quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Rios

O tema do Festival de Loire, de que Portugal é este ano convidado de honra, foi a comparação de culturas de regiões com rios. Ontem, em Orléans, o rio Loire aproximou-se do Douro, da ria da Aveiro e do Tejo. Algo insólito foi ver o Loire percorrido por barcos rabelos, por moliceiros e por canoas lisboetas, com sons do nosso folclore a encherem as ruas da cidade e a Radio Arc-en-Ciel / Rádio Arco-Íris a espalhar horas de boa música portuguesa.

Cada vez mais, as municipalidades francesas, conscientes da crescente importância da comunidade portuguesa e luso-descendente, têm iniciativas que mobilizam a sua ligação a regiões do nosso país, acordando lentamente para uma realidade que, infelizmente, ainda é por aqui muito desconhecida ou tocada de forma caricatural.

Ontem, no jantar português que o "maire" de Orléans nos ofereceu, pude constatar que a esmagadora maioria dos presentes nunca se tinham deslocado a Portugal, embora mantivessem alguma curiosidade por esse país quase vizinho, de onde lhes chega gente séria e trabalhadora, com que se cruzam nas ruas e no trabalho, mas do qual quase só conhecem o vinho do Porto e onde sabem que se canta uma coisa nostálgica que é o fado.

Portugal está tão perto mas ainda tão longe de França!

8 comentários:

Anónimo disse...

Bom trabalho Senhor Embaixador!
Certamente será.

Francisco Seixas da Costa disse...

Neste caso, não é mérito meu, pode crer.

expressodalinha disse...

Fado e tb. música "pimba".

Fenêtre du Portugal disse...

"A França está tão perto mas ainda tão longe de Portugal!"

Hum... Creio que a mesma frase dita ao contrario, seria mais adequada, ou seja : "Portugal está tão perto, mas ainda tão longe da França!

Parece mentira, parece que nao, parece minimo. Talvez me engane, mas creio que a "ordem cronologica" tem aqui alguma importancia. :-)

Francisco Seixas da Costa disse...

Fenêtre du Portugal tem toda a razão: foi um lapso meu, já corrigido

Francisco Norega disse...

O vinho, o fado e a saudade! :)

Gostava de ter visto o nosso Mondego referido neste post.

Excelente blog, desde já os meus parabéns!

Francisco Seixas da Costa disse...

Infelizmente, e ao que me lembro, não havia barcos do Mondego no Festival. Há algum barco típico do Rio Mondego? Desconheço...

Francisco Norega disse...

O Açude, infelizmente, estragou-nos a nossa via de comunicação fluvial tão utilizada em tempos ido. A beleza mantém-se, mas a utilidade viu-se muito diminuída.

Temos o Basófias, o nosso barco esplanada que sobe um troço do rio, mas isso não é típico. :P Temos, sim, um barco tradicional que ainda faz duas ou três saídas semanais, que subia em tempos o Mondego desde a Figueira até Penacova.