2017

Forum parlamentar luso-espanhol

Síntese dos tópicos que usei na intervenção que ontem fui convidado a proferir na sessão de abertura do Forum parlamentar luso-espanhol:
  • Virtualidades da diplomacia parlamentar na política externa e europeia. Reforço da legitimidade europeia através dos parlamentos nacionais.
  • Articulação hispano-portuguesa na construção europeia. "Lessons learned"
  • A imperiosa necessidade da "atualização" dos modelos de cooperação transfronteiriça existentes.
  • A questão da "ilha energética" peninsular, os problemas das interligações com França e o que sobra (ainda) para a nossa agenda bilateral. 
  • Almaraz e o problema da confiança, no seio da "cultura de vizinhança" na Península. Questão é muito mais do que energética, ambiental, de segurança física e territorial. Importante que Espanha perceba bem a sensibilidade da questão entre nós.
  • Crise europeia. Estado da arte e razões de preocupação. Ensaio de explicações.
  • As incógnitas europeias sobre a "nova" França.
  • Papel agregador do euro. O que falta completar da União Económica e Monetária. As lacunas da União Bancária. A "aposta" peninsular no euro.
  • As "hesitações" alemãs sobre a UEM. O "Catch 22" em que Berlim pode fazer cair a Europa.
  • Os cenários dos Livro Branco da Comissão Europeia. A "inevitabilidade" e os "riscos" da integração diferenciada.
  • Um orçamento para a zona euro. A necessidade imperiosa da evolução do Mecanismo Europeu de Estabilidade para um "fundo monetário europeu". A fuga à intergovernamentalidade para o combate aos futuros choques assimétricos. A ideia do subsídio de desemprego europeu e outros instrumentos "sociais", como fator compensatório da "centralização" institucional em torno do euro.
  • O efeito Brexit no futuro orçamental da UE. A aparente dualidade de posições de Portugal e Espanha na avaliação do relatório Monti sobre recursos próprios.
  • A discussão sobre a sustentabilidade financeira dos avanços sobre a defesa e segurança no cenário europeu. O efeito Trump na segurança europeia.
  • Nota final: Portugal e Espanha nas relações externas da União. Necessidade de um urgente impulso no acordo comercial UE-Mercosul.

2 comentários:

Anónimo disse...

Muito bem. Faltam, com a devida vénia, dois pontos:

- diferença de competitividade entre um e outro país;

-desaproveitamento por Portugal da vantagem competitiva potencial ( desinvestimento/ oportunidade perdida da não aprendizagem do espanhol desde cedo, que permitiria o alargamento do mercado de trabalho local aos portugueses).

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Anónimo das 5:19. Acha que 15 minutos davam para mais?