segunda-feira, 18 de julho de 2011

Acordo Ortográfico

Eu sei que há quem não goste do Acordo ortográfico (nestas expressões, a segunda palavra passa a escrever-se com minúscula). Eu sei que há quem nunca tencione aplicá-lo. Mas ele vai tornar-se obrigatório na documentação oficial a partir de 1 de janeiro de 2012 (os meses, tal como as estações do ano, passam a escrever-se com minúscula).

Por essa razão, para quantos queiram conhecer o que vai mudar, de facto (a palavra facto não muda, contrariamente a todos os mitos, porque vamos continuamos a escrever as letras que pronunciamos), na escrita oficial portuguesa, pode consultar uma versão simplificada aqui.

16 comentários:

Anónimo disse...

oh sr embaixador, deixe-la o acordo ortografico homem!

o futuro... a deus pertence!


bem haja


:)

José Barros disse...

Se já antes do Acordo ortográfico muita gente não respeitava com o rigor exigível o português; agora com o Acordo o esforço não será maior!
A meu ver será mais a língua francesa falada pelos portugueses de França, e não só, que a mais longo prazo irá sofrer com o presente Acordo mesmo se uma coisa nada tem a ver com a outra. Mas que vai “baralhar” algumas cabecinhas vai! quem ousará depois pronunciar o “p” de septembre; ou o “c” (“quê”) de octobre; ou o de rectangle; ou o de victoire ou conviction ? e porque é que não irá pronunciar o primeiro “c” em “occupation” ou em “j’accuse”? Decerto o “Accordo” português vem mas é baralhar-nos no francês!

catinga disse...

Os dois primeiros comentários encheram-me de boa disposição: o primeiro, de alguém que escreve mal (com ou sem acordo); o segundo, porque a preocupação dele é que vamos passar a escrever mal numa língua estrangeira.

Para quem tenha dúvidas, "Palhaçada" continuar-se-á a escrever da mesma maneira...

Isabel Seixas disse...

Gosto de atitudes pedagógicas,mesmo em férias,pressupostos enraizados de cidadania...
Por tanto,obrigada
Isabel Seixas

Helena Sacadura Cabral disse...

O Senhor Embaixador é um verdadeiro paladino do Novo Acordo.
E eu uma "raposa velha" que não quer aprender a nova língua.
Espero não ter nada de "oficial" para escrever a partir de 2012!

catinga disse...

Temos uma nova língua? Será a mistura de Português e Francês que por aqui se vê tantas vezes?

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Catinga: oui, of course, hombre!

Anónimo disse...

caro catinga

como vai?

o primeiro enganou-se, que sao coisas que acontecem


quanto a mistura de portugues e frances, tenho aqui uma coisa mesmo a pensar em si


http://frantugues.free.fr/Dicionario_frantugues_v1.pdf

no hard feelings, man...



bem haja

:)

catinga disse...

Já agora, e ainda a propósito da "nova língua", fiquem V. Exas. sabendo que, em Lisboa, um dos principais operadores de autocarros turísticos já disponibiliza relato da viagem em "Português do Brasil".

Isto, juntamente com o Basco e Catalão ("países" de onde devem vir milhões de visitantes, já se vê).

Estou certo de que esta cada vez mais presente separação fará a alegria de muitos.

Alcipe disse...

Eu estou para o Acordo Ortográfico como a maioria dos católicos estão para a Lei de Deus (que me perdoem os meus amigos católicos e sobretudo os que são verdadeiros e coerentes, que também conheço): acredito nele, defendo-o sempre face aos descrentes ... mas não o cumpro!

Isabel Seixas disse...

O acordo
do desacordo
é no minimo revelador

de pessoas determinadas
Das suas razões arreigadas
não gostando ser contrariadas

Acham o acordo Torgo
nu de erudição lingua porno
oh... Facilitismo globalizador...


ó como o meu espirito de contradição também está arreliado comigo,
sou na dimensão sensata e lógica com a lógica simpatizante do acordo
pela maior proximidade, coerência e o próprio acordo da escrita com a oralidade, é a vida.

catinga disse...

Segundo o noticiário de ontem à noite, o canais (cabo) "Bio", "Odisseia" e "História" irão deixar de fornecer conteúdos (documentários) com locução em Português, passando a ter, apenas, legendas.

Segundo um responsável (de apelido que me pareceu espanhol), o mercado português é único, preferindo ouvir os programas na versão original do que na sua própria língua!

A Língua Portuguesa não para de marcar pontos! (e anda esta gente preocupada em embirrar com o desaparecimento das consoantes mudas...)

A este caso também podemos juntar o dos desodorizantes Axe que andam com uma campanha televisiva (e internética) com anúncios em espanhol (com umas legendas pequeninas, em Português). Existe uma versão brasileira dos mesmos anúncios mas...

Anónimo disse...

Essa coisa de justificar, o de facto,injustificável dá-me alguns arrepios.
Então não é que uma das ideias base para o novo léxico do acordo ortográfico foi o acabar com as consoantes mudas? Pois, omem, o tempo está umido e orrendo à muito tempo...
a de aver dias melhores, não é verdade? (a falta de coerência na argumentação é estranha, não é?)
E, porque não, acabar, também com as vogais mudas e, já agora, com mais algumas "simplificações": Nam mais me esqecerei qe o acordo ortográfico foi obra de gente qe, pocivelmente, tirou o curço(!) com o vinte e sinco de abril (apesar de tudo, tenho de admitir que, assim, também, se lê...)
CP Castro

catinga disse...

CP Castro, isso já aconteceu no Italiano, por exemplo (uomo, oggi).

Deve haver mais gente a aprender Italiano (Toscano...) do que Português, apesar de tudo.

Anónimo disse...

onde descobriu o sr catinga que 'deve'
haver mais gente a aprender italiano do q português? Tenho o maior interesse em saber a fonte. Por favor, diga-nos.
xg

Anónimo disse...

Caro Catinga,
Não me choca, de todo, a supressão do H. O que me choca é a falta de coerência na argumentação para algumas alterações constantes do novo AO: Suprimam-se as consoantes mudas! Então, e as vogais mudas? A maior parte das consoantes suprimidas tÊm uma função específica, que é a acentuação. Aprendi que acção (com o primeiro "a" pronunciado como se tivesse acento) era diferente de ação (que sem o primeiro "c", admito, poderia escrever-se áção). E assim sucessivamente. A etimologia, também, deveria ser coisa importante...Não vejo por que raio de simplificação se haveria de omitir o "c", acentuando o "a". O mesmo deve ter pensado quem propôs a simplificação, e limitou-se a suprimir o "c". A pronúncia deve ser explicada, com um muito longo manual de excepções, uma vez que não encontro, até ao momento, critério que valide a pronúncia correcta de cada palavra. ( mais uma vez, como me ensinaram, correcta sem "c", ler-se-ia "corrêta" se não fosse a vogal acentuada. É um critério, que não suscita muitas dúvidas e tem pouquíssimas excepções, no Português, o que não parece ser o caso, no novo AO.
CP Castro