terça-feira, 29 de setembro de 2009

Praxes

Acabam de ser anunciadas novas medidas de natureza coerciva para pôr termo às mais degradantes formas de praxe académica - esse modo primário de "integração" que tem vindo a converter-se, progressivamente, num processo cada vez mais violento de humilhação intergeracional.

Aquilo a que a sociedade portuguesa tem vindo a assistir, nas últimas décadas, é à transformação do que era uma prática de conteúdo lúdico, mais ou menos divertido e consentido, num ritual de violência gratuita, muito potenciado pela anormalidade alcoolizada dos seus executores, com requintes de sadismo que chegam a levar a violações, agressões e até a mortes.

Um incompreensível imobilismo colectivo deixa quase sempre impunes os executores dessas práticas, absolvidos por um manto de alegada tradição que mais não é do que um alibi para a discricionariedade e o arbítrio. Veremos se, finalmente, algumas regras de natureza oficial conseguem abrir caminho para obrigar os dirigentes das escolas - os principais responsáveis e os únicos a terem condições de proximidade para poderem actuar - a serem mais rigorosos, menos permissivos e, essencialmente, menos cobardes.

4 comentários:

Anónimo disse...

Subscrevo incondicionalmente...
Isabel Seixas

Anónimo disse...

Até que enfim ! Em França ja ha varias anos que as praxes académicas foram proibidas.

Porque é que a Portugal as experiências positivas realizadas noutros paises so chegam anos (por vezes mesmo, muitos anos) mais tarde ?

Outra dominio onde gostaria que os nossos governantes seguissem os passos dos franceses é no da SEGURANçA RODOVIARIA.
Nao perco a esperança de ver instalados radares de controlo de velociade nas estradas portuguesas, como foi feito em França e com resultados comprovados. Viajar nas estradas de Portugal é um passaporte para a morte.
Nunca percebi se o comportamento dos meus compatiotas ao volante é de arrogância ou de ignorância...

Julia Macias-Valet

Margarida Vaz disse...

Aprovo completamente!!!

Anónimo disse...

E quando é que a arrogância não parte da ignorância?...