quarta-feira, 29 de junho de 2011

Polónia

A Polónia é o maior Estado de quantos passaram a integrar a União Europeia, em 2004. Vai assumir amanhã a sua primeira presidência semestral rotativa, num tempo em que isso tem já um significado um tanto residual, atentas as alterações introduzidas pelo tratado de Lisboa.

Ontem à noite, o meu colega polaco, Tomasz Orłowski, um amigo de há quase vinte anos, na abertura de um concerto que ofereceu em Paris, disse que o seu país tinha como objetivo vir a exercer uma presidência simples e útil. Uma finalidade bem sensata, nos tempos que correm.

Do "logo" da nova presidência transparece graficamente a memória do Solidarność, essa magnífica aventura liderada por Lech Walęsa, que hoje se constata ter sido a primeira verdadeira brecha no muro de Berlim. 

Recordo ainda a emoção partilhada com Jorge Sampaio quando, um dia, em Gdańsk, passámos à porta do estaleiro Lénine. Afinal, tudo havia começado ali.

11 comentários:

Anónimo disse...

Seria talvez sensato que a UE tomasse uma posição sobre isto (PUBLICO):

"França entrega armas aos rebeldes e reacende debate sobre a missão da NATOAjuda financeira
Por Ana Fonseca Pereira
Paris confirma envio de equipamento militar para que os civis "se pudessem defender". Le Figaro adianta que iniciativa visou dar impulso aos rebeldes que lutam na frente Sul"

patricio branco disse...

diz-se que a polónia é a espanha dos paises do leste europeu que entraram na ue.

Fada do bosque disse...

Li a notícia sobre as armas francesas atiradas dos aviões "caça", para os Líbios... a que chamamos nós terrorismo?!
Sr. Embaixador, vi este filme e deu-me vontade de chorar... a União Europeia não vai fazer nada?! Somos nós os verdadeiros piratas da Somália?! Isto não é justo... não é justo!
(1, aos 5:50) 800 barcos de europeus, americanos e asiáticos pilham as reservas de pesca da Somália aproveitando o vazio de poder após guerra civil e queda do ditador; (2, aos 7:00) Espanha e França capturam 500 mil toneladas de atum por ano em águas territoriais da Somália; (3, aos 7:30) as grandes potências contribuem para empobrecer ainda mais uma das regiões mais pobres do mundo, privando a Somália da sua principal fonte de alimentação; (4, aos 8:12) as queixas da Somália à ONU nunca foram atendidas; (5, aos 9:20) barcos ao serviço de entidades europeias e asiáticas despejam há 14 anos bidões com substâncias radioativas e tóxicas, metais pesados (cádmio e mercúrio), substâncias químicas e resíduos hospitalares que contaminam as águas e as praias e provocam doenças; (6, aos 12:40) a Costa do Marfim, o Congo e Benin são vítimas do mesmo tipo de atentados ambientais; (7, aos 14:00) as motivações dos “piratas” – acabar com a pesca ilegal e os despejos de lixo nuclear e tóxico; (8, aos 16:30) a operação Atalanta é lançada pela ONU a pedido da Espanha e de França, custando 6 milhões de euros mensais à Espanha, sem contar com os 500 milhões de euros mensais que pagam os atuneiros galegos e bascos; (9, aos 19:00) tudo isto porque os países ricos esgotaram os seus próprios recursos pesqueiros; (10, aos 19:40) pelo menos um quarto de todas as criaturas marinhas capturadas são devolvidas ao mar mortas; (11, aos 21:25) na internet pode-se comprar uma bandeira de conveniência em poucos minutos e por menos de 500 euros; (12, em 21:40) os barcos agora não pescam, transportam emigrantes em busca de um futuro melhor em países europeus; (13, aos 22:40) se esta tendência não se alterar os recursos pesqueiros mundiais estarão esgotados em 2048.

DL disse...

Que seja diferente da presidência húngara que, por ter sido exercida por quem foi, manchou a reputação da UE como instituição de liberdade e de abertura civilizacional (que vai sendo cada vez menos). Que os líderes europeus tenham deixado passar sem censura as acções de política doméstica na Hungria (restrições à liberdade de imprensa e aos direitos das minorias, entre outros) mostra bem a decadência do projecto europeu. A contrastar com a atitude relativamente à Áustria, há alguns anos.

Anónimo disse...

E bem mais sensato que os disparates guterristas de tornar a EU a economia mais competitiva do mundo...

Enfim, disparates que se dizem desligados de qualquer acção!

Pedro Oliveira disse...

Cara Fada do Bosque... isto tudo é muito triste.
Ali, e na Grécia... tb há "terroristas", no parlamento!

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Anónimo das 17.46: os "disparates guterristas" foram uma decisão aprovada, por unanimidade, pelos então 15 chefes de Estado e governo da UE. Imagino que, à época, o amigo tivesse tido a presciência de prever a evolução do mundo e da Europa. Outros não a tiveram.

Helena Sacadura Cabral disse...

Foi de facto uma aventura magnífica. Lembrar-se-á Sampaio ainda do estaleiro Lenine?! Oxalá que sim.

Helena Oneto disse...

O logo é pura e simplesmente genial!!!

Anónimo disse...

Subscrevo a Helena Oneto embora objetivamente sinto a falta do rosa...
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Exmo Senhor Embaixador,

Infelizmente não tenho nenhuma bola de cristal que me permita prever o futuro.

Ainda assim, estou munido de bom-senso q.b. para saber distinguir o que é possível do que é um disparate.

Na altura muita gente disse publicamente que isto não passava do mais puro populismo e demagogia. Como hoje se confirma.

Cordialmente.