Desde que cheguei a Paris, percebi que tinha um amigo (desconhecido) na Assembleia Nacional francesa. Chamava-se Pierre Bourguignon e era presidente do grupo de amizade França-Portugal, criado entre os deputados franceses. Com total disponibilidade, já usufruída pelos meus antecessores, Pierre foi a nossa "porta" aberta no Palais Bourbon, ajudando a decifrar as coisas mais complexas, sempre de braços abertos para mobilizar os deputados franceses para as questões portuguesas. Graças a ele pude dar conta aos eleitos franceses, com alguma regularidade, daquilo que era a nossa situação económica e política, das nossas opções externas e, muito em particular, daquilo que esperávamos da França, quer em termos europeus, quer em matéria de apoio ao ensino da língua portuguesa. Graças a ele, pude, assim, ajudar muitos deputados a melhor conhecerem um país que muito tem dado à França.
Pierre Bourguignon não será candidato nas próximas eleições legislativas. Hoje veio ver-me, para me dar um abraço de despedida, de regresso a Sotteville-lès-Rouen, onde é "maire". Terra onde há portugueses, por cujos interesses me disse que continuará a bater-se. Sei que o fará. Pierre Bourguignon é um amigo de Portugal. E tornou-se meu amigo para o resto da vida.
Pierre Bourguignon não será candidato nas próximas eleições legislativas. Hoje veio ver-me, para me dar um abraço de despedida, de regresso a Sotteville-lès-Rouen, onde é "maire". Terra onde há portugueses, por cujos interesses me disse que continuará a bater-se. Sei que o fará. Pierre Bourguignon é um amigo de Portugal. E tornou-se meu amigo para o resto da vida.
