Hoje, alguém me alvitrava, com propriedade, que deveria ser utilizada a expressão "fazer de contas" para significar os arranjos criativos que alguns países europeus estão a desencadear, em matéria da sua contabilidade "para alemão ver" (expressão que, desde há uns tempos, substituiu a histórica "para inglês ver"), com vista a adaptarem-se aos rigores dos limites exigidos pelos tratados europeus.
No desagradável global da situação, uma coisa nos deve consolar: as contas portuguesas, por muito complicadas que estejam, são transparentes, como o reconhecem as instituições internacionais. Assim, no nosso caso, e embora, cada vez mais, precisemos de fazer as contas, já não precisamos de "fazer de contas"...Valha-nos isso!