quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Refundar a Europa (1)

Em 1 de julho de 2000, publiquei no "Le Monde" um artigo sob o título "Refonder l'Europe". Nele propunha, a montante da aprovação do Tratado de Nice então em curso de negociação, a possibilidade de convocação de uns "Estados Gerais" da Europa, abrangendo os executivos e os parlamentares, para a definição de uma nova ordem institucional europeia. Entre 2002 e 2003, a "Convenção para o futuro da Europa", gizou o Tratado Constitucional (abandonado depois dos referendos negativos nos Países Baixos e em França) e alguns círculos europeus falam, de novo, na possibilidade de convocação de uma "convenção" para rever pontualmente o Tratado de Lisboa.

Hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, vou participar, juntamente com António Vitorino, Raul Rosado Fernandes, Nuno Severiano Teixeira e João Cravinho, sob a moderação de António José Teixeira, num debate no âmbito do "Congresso Internacional 25 anos na União Europeia". Curiosamente, o título desse painel, que encerra a Conferência, é "Refundar a Europa". Agora já sem ponto de interrogação. 

12 comentários:

Anónimo disse...

Eu gosto muito de ouvir o Miguel Rosado Fernandes( isto sem desvalorizar o restante painel de oradores).
Um dia gostaria de conversar com ele , ai, uma tardinha ao sol do seu Alentejo , para tracar-mos umas impressões, não sobre a Europa, mas sobre aquelas coisas que os politicos escondem do povo e que ele , por ser descendente da familia que é , viveu de muito perto ! Ele de vez em quando descuida-se e deixa escapar determinadas coisas, mas o povo não entende !!!

Lembro-me de um entrevista que a Constânça Cunha e Sá lhe fez e onde ele, virou-se para ela e disse-lhe: " Mas você quase era ordenada em teologia e portanto sabe disso..." ; a mulher não sabia onde se meter... Disfarçou mal e mudou de tema !!!

Sobre o tema da Europa, penso que vamos regressar à idade média. Lembram-se que nessa época os chineses eram muito mais desenvolvidos que nós e os portugueses tiveram um papel importante em trazer as novidades do oriente para a europa.
Agora penso que está-se a dar o inverso !
Vamos morrer de fome e peste como acontecia há 500 anos atrás!

OGman

Anónimo disse...

Espero poder saber novidades aqui no seu blog sobre o colóquio !
OGman

Anónimo disse...

O tema é actual e seguramente que será uma discussão interessante.

Pena é que haja muito "alinhamento" entre os oradores. Um pouco mais de contraditório tornaria a discussão mais interessante! :)

Cumprimentos,
OMI

Mônica disse...

Será que refundar é o que significa?
Fundar novamente a Europa?

Vou ficar daqui torcendo!
com amizade e carinho de Monica

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Continua um optimista. Não caiu só a interrogação. Acrescentaram-se-lhe três dubitativos pontos, penso eu!
Admiro a sua capacidade de diálogo sobre o tema. Um painel tão diversificado vai decerto produzir comentários dignos de reflexão.
Não conheço António Vitorino. Mas conheço bem os outros participantes. Estou como o Ogman: adoro ouvir o Raul, pese embora pensarmos diferente em muitas coisas. Mas a sua cultura e sentido de humor são indiscutíveis e ambas me cativam, porque são cada vez mais raras!

Luís Costa Correia disse...

Caríssimo Amigo -

Tive o privilégio de ouvir a sua intervenção de hoje, em que esteve tão bem quanto escreve, com aquela sustentável leveza do saber estar.

O ideal de uma União Europeia que nela fez transparecer poderá voltar a ser repensado por uns Estados Gerais que se debrucem sobre o modo de se continuar a construir tão nobre projecto, e nos quais por certo poderá e deverá ter a intervenção que das suas qualidades é de esperar.

Um cordial abraço europeu.

Anónimo disse...

Elementar, caro Francisco! Há anos que o digo...W.

Portugalredecouvertes disse...

Sr. Embaixador muita coragem para continuar a apoiar a Europa e a apostar em novos mecanismos

parece que assistimos a demasiados comentarios de gente que já desistiu da Europa incluindo entidades que já mencionam o pós-euro,
ou será que como diz o provérbio só

"ratazanas que abandonam o barco quando este se afunda"
parece me que a Europa é um projeto a defender, infelizmente como em todos os tempos afrontam-se os interesses

Helena Sacadura Cabral disse...

Espero que o termo "ratazanas" não seja aplicado aos que escrevem aqui.
Há quem tenha, desde o início duvidado deste projecto europeu. Certamente por razões tão válidas como as dos que o apoiaram.
E é por amar o meu país que sempre duvidei que os benefícios que tal projecto nos poderá ter trazido, não viessem, a certa altura, a ser pagos com língua de palmo.
Mas é, claro, a minha opinião e sempre a expressei, mesmo quando, por razões profissionais, dei ao dito projecto o melhor das minhas capacidades.

Helena Sacadura Cabral disse...

Espero que o termo "ratazanas" não seja aplicado aos que escrevem aqui.
Há quem tenha, desde o início duvidado deste projecto europeu. Certamente por razões tão válidas como as dos que o apoiaram.
E é por amar o meu país que sempre duvidei que os benefícios que tal projecto nos poderá ter trazido, não viessem, a certa altura, a ser pagos com língua de palmo.
Mas é, claro, a minha opinião e sempre a expressei, mesmo quando, por razões profissionais, dei ao dito projecto o melhor das minhas capacidades.

Anónimo disse...

Do Wikipedia retirei esta pérola sobre a União do Mediterrâneo criada para englobar os paises arabes num projecto de união!
Como vocês sabem, os casamentos de interesses são sempre complicados sobretudo quando são realizados num ambiente de grande corrupção!

A Europa não foi o problema principal. O problema principal foi pensar-se que os subsideos para a destruição da Agricultura e Industria eram uma maravilha e que já nem era preciso criar postos de trabalho porque o pessoal vivia da especulação imobiliária e dos serviços adjacentes.

Ogman

The Euro-Mediterranean Partnership, also known as the Barcelona Process, was created in 1995 as a result of the Conference of Euro-Mediterranean Ministers of Foreign Affairs held in Barcelona under the Spanish presidency of the EU. According to the 1995 Barcelona Declaration, the aim of this initiative is: "turning the Mediterranean basin into an area of dialogue, exchange and cooperation guaranteeing peace, stability and prosperity."[4]

The Euro-Mediterranean Partnership culminates a series of attempts from the European countries to articulate their relations with their North African and Middle Eastern neighbours: the global Mediterranean policy (1972–1992) and the renovated Mediterranean policy (1992–1995).[5]

Portugalredecouvertes disse...

Sra. D. Helena Sacadura Cabral,
tenho o maior respeito pela opinião das pessoas que escrevem para este blog,

portanto os termos que utilizei são no modelo do proverbio que acho que se aplica a quem constrói por exemplo uma estrutura, e depois vê que não dá, e desaparece sem se preocupar em reparar os danos que provoca...