sexta-feira, maio 01, 2026

Televisões

Alguns amigos comentam o facto de me verem menos nos ecrans televisivos. É verdade. Desde logo, vai para dois anos, decidi interromper o meu contrato com a CNN Portugal: tinha-me cansado, só isso. A partir daí, passei a aceitar, de quando em vez, alguns convites. Todas as semanas, simpaticamente, eles continuam a surgir, de alguns canais. O que acontece é que, por regra, é-me pedido que comente a atualidade internacional do dia, ou da véspera. Ora o meu quotidiano – salvo na preparação do podcast semanal "A Arte da Guerra" – quase não passa pelo acompanhamento da vida internacional (salvo a vida política interna francesa, por um especial interesse pessoal). Uma das razões é porque me cansa muito ouvir Trump – e ele surge-nos irritantemente a cada esquina. Como, desde a pandemia, deixei praticamente de ver televisão, só procuro informações quando necessito delas, e quase exclusivamente nos meios digitais. Como não sou capaz de aceitar ir falar a um canal televisivo (ou numa rádio, que às vezes nos pede reações a coisas ocorridas minutos antes) sem me preparar minimamente, sem ler de várias fontes, isso dá-me bastante trabalho, tanto mais que, ao contrário de quem acompanha as coisas todos os dias, sou obrigado a atualizar-me retrospetivamente. E eu – vou agora confessar ! – ando cada vez mais preguiçoso. 

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