segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O presidente e o país

O país divide-se na sua apreciação sobre as movimentações do presidente da República.

Uma parte acha que a sua "agitação" é positiva, que está criado um ambiente favorável à sua presença constante um pouco por todo o lado, que esse é o segredo da real descrispação que o país hoje vive. Outra parte - e sente-se que essa parte cresce, dia-após-dia - acha que o presidente está a ir longe demais naquilo que pode funcionar como uma certa banalização da sua figura, e teme por isso. Outros ainda começam a achar que o chefe do Estado entrou numa deriva presidencialista que coloca em causa os equilíbrios de poder com o governo.

A estes três grupos soma-se um outro, o que já "perdeu a paciência para o Marcelo": são as "viúvas" e os "viúvos" de Cavaco, os que, com raiva, o viram um dia entrar de rompante num congresso do PSD e "roubar o show" a Passos Coelho, os que não tiveram outra solução senão votar nele, os que cedo acordaram do sonho frustrado de o ver desmantelar a geringonça, os que acham que já chegou o tempo de denunciar o que lhes parece ser um "fazer da cama" de Passos Coelho, a partir de Belém.

O "Observador" é o órgão oficioso deste último grupo, desde as insídias nas "newsletters" aos (principalmente às) colunistas descabelado/as. Durante meses foram afinando a pontaria, das pequenas graçolas às bicadas mais ou menos subtis. Agora, já se soltaram e à vista da consoada, vendo-se sem prenda no par de botas em que se meteram, perderam as estribeiras. Já perceberam que este ano não vão ter Boas Festas e de que estão muito longe de poderem vir a ter um Feliz Ano Novo. A eles, apetece-me dizer a palavra que, lá por Vila Real, lançamos àqueles com quem nos cruzamos na rua, depois da missa do galo e até aos Reis: "Continuação", é o que sinceramente lhes desejo...

12 comentários:

Anónimo disse...

O problema é que , diz Vital Moreira, :- Não basta manter em relação ao Governo uma inequívoca neutralidade político-partidária, que a sua função constitucional exige, mas também manter uma prudente distância política, que a separação de poderes recomenda.
Será que Vital Moreira também é descabelado?

João Vieira

Anónimo disse...

Eu penso essas duas primeiras, pode ser? Mas sem achar, todavia, que é a ele, apenas, que se deve a distensão social.

Anónimo disse...

João Vieira, Obviamente, Vital Moreira está no segundo grupo de críticas e não no terceir, dahhhh!

Jose Martins disse...

Não tarda, depois da engraxadela dos sapatos em Cascais ver o prof. Marcelo ir beber uma ginginha às Portas de Santo Antão de quando em quando.
O prof. Marcelo, na giria, é fixe!

Anónimo disse...

Muito bom dia.
Raramente comento blogues porque, as mais das vezes, os contra-argumentos são tudo menos isso, para não falar na grosseria.
Mas, a meu ver, tal como o comentário do Sr João Vieira salienta, se calhar existe algum exagero de todas as partes, incluindo o autor. O actual titular do órgão de soberania PR (toei nele) talvez esteja a contribuir para diminuir as desconfianças dos cidadãos comuns em relação ás instituições, e isso é importante, coisa que o anterior PR me parece que fez pouco. Mas este último exemplo, Cornucópia, era bem desnecessário. Viver na mesma terra que LMCintra, apreciar o bom teatro que por lá se foi fazendo, porventura serem amigos, não são suficientes para torpedear as interdependências e sobretudo a separação de poderes. Para mais, quando o PR refere publicamente e bem, que recados, preocupações, são para dizer olhos nos olhos ao PM, sem notícia pública. António Cabral.

Anónimo disse...

Marcelo está a revelar-se o Sarkozy português. Mete-se em tudo.

Irá ter o mesmo fim, não sendo reeleito?

Anónimo disse...

Ó Freitas, manda vir mais uns refugiados das "arabias". A coisa prmete ainda ontem em Berlim se viu mais um episódio. Continua a arranjar alojamento para eles.

Mal por Mal disse...

Marcelo é tal qual o pai quando era pecanininho!

ignatz disse...

“O Marcelo diz que foi à estreia de “O Misantropo” em 1973? Hã? Ca mentiroso, jasus. É que era eu que tratava dos bilhetes, tenho memória infalível, era a nossa estreia e sei lindamente quem foi (muitos já morreram…) e quem não foi”, escreveu Silva Melo.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/fundador-da-cornucopia-chama-mentiroso-marcelo-101638

Anónimo disse...

Mas porque falhou o negócio das avestruzes em Portugal?

Mariconço Esquerdino explica que o conjunto imenso de areal na cabeça dos políticos, provocou a transumância dos seus cérebros e morte dos rspectivos corpos.

Anónimo disse...

@Anónimo 20 de dezembro de 2016 às 15:26

Olhe que a areia das praias Portuguesas não são para brincadeiras.

Areias de concelho comunista bloquearam marines dos EUA
http://www.dn.pt/portugal/interior/areias-de-concelho-comunista-bloquearam-marines-dos-eua-4845055.html

Não se fazem Normandias como antigamente: areia comunista impede invasão de Portugal
https://www.youtube.com/watch?v=lBvdk9TYHf8

Anónimo disse...

Tem toda a razão, as areias estão mais movediças para as bandas dos "porreiro pá"....e e dos chamuças ...vão ter um lindo futuro e quem vai pagar, já não será minha geração nem os fados das cornucópias...