domingo, 5 de junho de 2011

"Os donos de Portugal"

Ontem, numa cálida noite vila-realense, alguém me fazia notar que a história eleitoral portuguesa mostra que, na realidade, as grandes decisões políticas, aquelas que afetam os equilíbrios conjunturais da vida de todos nós, são tomadas por apenas entre 15 e 20% da população votante.

Segundo esse amigo, os dois grandes partidos da cena política portuguesa mostram ter um núcleo de eleitorado fiel, o qual, aconteça o que acontecer, confere sempre, a cada um, um "score" seguro, que deve andar em pouco mais de 25%. A decisão sobre qual dos dois partidos chega à frente do outro em cada ato eleitoral é, assim, determinada por esses 15 a 20% flutuantes, os quais, no fundo, são aqueles a quem se destinam as campanhas eleitorais. Esses são, na frase simples desse amigo, "os donos de Portugal".

3 comentários:

Anónimo disse...

Mais propriamente os que consolidam os modelos de alternância;

Determinam o dar a vez;

A reposição do stock quando a validade expira;

A arbitragem severa dos cartões vermelhos;

Indiferentes ao virar da casaca usam double face...

Oh! vamos então a isto, merecer o ordenado.
Isabel Seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

Se assim é melhor seria acabar com este tipo anacrónico de campanhas...

patricio branco disse...

é sempre bom haver um 3% partido com uns 16/18% para coligações de governo ou acordos parlamentares. É o caso do RU com os liberais dem e da RFA com os verdes. Gerhardt schroeder fez uma exitosa coligação com os verdes que durou 7 anos.