Em 2012, na reunião em São Petersburgo do Comité do Património Mundial da Unesco, não estava prevista a atribuição do estatuto de Património Mundial a Elvas e às suas fortalezas.
A Unesco considerava não estarem ainda reunidas as condições para que tal acontecesse e, por essa razão, não tinha preparado nenhum projeto de resolução nesse sentido.
A delegação portuguesa, integrada por mim e pelo professor Domingps Bucho, decidiu contrariar o parecer da organização e fez diligências junto de alguns dos 21 países do Comité no sentido de lhe ser dada a possibilidade de argumentar contra o relatório da organização.
Nunca agradecerei suficientemente aos meus colegas do México, do Qatar (que me dizia que nasceu à sombra de uma fortaleza portuguesa), do Senegal, da Colômbia, da França e, em especial, do Japão, a ajuda que então me deram, como se poderá ver no debate. E mesmo a minha colega alemã, com a qual eu tinha tido uma polémica noutro anterior dossiê, acabou por “vir às boas”.
O video que pode ser visto aqui, que ontem surgiu colocado no Facebook (e que eu nunca tinha visto), mostra toda essa “batalha” e a nossa bela vitória final, com uma votação por unanimidade em favor de Elvas, para surpresa (e sei que desagrado) da própria Unesco. Mas as vitórias dão mais gozo assim.
1 comentário:
Senhor Embaixador vê-se claramente o incómodo do secretariado. Foi um excelente resultado para Portugal, conseguido através da sua experiência diplomática.
Parabéns.
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