quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Comentário internacional

É notória a magnífica qualidade do comentário internacional que, nos dias de hoje, os especialistas oriundos das universidades portuguesas espalham pelas nossas televisões - por todas elas. 

Gente em geral jovem, muito bem preparada e conhecedora, equilibrada no comentário e fugindo ao impressionismo do velho jornalismo internacional português, que se habituou a “tomar partido”, não percebendo quanto assim se descredibiliza. 

Mas, atenção!, continua a haver excelentes jornalistas na área internacional da nossa comunicação social, que sabem apresentar com rigor as razões de cada lado, não caindo no facilitismo medíocre de “decretar” quem tem razão. Com o tempo, estou certo que o joio acabará expulso pelo trigo.

9 comentários:

Anónimo disse...

A mim parece-me que as analises sao todas mainstream e muito atlantistas... mas posso estar enganado

Falta a meu ver gente critica, como José Goulão e afins, gente que tentasse dar outro ponto de vista, por muito lado que tenha. Gente com um wording menos proximo daquele que é o da diplomacia portuguesa.

cmpts

Anónimo disse...

TODA A RAZÃO "9 de novembro de 2017 às 02:11" !!!
E olhe que eu, sendo de centro direita (e, portanto, abominando o Freitas), acho que o Goulão era muito bem vindo. O que ele escreveu sobre a Catalunha (em sua defesa) merecia ser esfregado nas trombas de muita gente!

Anónimo disse...


Talvez.... deixaram de ser politisados e por isso mais objectivos sem terem de transmitir os ideários partidários. Não tenho dúvidas que sejam melhor preparados para o fazerem.

Será??

Joaquim de Freitas disse...

Caro anónimo das 13:53

E olhe que o « abominável homem de neve » (caiu abundantemente hoje !), melhor conhecido como « yeti » leu e releu o que escreveu José Goulão e gostou… como o Caro anónimo.
Para aqueles que não o leram e se o Senhor Embaixador permite, aqui vai:

«A Catalunha e os fantasmas de Espanha»

[De José Goulão] O franquismo assumiu, por isso, as rédeas da transição fazendo o rei Juan Carlos suceder a Franco assim que este morreu e, com excepção de poucos, incipientes e colaboracionistas intervalos assegurados depois por «terceiras vias» socialistas, mantém-se à frente do Estado, chame-se o presidente do governo Aznar ou Rajoy e o Bourbon de turno Juan Carlos ou Felipe.

Em síntese: a chamada transição para a democracia foi viciada através da reactivação abusiva da monarquia, regime rejeitado em referendo pelos povos de Espanha.
[...]
É importante notar, contudo, o empenhamento da União Europeia em travar a simples manifestação democrática de opinião do povo da Catalunha sobre a independência ou não independência.
[...]
Esta União Europeia, no entanto, é a mesma que não teve qualquer hesitação em acolher no seu regaço, apressadamente, sem rigor nem exigências impostas a outros Estados membros, nações separatistas como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Eslovénia, a Croácia; uma União Europeia que não se privou de, à boleia da NATO, sujar as mãos com sangue de centenas de milhares de inocentes para esfrangalhar a Jugoslávia (Abril)

Anónimo disse...

Ó Embaixador, quem o ouve falar, até parece que o senhor nunca toma parte nos seus comenta´rios sobre politica internacional, para não ir mais longe recordo bem as suas posições em defesa de Lula e Dilma, esses dois grandes democratas de algibeira.Veja lá, que até o Lula já quer deixar a amiga Dilma como não prestável, o barco afunda e os ratos saltam. Neste caso temos o rato barbado, a dama do vinagre e o velhadas do Temer, cada qual mais corrupto. Por isso quando se trata de gente desta, não defenda ninguém, faça como eu, tudo para o mesmo saco.

Francisco Seixas da Costa disse...

O Anónimo das 17:41 deveria ter uma conversa com uma senhora que, no Facebook, me acusa de atacar vilmente Lula e Dilma. Organizem-se, como dizia o outro. E, já agora, eu não sou jornalista.

dor em baixa disse...

Estou em completo desacordo e a ponto de me aprestar a deixar de os ouvir/ver. São como aqueles historiadores de História Contemporânea que nô-la explicam com o que veio escrito nos jornais e revista da época. Dizem todos o mesmo, dão a impressão de que leram todos o mesmo. E deve ser isso mesmo, leram nas revistas internacionais que se citam umas às outras e escrevem todas o mesmo. Quando os leio e os ouço sinto-me logo transportado para essas revistas. Não têm um pensamento próprio, uma ideia que seja sua. Não valem a pena.

Anónimo disse...

O Sr Freitas não leu,na juventude,ou andava a fazer a revolução do "poder aos sovietes portugueses" ?????

"Tintim no País dos Sovietes (Tintin au pays des Soviets, no original em francês) é o primeiro álbum de banda desenhada da série As Aventuras de Tintim , criado pelo cartunista belga Hergé. Contratado pelo jornal conservador belga Le Vingtième Siècle como propaganda anti-comunista para o seu suplemento infantil Le Petit Vingtième, a história foi editada semanalmente entre Janeiro de 1929 e Maio de 1930. O álbum conta a história do jovem repórter belga Tintim e do seu cão Milu (Milou no original em francês), os quais são enviados para a União Soviética para fazer a reportagem sobre as políticas do governo bolchevique de Josef Stalin. A intenção de Tintim de expor os segredos do regime, chama a atenção dos agentes da polícia secreta soviética, o OGPU, que o vão perseguir com o objectivo de o matar."

Joaquim de Freitas disse...

Anonimo das 18:31 : Claro que li essa versão do anti comunismo visceral e primário da Igreja. E digo da Igreja, porque Hergé realizou muito simplesmente uma encomenda do Padre Norbert Wallez, que era na época o redactor do “Vingtièeme Siècle” . de obediência católica.

São os mesmos que diziam na época que os Russos estavam a chegar, com um faca nos dentes, e comiam criancinhas…

Tive a oportunidade de ver uma exposição em Paris, no princípio deste ano, no Grand Palais, deste álbum e muitos outros.

Para sua informação, nos anos 30, lia “O Mosquito”, mas ainda não fazia a revolução…

Na juventude lê-se tudo o que excita a curiosidade, até ao dia em que se descobre “O Contrato Social”, de Jean-Jacques Rousseau, e então as coisas sérias começam.

Jacques Chirac começou pela venda do jornal “Humanité”antes de virar de bordo…e ser Presidente da Republica. Trajectos da vida …