quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sudão

Leio há pouco num jornal: "Omar Bachir, o presidente do Sudão, anunciou hoje querer libertar o Sudão do Sul dos seus líderes, afirmação que indicia a proximidade da guerra entre os dois países".

Sei que é uma aposta fácil ser pessimista em África, mas não resisto a lembrar o que aqui escrevi, há alguns meses, sobre o assunto.

2 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Acabado de regressar de três maravilhosos messes passados em Goa e outras Índias e depois de ter assistido à derrota estrondosa do «eterno» Partido do Congresso, hoje nas mãos da Senhora Sónia Gandhy, já poucas dúvidas se me levantam em relação a países como o Sudão - ou os dois falsos Sudões. E começo a pensar (e começo a crer) que a secessão do Sul foi uma falácia absolutamente transitória e dificilmente defensável.

Mais uma infeliz e desrazoada iniciativa dos pais ocidentais e putativos da Democracia a la Ocidentale que não tomou uma vez mais em consideração os valores, as práticas, os direitos consuetudinários dos povos africanos.

As bitolas não podem ser iguais, as culturas não podem ser iguais, as medidas políticas não podem ser iguais. Pretender quem quer que seja passar de colonizador a impositor de práticas políticas, sociais, morais que aparentemente são fruto de cabeças formatadas na base da Revolução Francesa e de tudo o que se lhe seguiu até hoje é estultícia que pode repetir-se e gerar tudo - até mais uma guerra em África.

Em rodapé:
Um dia depois de ter regressado desses meses de paz de e no espírito, com as saudades das gentes goesas que tentam ser felizes - ou pelo menos sorridentes - chegar aqui e constatar a tragédia que é ser hoje português lutando pela sobrevivência e esmagado todos os dias por novas imposições nas raias de procedimentos próximos dos ditatoriais e um verdadeiro murro no plexo solar.

Por cá, ainda não há guerra, porque continuamos todos s ser bacanas e bananas. Mas, cuidado, nos últimos 200 anos da Europa, os «pacíficos e conformados» Portugueses foram dos europeus que mais revoluções e movimentos militares tiveram.

Desviei-me, mas entro nos carris: os Sudões devem estar mesmo a caminho de uma guerra que será muito complicada, sanguinolenta e completamente desastrosa para uma África Central já por si própria carregada de conflitos violentos porque armados. Oxalá me engane, mas...

patricio branco disse...

é evidente que não funcionava! pior a emenda que o soneto.
em tudo de acordo com fsc e tambem com haf.