terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Previsões (2)


A propósito do post "Previsões", gostava de afirmar que, como qualquer mortal - e os diplomatas são simples mortais... -,  também já me enganei, e bem, em avaliações políticas.

Não tenho, aliás, qualquer dúvida em expor esses deslizes, como fiz na "Crónica de um erro diplomático" que publiquei no Diário Económico (16.5.07) e que pode ser lido aqui.

2 comentários:

Anónimo disse...

"Com a Terceira Via, fez à Esquerda europeia provocações que relevavam mais de um liberalismo “thatcheriano”, ainda que de rosto humano."

Não consigo ser insensível a esta expressão, relevando também os seus artigos que me permitem uma incursão histórica crítica e ao mesmo tempo isenta...Presumo poder inferir que a expressão facial da líder Margareth Tacher Lhe suscita
alguma rigidez e determinação, traduzindo o não me subestimem que eu não me deixo abater pela suposta fragilidade hormonal pouco usual num rosto de mulher...

Pois permito-me acreditar que era só e só uma máscara de recurso tipo mecanismo de defesa ou mais eficaz de coping para afastar de imediato e com eficiência possíveis adversários que quisessem ir pela via do subterfúgio e injusto machismo e não reconhecer a força do Saber emanada pela Senhora...

Também prefiro a obra de Madre Teresa de Calcutá...
Mas...Voltando às previsões achei interessante o número do espaço temporal definido... precisamente treze.
Isabel Seixas

Santiago Macias disse...

Perdoe-me a franqueza mas parece-me um tanto exagerada a expressão de "erro" em relação à aposta em Gordon Brown em detrimento de Tony Blair. Até porque, tanto quanto se sabe, a escolha do futuro líder foi feita a dois. E de acordo com uma agenda que Blair não terá, alegadamente, respeitado mais tarde.

Confesso o meu escasso entusiasmo por Tony Blair. A deriva sindical do Labour deixara o partido, como o artigo do senhor embaixador bem explica, sem opções. O percurso foi de eficácia, sem dúvida. Ficará, para sempre, a mancha do Iraque. E, quando ouço Blair, a palavra Esquerda nunca me ocorre.