quinta-feira, 10 de novembro de 2011

"Le Monde" não é o mundo

Numa destas operações de limpeza de papeladas que os fins de semana propiciam, encontrei há dias um recorte de um número do "Le Monde", já com uns meses, onde se defendia, em editorial, que "é preciso chamar ditador a um ditador, sempre e bem alto".  Arriscando-me a suscitar a cólera dos puristas, quero dizer que, se a frase é bonita em termos de jornalismo, ela é impraticável em termos políticos.

Vamos então aos factos, no que, por exemplo, respeita a Portugal.

Como é sabido, o nosso país mantém relações diplomáticas e económicas com diversos Estados onde vigoram regimes mais ou menos sinistros, alguns travestidos de "democracias", outros com modelos abertamente autoritários ou populistas, onde têm lugar regulares atentados, uns mais graves que outros, a direitos de cidadania que, no nosso mundo, consideramos fundamentais. Convém, aliás, ter presente, para quem o não saiba ou possa ter esquecido, que, na maioria dos países do mundo, a democracia não se pratica, pelo menos no conceito que dela temos no ocidente.

Em alguns desses Estados, vivem, contudo, cidadãos portugueses, por vezes em número bem significativo. Empresas do nosso tecido empresarial mantêm, com entidades públicas ou privadas desses países, regulares negócios, do sucesso dos quais dependem muitos postos de trabalho em Portugal. Não raramente, capitais oriundos desses tais países com regimes muito pouco recomendáveis ajudam a engrossar o investimento direto estrangeiro que o nosso país procura, a todo o custo, estimular. E turistas, chegados desses Estados menos democráticos, desembarcam em Portugal e gastam os seus dinheiros nos hotéis, restaurantes e lojas portuguesas.

Imaginemos, assim, por um instante, que Portugal era tentado a seguir a política de "murro na mesa" (como a recomendada pelo "Le Monde") e que, num acesso de "honestidade" e de insana franqueza na afirmação de princípios, os responsáveis políticos portugueses decidiam declarar publicamente que, no país X, os direitos políticos dos cidadãos são frequentemente desrespeitados pelo autoritarismo populista aí reinante, que a liberdade de imprensa não vigora em plenitude no Estado Y e que existe uma clique corrupta que rouba o Estado Z.

O que sucederia? Com toda a certeza, na sequência do ressoar mediático dessas declarações, os nossos cidadãos residentes nesses Estados iriam sofrer retaliações nos respetivos interesses, empresas portuguesas iriam ver os seus negócios prejudicados, alguns capitais migrariam de Portugal para outras paragens e, atento o poder de controlo que os governos desses países têm sobre os seus cidadãos, eles deixariam de nos procurar como destino turístico. Além disso, e por muito tempo, a capacidade de interlocução política de Portugal, para a defesa dos seus interesses e dos seus cidadãos residentes nesses países, baixaria para zero. 

Porém, outros Estados que não houvessem seguido o angélico conselho do "Le Monde" fariam, de imediato, todas as diligências necessárias para recuperarem, para as suas empresas, os negócios que as suas congéneres portuguesas haviam perdido ou para recuperarem os capitais que Portugal tivesse alienado. E, podem crer, nesses Estados que se movimentariam para nos substituir estariam vários parceiros nossos da União Europeia.

Mas não será que a "valentia" retórica portuguesa poderia acabar por ter um efeito para a melhoria dos aspetos denunciados? Só por ingenuidade ou desconhecimento alguém pode pensar dessa forma. Alguém, com um mínimo de sensatez, acha que um país estrangeiro iria mudar a sua política só porque a diplomacia das Necessidades decidia congelar relações ou manifestar bilateralmente uma oposição à orientação da sua política? O único efeito de tais gestos iriam ter seria o pontual acalmar das consciências de quantos pensam como o "Le Monde", o que seria um saldo bem curto. Só que esses puristas - que andam por aí a blogar ou a comentar, com foto tipo passe, nas colunas onde escrevinham pagos à linha - não têm, e sabem que nunca terão enquanto emitirem tais juízos, quaisquer responsabilidades políticas na proteção dos interesses dos nossos compatriotas que vivem no estrangeiro, nem ninguém lhe iria pedir que defendam os postos de trabalho das nossas empresas ou da nossa indústria turística. "Mandar bitaites" sobre política externa é muito diferente de ter de a executar.

Mas, então, a opção é estarmos calados? Então Portugal não tem uma "diplomacia ética", respeitadora dos direitos humanos, promotora da defesa das liberdades? Claro que tem e, para tal, há locais próprios para atuar. Salvo para Estados com grande poder à escala global, que dispõem de meios de pressão, económica ou outra, que podem, em certas circunstâncias, garantir a produção de alguns efeitos no plano bilateral, a luta pelo respeito pelas liberdades e pelos direitos fundamentais, bem como a promoção de fórmulas de boa governação, tem hoje outros patamares de tratamento. Apenas o quadro multilateral ou de coordenação regional permite um espaço de intervenção minimamente eficaz,  muitas vezes com a utilização do mecanismo de condicionamento de ajudas ou pela imposição de sanções, por forma a exercer alguma pressão que force a mudança.

Mas, mesmo essas pressões, não nos iludamos, terão sempre uma eficácia que varia na razão inversa da dimensão económica e da importância estratégica do país sobre o qual elas se objetivam. A "coragem" da União Europeia, por exemplo, é tanto maior quanto o país que é objeto das suas medidas "punitivas" é irrelevante para os negócios dos seus principais Estados membros. Basta ver, aliás, como a voz europeia "engrossa" na manhã seguinte ao dia em que os ditadores (até então parceiros) caem, por via da necessidade de colocar esses interesses europeus em consonância com os novos ventos que passam a soprar localmente. Não preciso de dar exemplos, pois não?

O mundo não é o "Le Monde". É uma pena, mas não é.

23 comentários:

Isabel Seixas disse...

Pois...
Uma boa reflexão.

zamotanaiv disse...

Caro Sr. Embaixador, ao ler estas suas palavras, logo desde o início do texto comecei a trocar o conceito de País pelo de cidadão e o de interesses económicos e turísticos pelo de emprego ou de relações sociais corriqueiras à escala de Vila ou pequena cidade.
Enquanto individualmente compactuarmos com colegas de trabalho, patrões, vizinhos ou mesmo supostos amigos que ajam com prepotencia ordinária e que por medo de perca do posto de trabalho ou de um lugar na cadeia social não levantarmos a voz e baixarmos a cabeça, não creio que este Estado o faça contra ou por outros. E logo o nosso.
Gosto tanto deste país mas ainda há tanta cabeça para mudar.
-suspiro-
Desculpe-me...
Hoje fui comprar madeira, carvalho francês. Ao afastar uma pilha de toros, ficou a descoberto uma enorme salamandra com cerca de um palmo, gorda, verde às manchas amarelas. Mandei parar o empilhador antes que a esmagasse, peguei nela, mostrei-a e fui pô-la em terreno seguro. o olhar de pavor dos homens à volta.
Cinco minutos depois já noutro lote de madeiras, enquanto escolhia pranchas, salta uma sardanisca. O condutor do empilhador, com um pau, rápidamente decapitou o bicho.
A caminho do fornecedor, de carro, passamos por uma bela ave de rapina pousada num fio, apontei e fiz um qualquer reparo sobre a sua beleza. Reacção do tipo que guiava:
-era um tiro, tau!

Sr Embaixador, gosto muito de o ler. Gosto muito deste país. Fui educado a respeitar as pessoas, os animais e a natureza. Não gosto que me pisem os calos, não gosto de vêr os dos outros serem pisados.
Falta coragem genuína a muita gente de costas quentes.

Desculpem-me a extenção do comentário. Cumprimentos a todos.
Tomás Viana

Um Jeito Manso disse...

Anda inspirado, Embaixador, os textos fluem-lhe com gosto.

E são textos tranquilos, pelo menos na superfície, e lúcidos e didácticos, que bem precisos são.

Gosto.

Boa sexta-feira, Embaixador.

Rui Franco disse...

E é também por tudo isto que certos ditadores (como o Kadafi) nunca poderão ir a tribunal já que, perdidas quaisquer esperanças de absolvição, apenas lhes restaria a satisfação do seu desejo de vingança, através da exposição pública e sistemática das redes de interesses e tráficos nas quais Estados, empresas e pessoas estavam enredadas. Ora, isto não interessa a ninguém, desde logo àqueles que, pressentida a mudança do vento, rodam as velas voltando costas a quem, uns meses antes, chamavam, literalmente, amigo.

O resto são lágrimas de crocodilo, para manter as aparências...

Mas, no capítulo da mais tresloucada imaginação, seria engraçado imaginar um ditador de peso em tribunal e, indo mais longe na fantasia, imaginar que o julgamento era justo e que lhe era possível arrolar, como testemunhas abonatórias, primeiros ministos, presidentes da República, embaixadores, ministros...

O que fariam eles? Compareceriam na sala de audiências, testemunhariam remotamente ou escudar-se-iam em imunidades e problemas de agenda? Negariam tudo o que fizeram durante anos e anos? Falariam a verdade ou cometeriam o mais descarado perjúrio?

E o que pensaria a opinião pública dos "libertados" ao serem-lhe postas à frente da cara as cumplicidades dos "libertadores" com o seu anterior algoz?

Anónimo disse...

Excelente post,gostei muito, parabéns!
...Mas devo confessar: intervenho a mando da velha senhora que, quando lhe li o comentário da sua amiga, ficou toda excitada, disse, feliz, uns palavrões impassáveis e comandou-me, perentória:

se paris missa valia,
vale isabel comentário.
quero boa companhia
comenta já, doce otário.

patricio branco disse...

Na prática internacional, não é possivel fazer o que dizia o monde no editorial. Há que ter relações com a libia, a siria, a bielorrussia, cuba, o irão, etc. Maximo, adoptar algumas sanções.
Quando o regime ditatorial rebenta por dentro, então sim, apoiam-se as forças internas libertadoras contra a ditadura, libia, egipto. Nenhum país levantou um dedo para defender marcelo caetano no dia 25 de abril embora tivessem boas relações com portugal. Mas o novo governo foi logo reconhecido e aplaudido.
Enfim, utopias como as defendidas teoricamente pelo monde no editorial são bonitas, mas na pratica das relações internacionais baseadas no realismo,impossiveis.
Tal como se disse aqui do publico, tambem o monde já não é o que era, na minha opinião.

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Bem haja por este post que até a mim serviu...
Ele constitui uma excelente reflexão entre o que "devemos" e o que "podemos" fazer. Há de facto, infelizmente, uma grande diferença. E será sempre o "melhor para Portugal" que deve, no nosso caso, orientar essa diferença.

Portugalredecouvertes disse...

Acho que o Sr. Embaixador tem razão, os representantes dos povos não poderão bater com o punho na mesa e criar litígios!
mas isso não impede que gente do povo não possa dar a sua opinião e ser solidário com os povos do outro lado, afinal os pensadores, filósofos, escritores.. identificavam os objetivos, e o nome deles ficou na história
por isso que se diz que cada m... no seu galho!

Anónimo disse...

É caso para se dizer que os Direitos Humanos e as Ditaduras que os violam devem ser objecto de “críticas ponderadas, depois de bem pesados os prós e contras das suas eventuais consequências”: primeiro os interesses nacionais, depois a defesa dos tais Direitos. A lógica da argumentação aqui exposta, com toda a frieza diplomática e honestidade política, nem por isso deixa de arrepiar os ingénuos espíritos daqueles que acreditam na bondade e empenho do Ocidente em prol da Humanidade. Não há que ter ilusões: nisto de Direitos, quaisquer que eles sejam, manda quem mais ordena. No caso vertente, o irrefutável argumento do “interesse nacional”. Não pondo em causa tão forte argumento – primeiro os nossos (e o dos outros) nacionais e interesses do país (e dos outros) – haverá, quem sabe, que repensar atitudes. Ou seja, deixemo-nos de defesas hipócritas (Direitos Humanos, desumanos, o que quer que seja e lhes chamemos) e de uma vez por todas vamos – Ocidente – assumir que, em boa verdade, nos estamos a borrifar – relativamente - para quem é vítima de uma violação dos seus "direitos humanos". E haja coragem para acabar com essa hipócrita figura no seio das NU, que é a Comissão das NU para os Direitos Humanos.
FSC como é que foi possível este Post? E para quê? Para dizer o óbvio? Conhecido de muitos? Pois se é assim, para quê fazer-nos corar de vergonha, a nós Ocidentais, Democratas, muitos até cristãos convictos, empenhados no bem-estar dos desfavorecidos da sorte “no que aos Direitos Humanos respeita” (onde me incluo, lamentavelmente, mas que fazer?), que até fazemos guerras para acabar com alguns desses violadores de direitos humanos (deixando porém de parte outros – a quem recusamos fazer guerras - pelos razões que tão bem explicou)?
Vamos lá ser consequentes: Portugal e o Ocidente (esta extraordinária “Civilização” a que orgulhosamente pertencemos!) estão tão preocupados com a questão dos DH como um qualquer país que os viole estará perante as críticas que lhe são feitas (pelo tal Ocidente impoluto), como refere.
Tudo é relativo nesta vida, até a preocupação dos pelos DH. Nada como uma boa dose de cinismo e hipocrisia! Não sua. Mas do tal Ocidente de que fazemos parte. E ainda bem. Ao menos por cá sempre podemos contar (na medida do possível) com as nossas instituições para nos valer, sempre que nos dão um pontapé nos nossos Direitos, como o Provedor, os Tribunais (quando funcionam), a Imprensa (quando não colide com grandes interesses económicos), etc e tal.
Saudações!
Seu leitor ocasional, mas atento (SLOMA)
Sloma

Anónimo disse...

Toda agente sabe disso!!

O sistema politico será sempre aquele que mais convém aos donos do mundo!
Agora uma coisa eu lhes digo, quer os ditadores, quer os 1º ministros eleitos democraticamente têm sempre uma coisa em comum, escondida do povão !!!

Para não falar, dos que estão vivos , vou dar exemplos dos que já morreram:

Salazar , Franco, Hiltler e Stalin o que é que tinham em comum relativamente à sua educação e formação ???

(...)*

Ogam

* Creio que Ogam percebe que não possa publicar uma parte do seu comentário.

Anónimo disse...

Elementar, caríssimo, e excelente! Só é pena que haja quem não saiba ou tenha esquecido estes princípios básicos do relacionamento entre estados soberanos.
Acrescentaria eu que, para além das pressões no quadro multilateral, a ação diplomática bilateral pode, por vezes e surpreendentemente, surtir algum efeito no incremento dos direitos fundamentais em certos países, desde que conduzida com discrição e num espírito construtivo não recriminatório. Ouvi um Chefe de Estado de um desses países afirmar que condenações ou repreensões públicas não admitiam a ninguém, mas que nos consideravam amigos e que dos amigos esperavam que lhes dissessem tudo, incluindo críticas - em privado, como é óbvio.

Francisco Seixas da Costa disse...

Eu sabia que este post seeia divisivo. E, devem compreender, seria muito cómodo não o escrever. Mas as coisas são o que são e, quando se está na diplomacia, vale a pena, às vezes, não escrever com "diplomacia". Mas com verdade.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Não são precisos exemplos, como é evidente. Os cemitérios estão cheios de pessoas indispensáveis. E as lágrimas de crocodilo parecem as cataratas do Niagara. Enfim e uma vez mais, subscrevo o texto.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Adenda

Indispensáveis e insubstituíveis.

patricio branco disse...

Por vezes, e isso já não se pode aceitar, as relações de certas democracias de governos fracos com certas ditaduras fortes chegam ao servilismo. Um ex.
Gadafi, em muitos dos sitios que visitava, instalava as suas excentricas tendas onde lhe dava a real gana, numa atitude de arrogancia, e as autoridades normalmente autorizavam sem pestanejar o local.
Mas nem todas. Em NY, em 2008 ou 2009, o tirano libio quiz instalar o seu acampamento no central park e o mayor de n y disse não,nem sequer foi o governo federal,e ele teve de ir para outro lado, um espaço privado que aceitou recebê lo.
Quando veio a lisboa, não sei onde ficou.
Mas em sevilha, cidade de que ele muito gostava, tambem não foi autorizado a instalar se no parque maria luisa e teve de recorrer aos jardins dum espaçoso hotel de campo particular. Zapatero tambem se recusou a ir de madrid fazer lhe visita, na ultima vez que o libio ali esteve, em sevilha.
E na venezuela, ilha margarita, o hotel hilton opôs-se a que fossem instaladas nos jardins as tendas. Resultado, hugo chavez, em retaliação, expropriou e nacionalizou imediatamente o hotel, que hoje é do estado venezuelano. O mesmo chavez que no dia da morte de gadafi isolou o centro de caracas e mobilizou a catedral onde mandou celebrar uma cerimonia religiosa em memoria de gadafi.

Há portanto as relações baseadas na necessidade, no realismo, mas há que distinguir entre as que baixam ao servilismo e as que se mantêm soberanas.

Anónimo disse...

Sr Embaixador,
Você foi muito simpático comigo.
Eu até já nem me lembro do meu post na globalidade ,mas pecebo perfeitamente. Não só percebo com aceito e se estivesse no seu lugar não sei se teria a sua categoria, a delicadeza e a sua finura de me fazer aquilo que me fez ! Tenho duvidas , se perante as mesmas circusntâcias eu algum dia teria essa categoria!
Sinseramente não estava à espera !
Ógam

Fada do bosque disse...

Sinto Orgulho por ter um Compatriota como Tomás Viana.

Um grande Bem Haja! Zamotanaiv! :)

Isabel Seixas disse...

Nem sei o que invejo mais à minha velha amiga,vitalidade/vigor poético,perspicácia,amplitude para trás das costas, mas sem dúvida a fidelidade do porta voz é invejável.

Helena Oneto disse...

Como diz a deliciosa UM JEITO MANSO, os textos fluem-lhe com gosto. Acrescento: para nosso grande prazer!

Se o Senhor não fosse um grande e incontestavel diplomata teria, estou (quase) certa, vontade de dar muitos murros na mesa. Penso não me enganar.

Anónimo disse...

Logo que seja "o melhor para Portugal" devemos pactuar com tudo. Se nos outros países pessoas são torturadas, roubadas, violadas, assassinadas, não importa, logo que o dinheirinho cá chegue e satisfaça as nossas necessidades, tudo está bem!
Na ciência política chamam realpolitik, para mim é hipocrisia, cobardia, no fundo revela que muitos dirigentes têm a coluna a vertebral de uma alforreca!

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Anónimo/a das 16.54: então diga lá "como é que se faz". Cortam-se relações? Impedem-se as nossas empresas de comerciar? E com que base legal? Expluque, por favor.

Fada do bosque disse...

Desculpe a intromissão Sr. Embaixador mas como diz um velho ditado, quem semeia ventos colhe tempestades.
Uma civilização que venera o Ter em detrimento do Ser, uma civilização baluarte dos Direitos Humanos, que esmaga a vida com a mesma facilidade com que um empilhador esmaga uma lagartixa, como nos faz ver zamotanaiv, que no fundo disse tudo... não merece que lhe chamem civilização. Como não são necessários mais de uma centena de "guerreiros" conquistadores, para destruir milhares de pacifistas e semear a semente do medo e do ódio em milhões mais, é fácil de saber o que está a acontecer.
Como nos ensinou Hermes Trimegisto, tudo tem retorno e todas as causas tem as suas consequências... é física nem que seja quântica.
Uma civilização só é conquistada por fora se estiver já corrompida por dentro.
Esses a quem as "democracias" ocidentais condenam, mas que destroem quando podem, ou se aliam quando as não podem destruir, estão a ver a Civilização Ocidental a autodestruír-se.
Nada a fazer portanto, porque agora é questão de tempo, para o efeito "boomerang" nos arrasar por completo.

Astor disse...

Pensava que este dia seria dedicado (como foi uma ou outra vez) à memória dos portugueses caídos na Grande Guerra. Ninguém se lembra deles. Que silêncio ensurdecedor este que nos chega com o tempo...