sexta-feira, junho 01, 2012

Contas

Hoje, alguém me alvitrava, com propriedade, que deveria ser utilizada a expressão "fazer de contas" para significar os arranjos criativos que alguns países europeus estão a desencadear, em matéria da sua contabilidade "para alemão ver" (expressão que, desde há uns tempos, substituiu a histórica "para inglês ver"), com vista a adaptarem-se aos rigores dos limites exigidos pelos tratados europeus.

No desagradável global da situação, uma coisa nos deve consolar: as contas portuguesas, por muito complicadas que estejam, são transparentes, como o reconhecem as instituições internacionais. Assim, no nosso caso, e embora, cada vez mais, precisemos de fazer as contas, já não precisamos de "fazer de contas"...Valha-nos isso!

3 comentários:

  1. As nossas contas serão transparentes mas descobrem-se mesmo assim muitos buracos, quanto mais não seja como figuras de retórica, que me parecem sobrepor-se com frequência excessiva às regras da boa aritmética. Eu preferiria uma sociedade em que as pessoas dissesem mais abertamente ao que vinham, sobretudo antes das eleições.

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  2. Anónimo14:09

    É tal a “transparência” no nosso país, que uns conseguem ver “por um lado” e outros por “outro lado”…nos mais diversos ângulos…
    E para garantia disto tudo, não há como as “nossas” secretas…
    Agora até parece “fino” ter um relatório da vida pessoal “elaborado” nas ditas cujas…

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  3. Anónimo10:52

    Para além da boa fé colocada na apresentação "das contas" continuamos com a outra "boa fé" de que depois das contas feitas, nos vamos reposicionar ao lado de uma França por exemplo, e, não ao nível da Índia; embora se reconheça que é uma grande democracia, riquíssima de exotismo e de uma laboriosa população...

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