quarta-feira, setembro 09, 2026

PISA

Os resultados do PISA são uma tragédia. Mas o que é uma verdadeira tristeza é ver a classe partidária assanhada na busca de culpados políticos, em lugar de procurar consensualizar remédios para o futuro. Ah! E já agora, um pequeno consolo: olhem o descalabro por essa Europa fora!

A luz vem do alto



Somos todos testemunhas do fenómeno: os miúdos de hoje aperfeiçoam estratagemas para levar o telemóvel para a cama e ter acesso a jogos e imagens debaixo dos lençóis, caso os pais — distraídos ou exaustos — não consigam evitá-lo.

Valha a verdade que o próprio exemplo não ajuda: é dado, a toda a hora, pelos progenitores, hipnotizados por um iPad, um iPhone ou coisa parecida, com o ar grave de quem está a tratar de assuntos de Estado.

“Coisas da modernidade”, dirão os mais fatalistas, encolhendo os ombros com resignação.

Discordo. E tenho provas.

Há muitos, muitos anos, com a idade desses mesmos miúdos, eu passava férias em casa da minha avó e dos meus tios, em Viana do Castelo. Nessa casa, e por circunstâncias que a justiça familiar nunca me explicou, os meus primos possuíam revistas e álbuns de banda desenhada que os meus pais, em Vila Real, com uma indizível perfídia, nunca me compravam.

As férias eram sempre demasiado curtas para as brincadeiras — e ainda mais curtas para quem, como eu, ambicionava absorver tudo o que de diferente aquela casa enorme, em frente à doca de Viana, tinha para me oferecer ou para conquistar, durante esses breves e diferentes dias.

Chegada a hora de recolher — já nessa idade se manifestava a minha relutância crónica em deitar-me cedo, traço que o tempo, generosamente, não corrigiu ou agravou mesmo —, a banda desenhada em atraso ia comigo discretamente para o quarto. 

A imperatividade de apagar a luz, imposta pelo meu pai, interrompia-me, contudo, sem contemplações, as aventuras do Roy Rogers, do Cisco Kid, do Príncipe Valente ou do Sexton Blake (peço aos leitores que resistam à tentação, sempre presente nas redes sociais, de acrescentar outros nomes).

Um dia (deve ter sido uma noite) descobri uma solução. Precária, mas real. 

No quarto dos meus pais havia uma Nossa Senhora de Fátima em plástico, fosforescente, que, depois de apagada a luz, emitia uma luminosidade residual e declinante, por breve tempo.

Tive então a ideia de raptar a pequena estatueta da Senhora, levá-la para o vale dos lençóis e, com isso, ter uns cinco minutos mais de leitura ou, pelo menos, de visualização de imagens.

Não era ainda um iPhone, mas era muito bom, posso assegurar-lhes, a acreditar na minha memória, que não é má de todo.

A modernidade, como se vê, muda os instrumentos. Os vícios, esses, mantêm-se. E, caramba!, ainda bem.

terça-feira, setembro 08, 2026

Centeno


Vai ser lançado um livro de Mário Centeno, escrito com Filipe Santos Costa. 

O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação desenvolvida no governo, no Eurogrupo e, finalmente, no Banco de Portugal por este grande servidor da causa pública. 

Irei ler com muito interesse.

O ar da tragédia


Em 2001, eu vivia em Nova Iorque. As torres gémeas caíram em 11 de setembro desse ano, devido ao embate deliberado de dois aviões. Muita gente morreu — nos aviões e nos prédios. 

Nos dias imediatamente posteriores aos atentados, pairou uma neblina esbranquiçada sobre a cidade, manifestamente oriunda da área dos destroços. O vento espalhava-a. Recordo que tinha um cheiro levemente ácido, como saldo macabro da tragédia. Mas não recordo ter-me interrogado sobre se a qualidade do ar nova-iorquino era má. Para nós, reféns da cidade, respirar aquilo era uma inevitabilidade.

Agora, 25 anos depois, estão a ser conhecidos relatórios que revelam que se sabia já da perigosidade daquele ar. E que dizem que, não obstante isso ser sabido, as autoridades difundiram a mensagem de que não havia o menor perigo. Em especial, fica agora claro que os trabalhadores que, durante muito tempo, operaram no "ground zero", como os americanos gostam de chamar ao local dos atentados, ficaram por muito tempo expostos a um ar criticamente poluído. Chama-se a isto dolo.

Solução

Há uma cobardia na arbitragem. A forma como as defesas, junto à área, tentam obstaculizar a ação dos avançados, nos cantos e outras situações de bola parada, raia o absurdo: empurrões, "abraços" e puxões de camisola tornam aquilo numa selva. Solução? Penalti! Era remédio santo.

Baixo

Eu nem para estrelar um ovo sou capaz de pôr um avental! Mas é muito baixo que um deputado, numa comissão parlamentar, pergunte a alguém — como se tal fosse crime ou motivo de suspeição — se é membro da maçonaria. A pessoa em causa não será. E se fosse? "Mind your own business!"

segunda-feira, setembro 07, 2026

Narana e o ISCSPU


Narana Coissoró nunca foi meu professor, nos anos em que andei pelo ISCSPU (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina). Nos dias e noites atribulados do primeiro semestre de 1969, antes de consumado o afastamento de Adriano Moreira por Marcelo Caetano, pela mão prestimosa de José Hermano Saraiva, estive com ele algumas vezes em discretos gabinetes da Junqueira, em pontuais reuniões em que ele representava Adriano Moreira, na conjugação que este procurava ter com as estruturas associativas estudantis. 

Pode não ser a atitude mais elegante estar a dizer isto ao tempo da sua morte, mas Coissoró — que toda a gente designava por Narana — parecia-me um pouco oblíquo e ínvio na abordagem das coisas, embora reconheça sem dificuldade que essa minha perspetiva era seguramente tributária do meu radicalismo de então. Contudo, quem tinha maiores responsabilidades no quadro associativo dizia-me que ele foi alguém sempre plenamente confiável nos compromissos que assumiu. E isso não era coisa pouca, num tempo muito tenso e perigoso. O facto de os interesses de Adriano Moreira, num determinado momento, convergirem taticamente com os dos dirigentes associativos que nós éramos, veio a permitir a Narana Coissoró ter um papel muito importante no desfecho daqueles emocionantes mas tristes eventos.

Raras vezes voltei a cruzar-me, a partir desses dias, com Narana Coissoró. E foi sempre em ocasiões sociais e em registo ligeiro — como ligeiras foram as nossas mútuas alusões ao ISCSPU nessas brevíssimas conversas.

Achei muito interessante a evocação que Paulo Martins faz neste texto, que também me ajudou a revisitar um passado a que fiquei sempre muito ligado, embora nem sempre pelas melhores razões.

O "problema"

Trump procura uma intervenção da justiça para proibir o voto por correspondência. Um terço dos eleitores americanos vota dessa forma — desde logo, o próprio Trump! O "problema" é simples: a maioria dos votos por correspondência favorecem os democratas.

Brasil - a imprevisibilidade de um sismo


Há dias, numa rede social, um jornalista brasileiro aconselhava os leitores a observarem com prudência as informações que transmitia na própria mensagem que escrevia. É que, no Brasil e nos tempos que correm, lembrava ele, a realidade poderia, minutos depois, infirmar tudo. 

Essa modéstia impõe-se com particular força depois do sismo político-judicial que há dias abalou Brasília. 

Alexandre de Moraes, o juiz vedeta do Supremo Tribunal Federal (STF), “herói” do combate judicial que condenou a tentativa de golpe de Estado de 2023, viu-se no centro de uma controvérsia com o seu colega André Mendonça. 

Este tornou público mensagens extraídas do telemóvel de Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, que está sob investigação por suspeitas de fraude financeira. O documento revela contactos entre o banqueiro e Moraes, bem como negociações com o escritório de advogados da mulher do juiz. 

Mendonça, por sua vez, viu a legalidade da sua iniciativa contestada pelo procurador-geral da República. Moraes também pediu a abertura de uma investigação de Mendonça. O plenário do STF analisa agora o caso, sendo já claro que, como instituição, a sua autoridade sairá muito diminuída deste conflito, seja qual for o seu desfecho. 

Para o que aqui interessa, é por ora imponderável se este episódio terá, ou não, impacto nas eleições presidenciais que estão em curso no Brasil. Recordo que a primeira volta terá lugar a 4 de outubro e a segunda a 25 do mesmo mês. Se tal vier a acontecer, o mais provável é que o efeito seja em desfavor de Lula, na medida em que o sentimento público o associa mais a Moraes. 

Mas não há, neste momento, uma base segura para antecipar a dimensão desse eventual efeito, muito menos para afirmar que ele será suficiente para determinar o resultado eleitoral — tanto mais que, na segunda volta, o sentido dos anteriores votos nos candidatos não eleitos é apenas especulável. 

Há umas semanas, o quadro político-eleitoral parecia assim desenhado: depois de muito tempo em que a estrela do seu terceiro mandato tinha declinado, por razões ligadas à ineficácia da ação do governo, colocando em dúvida a plausibilidade de uma reeleição, a reação de Lula à agressão tarifária de Trump parecia ter contribuído para uma recuperação da sua posição eleitoral. 

O Brasil, curiosamente, sendo um país que gosta muito de si mesmo, não é propenso a pulsões nacionalistas emocionadas. Não é uma Argentina. Contudo, Trump tem a rara virtude de convocar, contra si e contra as suas políticas, ondas de agregação de um natural bom senso. A arbitrariedade americana e a resposta de Lula — que costuma saber reagir verbalmente nos terrenos externos — poderão ter tido um efeito positivo na sua apreciação eleitoral. 

Porém, nem tudo corria bem a Lula. As suspeitas e controvérsias que envolviam o seu filho e outras figuras próximas do governo eram fatores negativos na sua contabilidade eleitoral. Não era, contudo, claro em que medida a sensibilidade ética contaria, desta vez, de forma decisiva, tanto mais que as responsabilidades criminais das pessoas em causa ainda não podiam ser dadas como estabelecidas. 

No outro lado do espetro político — e, no Brasil, cada vez mais, só existem dois campos — a figura opositora, Flávio Bolsonaro, filho do antigo presidente, tinha-se deixado envolver numa ambígua relação com a administração americana. Eduardo, irmão de Flávio, encontra-se nos Estados Unidos e defendeu publicamente a pressão americana sobre o Governo brasileiro. 

A certo passo, ficava a sensação de que Flávio Bolsonaro, numa lógica de “quanto pior, melhor”, favorecia o pacote de tarifas alfandegárias, para com elas poder culpar Lula. Quanto ao impacto eleitoral, a verdade é que a sua apreciação parecia declinar e, com o passar dos dias, essa tendência tornava-se quase inelutável. 

Flávio Bolsonaro tinha também sobre si fortes e muito mediatizadas suspeitas de ter recebido, para fins políticos, verbas do mesmo Daniel Vorcaro que agora está no centro da controvérsia que abala o Supremo. 

Vale a pena recordar que, num Brasil polarizado, duas faixas importantes do eleitorado tendem a estar fidelizadas aos dois grandes campos políticos, enquanto uma parcela considerável, da ordem dos 40%, permanece mais disponível para outras escolhas. 

Não é uma fotografia estatística rigorosa, mas uma forma de dizer que os verdadeiros “donos” da eleição são, em larga medida, os restantes eleitores. E essa fatia, onde se inserem os potenciais apoiantes dos outros candidatos, não se move necessariamente pela lógica europeia de esquerda-direita. É sensível a motivações diversas, entre as quais o papel crescente das igrejas evangélicas. 

É nesse espaço eleitoral, menos previsível e mais permeável às circunstâncias, que se jogam muitas vezes as eleições no Brasil. Este dualismo político, com as suas variáveis no âmbito da corrupção, fazia o seu caminho quando o tal sismo de forte intensidade na escala política emergiu no Supremo Tribunal Federal, com força e dados inesperados. 

São todas estas interrogações, a precariedade de quaisquer juízos que se possam fazer, que levaram o jornalista de que falei no início do texto a aconselhar prudência aos seus leitores. Que eu também recomendo aos meus. É que, como está dito na frase tão gasta de Tom Jobim, “o Brasil não é para principiantes”. A complexidade do país só nos recomenda modéstia.  

(Artigo no site da CNN Portugal, onde pontualmente irei regressar para comentário, durante a eleição presidencial brasileira)

Querem responder?

O pânico com o crescimento da extrema-direita, bem compreensível, implica responder a uma pergunta desagradável: o que é que os partidos decentes fizeram de errado, ou não fizeram de todo, para que os eleitores lhes tenham fugido? Uma autocriticazinha não lhes faria mal nenhum.

domingo, setembro 06, 2026

Pare para pensar

Tenha ou não uma maioria absoluta, o resultado estadual da AFD deve interrogar-nos sobre se olhar alegremente para o rearmamento alemão não será uma ingenuidade suicida. O futuro da Alemanha não é necessariamente no "bom sentido". Ou o da França. Ou, já agora, o da Ucrânia...

"A Arte da Guerra"



Durante o mês de setembro, o podcast sobre política internacional "A Arte da Guerra", que faço semanalmente com o jornalista António Feitas de Sousa para o "Jornal Económico", terá uma única edição no dia 16.

Crescemos!


Há para aí uma teoria de que o tamanho de Portugal sai beneficiado no novo mapa do mundo que agora foi aprovado nas Nações Unidas. De facto, algo mudou no tamanho relativo de Portugal, comparado com o que estávamos habituados a ver em países do centro da Europa! 

Ainda alimento alguma esperança de que não surja uma voz do governo a colocar isto a seu crédito...

"Três mil carateres"

Faz agora precisamente seis anos, publiquei no então semanário "Novo" — infelizmente já desaparecido — um artigo que se auto-explica. Tinha por título "Três mil carateres". Apeteceu-me reproduzi-lo: 

"Foi muito simpático este convite. Deram-me liberdade para escrever sobre o que me apetecesse. O jornal, ao fazê-lo, estava longe de saber que sou um seu leitor, desde o primeiro número. Verdade seja que, de há uns tempos a esta parte, já só me apetece ler aquilo com que sei, de certeza segura, que não vou concordar. Ora o “Novo”, com uma frontalidade rara, traz sempre, nas suas colunas, muito daquilo que eu claramente não penso nem penso vir a pensar. Mais ainda: defende, quase sempre, precisamente o contrário daquilo que são as minhas ideias. E isso é valiosíssimo! Cada vez me convenço mais de que ler aquilo com que sei que vou estar de acordo é uma redundância comodista. Para pensar como eu penso, basto eu! O que hoje cada vez mais me interessa - e não estou a ironizar, podem crer - é o confronto de opiniões, a guerra das trincheiras, verbais ou tecladas. Há nisto um pouco de masoquismo? Seja, mas tem muito mais graça assim. Porém, vindo eu de outra “freguesia”, uma pergunta impõe-se: que diabo posso aqui trazer que leve o leitor médio do “Novo” a ler-me? É que já estou a imaginar a maioria dos que chegaram a esta página três do jornal a refilar: “Quem foi que teve a ideia de pôr aqui este tipo?”. Ora eu tenho a certeza de que quem me convidou sabia bem o que fazia. E não quero desiludi-lo. Surjo aqui na quota da diversidade a cujo luxo o jornal se dá. O “Novo” - honra lhe seja! - não nos leva ideologicamente ao engano, desde que abriu folhas. Por isso, pode permitir-se o gesto de fazer um convite como este que hoje me dirige. "Será que o tipo vai aqui defender o Costa e o quase unanimismo da missa laica algarvia?", alguém deve ter perguntado. "Não é muito o estilo dele", imagino que possa ter dito o Pedro Correia, o único da casa que convive heterodoxamente com este improvável escriba, embora lhe não adivinhe os humores. "Às tantas, vai falar dos talibãs e do Afeganistão, porque aquela é a praia dele, depois de décadas de croquetes nos claustros engravatados das Necessidades”, terá saído a alguém. Estive quase para o não desiludir, mas isto de ocupar um espaço nobre num jornal de direita e resistir à tentação de dar uma bicada na ala política mais triste, órfã e desesperada da pátria seria uma contenção excessiva para alguém como eu. Aproveitar um pretexto, e tenho tantos e tão bem artilhados, para dizer que "a culpa é do Passos!", é algo a que muito dificilmente resisto. Mas, espera aí!, há outras maneiras de levar a cabo uma flor de provocação: fazer aqui a discreta apologia de Rui Rio e, de caminho, deixar uns elogios a Marcelo. Assim, atiçaria a zizânia, matando dois (outros) coelhos de uma assentada. Mas não, não quero ser chato para a LapaNews, precisamente um nome que sugere o bairro em que vivo. Além disso, dizer bem deles só iria confirmar o que alguma direita há muito já pensa: Rui Rio é uma espécie de MDP-CDE do PS e o presidente já se bandeou com Costa (é não o conhecerem!). Mas, sendo as coisas o que são, então vou falar de quê, neste espaço que o “Novo” me concedeu? De nada! Já passei os três mil carateres que me tinham dado!"

sábado, setembro 05, 2026

Sem "mas"

É uma excelente notícia para o país a reclassificação positiva do "rating" do país por mais uma agência de notação. O governo está de parabéns, sem qualquer "mas".

Assim, sim!

É impressionante o vigor da voz pública diária do senhor presidente da Assembleia da República, reclamando contra o incompreensível atraso na investigação de um assaltozeco de lana caprina numa sala do palácio onde dirige os eleitos da nação. Assim, sim! Que nunca a voz lhe doa!

A festa de Seguro

Seguro não diz nada? Seguro falou mas disse pouco? Seguro puxa pelas orelhas de Montenegro? Seguro está nas mãos de Montenegro? Seguro deve estar divertir-se imenso com tudo isto. Ganhou — sozinho! — está lá e é ele quem "call the shots". Os outros só reagem. Ora bem!

França

De súbito, na extrema-direita francesa o fulgor parece ter empalidecido. Emergem linhas diferentes quanto a temas básicos, como o uso do véu islâmico ou a guerra da Ucrânia. Bardella, a estrela da seleção de "esperanças" do RN, foi mesmo afastado da "fila da frente"? "À suivre".

Pê Cê


Não vou à Festa do Avante. Apenas por comodismo e por falta de hábito. Não por ser uma festa do PCP, claro. Era só o que faltava!

Há muitos anos, estive em festas do Avante (em rigor, Avante! deve escrever-se com um ponto de exclamação à frente, porque é assim o nome do jornal). Fui a festas quando foram na FIL, na Ajuda e no Jamor. Nunca estive na Atalaia. Nos anos 80, cheguei a ir a uma festa do l'Humanité, do PCF, em La Courneuve, perto de Paris. 

Vários amigos e familiares não perdem, a cada ano, a festa do Avante. Já me desafiaram, mas, confesso, não tenho pachorra. Só isso. 

Com a maior sinceridade, desejo ao PCP e aos seus "compagnons de route" e de festa, uma excelente Festa do Avante! Com muita música, boas bancas regionais de comida e, se fosse possível, com mais festa e poucos discursos.

Da guerra

Passa-se qualquer coisa na guerra da Ucrânia. Não é muito claro de que se trata, mas o sentido parece bom. Houve uma suspensão, ainda que provisória, de algumas das hostilidades. Virá por aí um acordo? Por que será que, apesar de tudo, não consigo estar otimista? Logo veremos! 

PISA

Os resultados do PISA são uma tragédia. Mas o que é uma verdadeira tristeza é ver a classe partidária assanhada na busca de culpados polític...