segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Lafaye e o fado da Amália

Nestes tempos em que o fado anda tanto por aí, julgo ser justo lembrar o muito que por ele fez, através da promoção de Amália, o escritor, artista plástico e jornalista francês Jean-Jacques Lafaye. 

Lafaye teve um significativo envolvimento na vida artística internacional da fadista, a partir dos anos 80. Mas foram os seus trabalhos sobre Amália, publicados em francês, que muito ajudaram a fixar o fado no imaginário francês, que quero destacar: "Le chant des paroles", "Amalia, le fado etoilé", "Amalia Florilège" e "Récital idéal: Amalia Rodrigues/Carlos" Gardel", entre uma imensidão de outros textos e trabalhos promocionais  

Agora que a UNESCO consagrou o fado, com a ajuda do mundo, entendo que Jean-Jacques Lafaye merece partilhar conosco este momento. Aqui fica o reconhecimento, com um abraço.

5 comentários:

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Sempre zeloso com quem ajuda a nossa afirmação. Enquanto portuguesa, muito obrigada!

Anónimo disse...

Caro Francisco,
Abuso da hospitalidade desta sua "casa" para lhe desejar um Bom Ano de 2012, bem como à nossa Amiga Helena Sacadura Cabral. Continuem a relevar o que de bom ainda há em Portugal, para que essa parte de nós possa ser a regra seguida pela maioria, quer dos governantes quer dos governados. Esperança vã? Esperemos que não!
Abraço
José Honorato Ferreira

Francisco Seixas da Costa disse...

Caríssimo José Honorato Ferreira: fico muito satisfeito que frequente este lugar onde, com humor qb e levando as coisas com a seriedade que se recomenda, se procurará refletir o nosso quotidiano e mostrar que lutar por "isto" vale sempre a pena.
Muito obrigado pelos seus votos. Desejo-lhe também um excelente ano.

Anónimo disse...

Por mero acaso, acabo de ver aqui ao lado, que há um "sítio" dedicado ao que eu designo por famigerado Acordo Ortográfico (AO). Ao que parece, isso entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2012, por determinação de um político português, que se deslocalizou para Bruxelas, o qual entendeu que bastava que 3 em 8 países de Língua Oficial Portuguesa ratificassem um acordo internacional para que este pudesse ser imposto como lei em Portugal. Se isto não é democrático... Pois bem, no DN de 2 de Janeiro há um letrado, progenitor do AO, que vai mais longe e diz "se pensarmos nas crianças, que estão agora a aprender a escrever, para elas é muito mais fácil escrever sem as consoantes não pronunciadas". Pois é, daqui a poucos anos até será mais fácil escrever do mesmo modo que escrevem hoje SMS nos seus telemóveis, com abreviaturas onomatopaicas, quando não o que nós ainda designamos por palavrões (meras convenções, naturalmente...) E por que não escrever "redassão, omem, aver, xorar"? Há que aproximar a fonética da ortografia, ou vice-versa... Que interessa a etimologia e a raíz latina da Língua? Desculpe-me este desabafo, mas entendo que se foi longe demais!
José Honorato Ferreira

Catinga disse...

Fica bem, aqui, um comentário completamente deslocado sobre o AO. É o nosso fado...