sábado, junho 20, 2026

Espírito de equipa

Não estou de acordo com quantos reclamam a saída da ministra do Trabalho. Tal como não defendo a substituição da ministra da Saúde. Nem do líder parlamentar do PSD. Não é prudente tocar nesta equipa.

As contas de Macron

Não é muito claro o que é que o quarteto europeu no G7 terá conseguido de Trump, no tocante à Ucrânia. Sobre o assunto, não nos devemos deixar impressionar pela narrativa autocongratulatória de Macron, que, para não variar, saiu de Évian "aos ombros de si próprio".

Atenção ao jogo Minsk-Kiev

Uma das novidades a Leste, como seu quê de surpreendente, é o ascendente ganho pela Ucrânia face à Bielorrússia. Lukashenko revela publicamente a fragilidade do seu país face ao vizinho do sul, pelo que se deduz que a Rússia deixou de o poder proteger. Quem diria?!

Hezbollah

Há um bom teste para se perceber até que ponto Trump recuou ao assinar o acordo com o Irão: o destino do Hezbollah. Teerão já deixou claro que vai proteger a sua "antena" no Líbano. Mas, curiosamente, há algumas semanas a dissolução do movimento era prioridade na agenda no Líbano

... mas não tenho a certeza...

Há dois candidatos à sucessão de Trump: Vance, de quem já se percebeu que Trump não gosta muito mas tem o MAGA por detrás, e Rubio, apreciado por Trump mas com menos apoio na sua base política. É raro acontecer, mas, nesta circunstância, poderá ser a eficácia em política externa a desempatar.

Não tenho a ambição de ser bruxo ...

... mas escrevi isto no dia 1° de Maio.

O que seria ...


Hoje, alguém me dizia: isto teria muito mais graça se o Trump tivesse, do lado da Europa, um Berlusconi. Estavam bem um para o outro...

Amadeu


Na Bucholz, na apresentação feita por Paulo Sande do novo livro de Amadeu Lopes Sabino, "O Futuro Anterior", editado pela Guerra e Paz, de Manuel S. Fonseca.

Estou seguro

Há alguém que deve estar muito aliviado num dia como o de hoje: António José Seguro.

Next stop: Havana?

Será Cuba a vítima escolhida por Trump para fazer esquecer o fiasco do Irão?

E agora?

Luis Montenegro e a sua gente têm de se convencer, de uma vez por todas, de que o seu governo é minoritário e que não podem passear-se pelo espaço político como se dispusessem de uma maioria absoluta. Um pouco mais de humildade e menos sorrisos arrogantes não lhes fariam mal.

Posso dar o telefone...

O mote queixoso do PSD no pouco oportuno congresso que aí vem vai ser a importância de o país lhe dar uma maioria absoluta. Para quê, perguntará o eleitor que já o coloca em terceiro lugar nas sondagens? Não seria melhor tentar falar com o Rato? Posso dar o telefone...

sexta-feira, junho 19, 2026

Todos sabemos

Todos sabemos que o mundo empresarial português, em geral, teria gostado de ver aprovadas as propostas de alteração da legislação laboral apresentadas pelo PSD — e que, se perguntada, uma parte significativa desses empresários as consideraria mesmo demasiado tímidas e insuficientes.

Todos sabemos que, num setor importante da cultura empresarial portuguesa, prevalece uma leitura fortemente liberal, e que há quem há muito entenda desejável rever o equilíbrio do binómio capital/trabalho, diminuindo o peso sindical e certos direitos adquiridos dos trabalhadores. 

Todos sabemos também que há outros empresários que olham para essa agenda maximalista, ou para os arranjos que o governo agora queria introduzir, como uma “guerra” desnecessária e uma mera obsessão ideológica.

Existem, no entanto, fortes razões para duvidar que a legislação laboral seja o principal entrave à atratividade de Portugal para o investimento estrangeiro. Relatórios publicados pela OCDE e AICEP nas últimas décadas apontam consistentemente para outros fatores como mais limitativos:

• Burocracia e custos ligados ao licenciamento (industrial, ambiental, urbanístico)
• Lentidão da justiça e insegurança regulatória
• Instabilidade legislativa
• Fiscalidade e complexidade tributária
• Falta de mão-de-obra qualificada ou adequada
• Restrições à contratação de trabalhadores estrangeiros e gestão migratória confusa
• Aumento do custo de construção e dos materiais
• Pequena dimensão do mercado interno
• Baixa produtividade da mão-de-obra
• Custos de energia para a indústria e estrangulamentos nas infraestruturas portuária e ferroviária

Por isso, é no mínimo estranho que a agenda prioritária do governo divirja tão fortemente daquela que é afirmada pelo próprio capital estrangeiro — o destinatário declarado dessas reformas. Essa divergência sugere que o motor político da agenda laboral não é, primordialmente, o reforço da competitividade externa, mas antes um objetivo interno: alterar a correlação de forças entre capital e trabalho, usando o argumento da atratividade como um veículo político mais consensual e apresentável.

É assim legítimo inferir que o ataque à atual legislação laboral pode ter por detrás a intenção de afetar o equilíbrio de poder atual, afetando sindicatos e direitos sociais. Em democracia, isto é legítimo. Mas seria mais decente e corajoso que tal fosse afirmado pelo governo sem máscara.

"Entre a Guerra e a Paz"


Deixo o diálogo que tive com Miguel Szymanski sobre as guerras e paz no nosso mundo, dissecando em especial o conflito ucraniano e o mundo euro-atlântico, com a NATO e a União Europeia chamadas à conversa. E Portugal, claro. 

Pode ver e ouvir aqui.

quinta-feira, junho 18, 2026

Tradição & inovação


Foi na tarde de hoje, no Centro de Artes Certificadas, na rua das Flores, no Porto, a minha conversa com Guta Moura Guedes sobre "Tradição & Inovação", em mais uma iniciativa do "Sharing Knowledge", a plataforma de informação e debate animada pelo incansável Jaime Quesado. Dezenas de pessoas e muitas intervenções preencheram a sessão.

Zona de risco

"A sua cara não me é estranha", ouvi do taxista, no início do caminho para Campanhã. "Lá vêm as televisões...", pensei. "Não estava ontem estacionado junto à cooperativa Árvore?". "Não, cheguei hoje de Lisboa". Pausa. "Ia jurar que tinha sido o seu carro que riscou o meu à saída".

Alto e mau som

Aqui no Alfa, há quem nos faça involuntários confidentes dos problemas da família. Não queria meter-me no assunto, mas a senhora atrás de mim devia convencer a Adélia a não ficar na casa da mãe. É: o Pedro não vai gostar, concordo. Se este conselho a calasse, era bom...

Mas tenho a minha opinião, claro!

Contrariamente a muitos dos meus compatriotas não me considero um pouco escutado treinador de bancada que sabe muito bem o que deveria ser feito na equipa e na tática em campo para, no futuro, evitar "aquela desgraça" do jogo com o Congo. Mas tenho a minha opinião, claro.

Deve ser desagradavel

O modo displicente como Montenegro trata José Luís Carneiro tem uma explicação simples: o líder do PS projeta uma imagem de equilíbrio e um sentido de Estado que, a cada dia, deixa claro perante o país onde mora a seriedade e o respeito pela palavra. E isso deve ser desagradável.

Mini-Versailles


Percebe-se agora melhor a aceitação por Trump do jantar em Versailles proposta por Macron. Ao aparecer ali a assinar o memorando de entendimento com o Irão, sob os holofotes e no meio dos dourados, Trump fez daquilo o seu "tratado de Versailles". O ridículo não tem limites.

Espírito de equipa

Não estou de acordo com quantos reclamam a saída da ministra do Trabalho. Tal como não defendo a substituição da ministra da Saúde. Nem do l...