segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ora Eça!

Custou, mas foi! Já consegui arranjar - não me perguntem como! - a verba necessária para poder mandar compor a placa que, na avenue de Roule, em Neuilly, assinala a casa onde viveu e morreu Eça de Queiroz, e que estava praticamente ilegível, como aqui se assinalou. 

Espero, dentro de algum tempo (em França, estas coisas demoram muito tempo, podem crer), poder trazer uma fotografia da placa renascida, oferecida pela Escola de Belas Artes do Porto e aí colocada em 14 de setembro de 1950, pelo então embaixador de Portugal em França, Marcello Mathias.

21 comentários:

Santiago Macias disse...

Não sei se no MNE também é assim, mas numa Câmara Municipal é quase mais fácil lançar uma empreitada que comprar um apara-lápis...
Imagino que o orçamento para a placa não fosse uma exorbitância.

Helena Sacadura Cabral disse...

Hom'eça, direi eu, Senhor Embaixador, que nunca duvido das suas capacidades!

Julia Macias-Valet disse...

Espero que desta vez a verba seja suficiente para juntar a Écrivain et Diplomate ...PORTUGAIS !

Porque a versao "apatrida" ja existe en Neuilly :

http://duas-ou-tres.blogspot.com/2011/04/lugares-de-eca-de-queiros-em-paris-5.html

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Júlia Macias-Valet: trata-se apenas de reavivar o que estava escrito no passado.

Margarida disse...

E como é que conseguiu?!

:))))

Anónimo disse...

Sinto muito orgulho em saber que os sinais da presenca de Eca em Paris sao vivificados com o "renascimento" da placa na casa onde ele viveu em Neuilly.
As letras da primeira, apesar da rigidez do material escolhido para durar, nao tinham a mesma consistencia que aquelas que o escritor utilizou para escrever as suas Farpas que lemos e relemos e cujo conteudo nunca estiola.
Que esta agora resista melhor ao tempo. 
José Barros.  

patricio branco disse...

Essas placazinhas discretas em predios nas cidades dizem muito sobre a forma como um país ou um municipio trata quem lá viveu e fez obra, artistica, politica ou cientifica, e merece ser recordado.
londres nisso é exemplar com as suas placas redondas azuis, basta alguem distinto ter vivido um mês nesse endereço para ficar assinalado, não só nacionais, mas tambem estrangeiros.
a preocupação do embaixador de portugal em restaurar a placa da casa de eça de queiroz em paris é pois de louvar e é uma manifestação de sensibilidade a estas coisas.

Ps. pena de facto a placa original não referir diplomata ou consul de portugal, como lembra uma comentadora. Falha original do embaixador que em 1950 esteve na origem dela?

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Margarida: "Nem às paredes confesso"

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Patrício Branco: o seu a seu dono. Foi o queirosiano Luis dos Santos Ferro quem chamou a minha atenção para o assunto e quem primeiro se empenhou em restaurar a placa. Eu apenas o segui.

Quanto ao comentário de Julia Macias-Valet, noto que ele era para a referência no busto de Eça, não para a placa que agora vai ser refeita.

Além disso, os embaixadores não conseguem fazer tudo o que querem, quanto mais fazerem tudo o que devem. Como sabe.

Anónimo disse...

Que alegria, querido Amigo!
Felicitações e louvores lhe são 'devidíssimos' neste exumar do tempo a bonita placa que tão gasta há muito (e há muitos embaixadores...)se encontrava.
Mental e afectivamentemente,fico'erigindo' placa também a si!
Ainda, sobre nota aqui publicada: ambas as placas, esta e a da Rue Ch. Laffitte, mencionam o qualificativo "portugais." Há outra?
In ecclesia queirosiana, seu,
LSF

Helena Oneto disse...

Senhor embaixador,
Mesmo depois de restaurada, a placa no sitio onde esta (fui ver o post a que se refere) a nível do 1° andar e por cima de uma saída de garagem, continuara "ilegível", pior, "invisível". Porquê naquele sitio? Eça não merece mais visibilidade?

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Luis: "Les beaux esprits se rencontrent". Eu tinha acabado de colocar o comentário em que o citava e o meu Amigo escreve outro, precisamente no mesmo minuto. Catita!, como diria o Dâmaso - que morou na rua de Lisboa em que nós dois hoje vivemos. Um forte abraço.

PS - Mais difícil está o assunto da rue Crevaux. Mas não os largo, descanse!

Portugalredecouvertes disse...

Sempre ouvi dizer que mais faz quem quer que quem pode.

é sempre bom que nos transmita o que corre bem!

recuso-me a pensar que o Sr. Eça tinha razão na sua retórica devastadora sobre a sociedade portuguesa!

Serras Pereira disse...

Meu caro, nao tem placas em Londres para descrobrir?!
Onde estamos neste moment a recordar bons tempos e bons amigos!

Pilar e Antonio.

Isabel Seixas disse...

"Eça" Agora.

E sempre,claro.

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
"Les beaux esprits se rencontrent"
toujours. Só podia ser mesmo o meu querido amigo Luís Santos Ferro - o que lhe devo em amizade e saber! - a ter essa ideia.
Bem haja pela sua persistência. É das raras qualidades que possuo e por isso sei dar-lhe o valor!

patricio branco disse...

Touché, ou seja, esclarecido, mas continuo a assinar o que escrevi até ao Ps.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caros Pilar e António: e Paris, não merece uma "missa"?

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Patrício Branco: vamos a ver se nos entendemos.

Em Neuilly há duas placas (uma das quais vai ser agora restaurada) nas duas casas onde o Eça viveu. Em ambas as placas figura a menção à nacionalidade do escritor.

O que Júlia Macias-Valet quis dizer foi que, num busto que também existe em Neuilly, a nacionalidade não vem mencionada. Neste caso, nada a fazer. Assunto arrumado e não vale a pena "chover no molhado".

Anónimo disse...

Acredito ser sua maior placa, a fenomenal obra literária.
A perfeição de os Maias, quer melhor placa?
Como Eça nunca existirá!
Uma das placas de Paris, A Cidade e as Serras, sublime.

Anónimo disse...

concordo plenamebcom o anónimo "A Cidade e as Serras"sublime, lindo, lindo!