quinta-feira, abril 26, 2012

Feriado

Conversa ouvida, há uns anos, ao almoço, numa mesa ao lado, num restaurante lisboeta, num dia 24 de abril:

- Eu, cá por mim, detesto o 25 de abril! Só trouxe balbúrdia, arruinou a economia e foi uma deceção! Então, cravos vermelhos, nem vê-los!

-  E o que é que fazes amanhã?

- Vou para o monte, ali ao pé de Serpa, já pedi a tarde ao chefe. Tirando uns dias de férias, e ligando ao 1º de maio, faz-se uma "ponte" imensa. Dá um jeitaço!  

Pois dá!

12 comentários:

  1. Mas as "pontes" ainda existem???

    Ontem, no grande desfile da Avenida da Liberdade... não havia quase ninguém com cara de férias ou pontes.

    :((
    Atenta de si

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  2. É curioso...
    uma espécie de obscurantismo individual e falta de reconhecimento das dádivas da história na contribuição para a nossa qualidade de vida centrada no direito ao descanso, ao dolce far niente...

    Fazer esse comentário do nosso deus de oportunidade de liberdade individul de toda a expressão é de uma ignorância leviana e fútil.

    Mas conheço imensa gente que se aproveita , eu própria também não me orgulho de gozar alguns feriados religiosos aos quais dou o beneficio da dúvida face à veracidade dos seus factos e esqueço a congruência de ir trabalhar...Ora

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  3. Ah! Posso plagiar o comentador Patricio Branco... Divinal

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  4. Bom Dia
    Sr. Embaixador,
    Desculpe, mas... parece-me que o seu intuito, desta vez, não foi conseguido... ou será que foi?! Os tempos são de mudança... e as mentalidades? os oportunistas? Há-os cada vez mais! Gostaria é que não se esquecessem que se em Portugal temos este governo é porque os eleitores assim o quiseram. E não me venham dizer que foram enganados. Só quem quer acredita no "Papai Noel".
    Aquele Abraço

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  5. Anónimo12:31

    Espero que este blog não faça feriado hoje para não ter de comentar os eventos em Bilbao....

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  6. Anónimo13:24

    Belíssima fotografia?
    Homessa!
    Belíssima fotografia para a máquina do gajo que tem o monte, ali ao pé de Serpa.
    V

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  7. cenario frequente no campo alentejano, uma arvore solitaria, isolada, normalmente azinheira.

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  8. Anónimo00:38

    Desculpe, Patrício Branco.
    Julguei que se referia à irónica fotomontagem do Senhor Embaixador.
    V

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  9. Caros Patricio Branco, Isabel Seixas,

    Se a fotografia é belissima, divinal e tudo o mais nao é certamente resultado do trabalho dos protagonistas de historias como a de hoje que têm "um monte ali para os lados de Serpa".
    Esta paisagem é o resultado do trabalho de um povo corajoso que labuta de sol a sol.

    O Alentejo foi e continua a ser uma região esquecida pelo Poder Central. A desertificaçao humana a que esta destinada fara com que um dia os campos do alentejo deixem de produzir para se tornarem no parque de diversões dos endinheirados da banca e da finança em busca "d'ennoblissement terrien"que vêm para os montes brincar com os Quades e fazer motocross marterizando terrenos e desrespeitando a biodiversidade !!!!

    Para eles o campo e o Alentejo é um mistério so comparável ao da Santíssima Trindade.

    Têm montes mas falta-lhes o conhecimento da regiao e das suas gentes a MONTES !!!!

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  10. Oh Júlia como a compreendo.
    Não esqueça que eu vivo e se me permitirem viverei sempre em Trás-os -montes.
    Conhece o parque das Pedras? Pois...

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  11. Ainda volto : )
    Achei que ficava bem com a "sua" foto :

    Breve Sonata em Sol [UM] (Menor, Claro)

    A solidão da árvore sozinha
    no campo do verão alentejano
    é só mais solitária do que a minha
    e teima ali na terra todo o ano
    quando nem chuva ou vento já lhe fazem companhia
    e o calor é tão triste como o é somente a alegria
    Eu passo e passo muito mais que o próprio dia

    Ruy Belo

    PS O fotografo sera Antonio Cunha ?

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