sexta-feira, 29 de junho de 2012

Património

A igreja da Natividade, em Belém, foi inscrita, há minutos, na lista do Património da UNESCO, através de um procedimento de urgência, a solicitação do mais novo membro da organização, a Palestina. A sala da Duma de São Petersburgo desfez-se em aplausos - embora, com certeza, menos retumbantes do que aqueles que Lenine por aqui, neste mesmo local, arrancou, há umas boas décadas atrás.

No minuto seguinte, foi a vez do Monte Carmelo ser inscrito na lista, sob proposta de Israel. A sala não foi tão entusiasta, mas não deixou de aclamar o novo bem agora proclamado no seu valor universal. Salomão, com a sua justiça, não faria melhor.

As organizações internacionais são isto mesmo: espaços onde, mais do que o equilíbrio, se procura e pratica algum equilibrismo. Mas seria errado pensar que este tipo de liturgias e coreografias é, em si mesmo, negativo. Estes compromissos, às vezes cínicos, outras vezes oportunistas, são a chave da sobrevivência do mundo multilateral, refletindo as suas limitações mas, ao mesmo tempo, consagrando os pequenos passos que fazem avançar esse mundo, que muito tem feito pela paz e pelo entendimento entre os povos.

9 comentários:

Anónimo disse...

Já tomaste o Palácio de Inverno? Que estás à espera?

a) Bolchevista à solta

Mônica disse...

Francisco
Belezas que merecem mesmo ser patrimonio!
com amizade Monica

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro Bolchevista à Solta: com o tempo que está, passou a Palácio da Primavera (política). E como isto dá muito - mesmo muito! - trabalho, quase não dá tempo para tomar um simples vodka, quanto mais um palacio. Isso eram outros tempos... quando havia tempo para revoluções e outras amenidades. Agora resta-nos Tua, as fortalezas de Elvas, a dieta (não é essa, é a mediterrânica) e o cante (que já não é o cante, tovarich, cante...). Isto mudou muito...

Anónimo disse...

Já há muito tempo que concluí que as revoluções são feitas por aqueles que querem o que, aqueles contra quem se revoltam, têm.
Nem sequer me apercebi de qualquer exceção à regra.

Anónimo disse...

Nao apoiado! Viva a Revolução Nacional!

a) Haroldo de Menezes Vasconcellos (Vinhais)

Anónimo disse...

Nao apoiado! Viva a Revolução Nacional!

a) Haroldo de Menezes Vasconcellos (Vinhais)

Anónimo disse...

O meu pai anda muito repetitivo...

a) Patucha de Menezes Vasconcellos (Vinhais)

Isabel Seixas disse...

Também acho Cara Patucha...

Mas penso que será para enfatizar também o também Seu Património e
permita-me, que embora ache bem, que distintas personalidades da nossa região continuem a dar visibilidade á fauna(Património)
"como o lobo ibérico, a águia real e a cegonha branca, bem como espécies raras e vulneráveis, como a lontra, a marta, toupeira de água e a víbora cornuda. Não esquecer o corço, o veado, o coelho, a lebre, a perdiz e o javali."

Não percebi a seleção do seu Pai pelo seu nome diretamente associado a Pata(fêmea do Pato, na nossa região ainda parreca)prosseguindo para o diminuitivo...!?

Teria muito gosto em conhecê-la na feira do fumeiro em fevereiro e poder debater essa questão da seleção do nomeno património da fauna... Não gostava mais de águia real ou cegonha branca? Na perspetiva angélica, ou de lontra, a marta, na perspetiva meditativa e budista ou ainda sem preambulos e com ousadia toupeira de água e ou víbora cornuda?

Até Fevereiro...

Obrigada Senhor Embaixador, mas já que falamos em património...

Anónimo disse...

Isto "mudou mesmo muito". A única coisa que é mesmo certa é a de que o Senhor Embaixador veste mesmo a pele... de cada vez que assume as funções. Veja-se a falta de tempo para "tomar um simples vodka"!