quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Embaixada

As embaixadas são espaços de Portugal. É uma pena, em especial num país com tantos cidadãos de origem portuguesa, que nos não seja possível abrir as nossas instalações à visita regular dos nossos compatriotas. A casa de que Portugal dispõe no nº 3 da rue de Noisiel, em Paris, é um belo edifício, que o Estado português adquiriu há precisamente 75 anos, com uma história muito interessante, que vale a pena conhecer.

Em especial no nosso dia nacional, o 10 de junho, é hábito abrir a porta a membros da nossa comunidade, mas, infelizmente, eles só podem constituir uma pequena minoria.

Por vezes, como hoje, uma vez mais, aconteceu, trazemos jovens de escolas da nossa comunidade, para partilharem conosco este espaço. Hoje foram algumas dezenas de crianças de Chaville, que aqui tivemos a almoçar. Há semanas, seguindo uma prática iniciada há três anos, convidámos casais de reformados da nossa comunidade, para uma refeição ligada ao tempo das festas natalícias. Mas ficamos sempre com a sensação de que, por muitos que sejam, serão sempre muito poucos.

21 comentários:

Anónimo disse...

Isso não é uma embaixada: é um restaurante!

(pelo menos, que seja qualquer coisa mais do que croquetes)

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara anónimo das 18:27: que elegância! Deteta-se à distância que não fez parte dos convidados.

Portugalredecouvertes disse...

Acho bem Sr. Embaixador, abrir as portas da embaixada de Portugal, também ajudaá a abrir as mentes!


desejo salientar que vi imagens da embaixada francesa em Lisboa, com interiores lindíssimos, sendo que será considerada uma das mais bonitas embaixadas francesas do mundo.

cumprimentos

papoila disse...

Passo por aqui com muita regularidade e reparo que poucas vezes o Sr. Embaixador responde aos comentários, fiquei contente porque hoje o fez!

Anónimo disse...

É mais agradável conhecer os salões da Embaixada durante as receções que o nosso Embaixador (e às vezes a Sra. Embaixatriz) organiza do que ficar à porta na rua de Noisel onde recentemente muitos portugueses se concentraram, mais de uma vez, para manifestarem contra as medidas do governo.
É mais agradável e é mais conforme às regras de democracia e do bom senso. É também um sinal de que as coisas vão bem, contrariamente às manifestações a que os emigrantes são obrigados a recorrer.
José Barros       

Catinga disse...

Um texto sobre as dificuldades por que passam as embaixadas e, pouco depois, outro referindo oferta de almoços é capaz de não ser a melhor das combinações...

Anónimo disse...

O Senhor Embaixador desde que eu me mudei para Soffelwickersheim nunca mais me convidou! Preconceito?

a) Feliciano da Mata

Isabel Seixas disse...

Acho uma iniciativa bem interessante, a abertura do espaço aos cidadãos e não só, uma partilha que permite o conhecimento in loco e a divulgação.

Julia Macias-Valet disse...

Cara Portugalredecouvertes,

Ja tive o prazer de ser convidada para as duas mas...a Nossa é a Nossa : )

Porque as casas...
nao sao so casas, paredes e janelas
sao também quem
nos acolhe nelas ; )

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Oh as casas as casas as casas

as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
Elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
Respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas


Ruy Belo

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"A quelques pas de la Porte Dauphine et du Bois de Boulogne, la résidence de l'Ambassadeur du Portugal occupe depuis les années 1930 l'ancien hôtel particulier du riche banquier et sénateur de la IIIe République, Raphaël-Georges Levy. Demeure luxueuse aux proportions invraisemblables et aux allures de forteresse, l'hôtel qui occupe à lui seul tout un pâté de maisons est l'un des trésors cachés du XVIe arrondissement de Paris"

Alcipe disse...

Gostei muito da citação do Ruy Belo, Júlia.

Quanto ao Senhor Mata, fique lá com as suas parabólicas e deixe-nos sossegados.

patricio branco disse...

verdadeiramente bonito o salão ou galeria

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Catinga: que fique claro que é sempre o embaixador quem convida, não é o orçamento da Embaixada.

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Papoila: tem razão, mas não há nenhuma regularidade. Este blogue não tem por vocação que o seu autor responda aos comentários feitos. Às vezes acontece, a maioria das vezes não. E assim contuinuará a ser, no futuro.

Helena Oneto disse...

Se a estupidez, a má fé e a cobardia pagassem imposto, Portugal seria um país sem défice onde seria bom viver. Infelizmente a realidade é outra.
Pasmo com a proliferação de eunucos de "basse-cour" e outros espertalhaços anónimos que poluem o ar que respiram, a terra que pisam, o pais em que vivem e a blogosfera. A liberdade de expressão para esta "gentalha" é o mesmo que dar pérolas a porcos.

Julia Macias-Valet disse...

Carissimo Feliciano da Mata,

Longe dos olhos, longe do coraçao...

Querida Helena Oneto,

Subscrevo a 100% !

Helena Sacadura Cabral disse...

Às senhoras primeiro.
Querida Júlia, bem haja pelo belo presente do Ruy Belo. Foi escolhido a preceito.
Bela Helena, se aí estivesse assinava consigo. Assim, assino por baixo do que escreveu. Esse amor por Portugal, que também nos une, é indestrutível. E maior, quando o objecto desse nobre sentimento, está frágil e cansado.
Caro Feliciano da Mata, pretendia deslocar-se à Embaixada na sua carrinha de mudanças? Não vê que nos colocava mal a todos e se prestava a insinuações na comunicação social? Ó meu amigo, quem nasce mordomo, tarde ou nunca deixa de o ser...
Caro Alcipe, este seu mordomo tem cá uma "lata"? Deu-lhe ideias democráticas, fez o homem sonhar alto, e agora coloca o Embaixador numa posição embaraçosa. "Não havia necessidade"!
Finalmente, Senhor Embaixador, muito obrigada por nos abrir as portas da sua casa oficial. Não a mim - bem gostaria, mas o que não diriam por aqui -, que sei que não posso nem devo, mas aos nossos compatriotas, que através dela podem rever um bocadinho da sua terra.

Anónimo disse...

Um magnifico salão de antiguidades.XVII et XVIII século?
Grande e lindo o tapete.

Cordialmente
C.Falcao

Monchique disse...

Há uns tempos escrevi aqui que uma ilustre Portuense de nome Leonor Baldaque ia publicar na Galimard um romnce.Vi na semana passada uma grande entrevista da Leonor em que era anunciada para este mês a apresentação do livro. É a primeira vez que tal acontece, ser publicado nessa editora (talvez em França) um romance de uma portuguesa escrito em françês sem ser tradução. Não se esqueça Senhor Embaixador de convidar esta jovem e ilustre Portuense e Portuguesa.

Teo Dias disse...

há muitos anos, entrei nessa sala. tinha uns reposteiros em damasco, sombrios, a recordação do colorido também não é a mesma.

mas entrar aí, ou entrar por aí, era raro, eu diria mesmo que era raríssimo. tenho a impressão que o piano aind não fazia parte dos móveis.

uma das coisas que um dia me espantou (e amedrontou) foi o aquele dinossaurio de elevador que se encontrava ao fundo, à direita. mesmo há 30 anos, parecia do século passado. um elevador que constratava com aquele outro (que mais parecia um galinheiro para franga solteira) por onde se acedia aos "serviços administrativos".
quanto à iniciativa: Parabéns Senhor Embaixador!
nos meus tempos de Paris - após Coimbra Martins - as atitudes eram outras. - :(

ressalva para o Embaixador Victor Crespo, na altura na UNESCO. Espantou-me pela sua presença na inauguração da exposição, no Consulado Geral de Paris, sobre a Classe Transplantada de 1983.

talvez, mais tarde, volte a este blogue para deixar umas palavrinhas sobre " a embaixada, o ensino e 1981", mas não vou estragar esta sua iniciativa que achei interessante.

Anónimo disse...

Caro embaixador
A nossa Velha Senhora perdeu o tino (todo) e Insiste em mandar esta baboseira que, fora eu o autor do blogue, não publicava. Os leitores esperam e (quase todos) merecem que se mantenha o (alto) nível de escrita e de (muitos dos) comentários a que estão habituados. Mas VExa decidirá:

com tão gira companhia,
helenas, júlia e isabel,
iria à rue de noisiel
rever a embaixada, um dia.

sim, 'stive já nesse 'hotel'
sempre que a congressos ia
e um sexa nos recebia -
- diplomático pincel!

e um deles recebi eu
no então jovem regaço:
minha alma velha até cora

só de lembrar-me do seu
grande, digamos, compasso.
ai filhas, se fosse agora!

Anónimo disse...

Senhor Embaixador, a Velha Senhor faz corar um camionista, quanto mais um mordomo reconvertido em empreendedor, como eu!

a) Feliciano da Mata